Aprender a Investir · Artigo

O que é educação financeira e por onde começar

Educação financeira é o conhecimento, as habilidades e crenças que influenciam as atitudes e comportamentos para melhorar a qualidade na tomada de decisões e também na gestão financeira a fim de alcançar a prosperidade. E ela é uma combinação de três habilidades: conhecimento, atitude e comportamento individual.

Atualizado em agosto/2026 3 habilidades: conhecimento, atitude e comportamento A conta acontece na tela, sem PDF e sem planilha
Resposta direta

Prosperidade é andar para frente, correto? E repare no que a definição não diz: ela não fala em produto, não fala em corretora e não fala em rendimento. Ela fala em decisão.

O que é educação financeira?

Conhecimento é a parte fácil. É a que se resolve lendo. As outras duas são o motivo de o mês não fechar mesmo quando você já sabe o que fazer. Eu vejo gente que tem conhecimento, que tem atitude, só que o comportamento individual é tão distorcido do que deve ser feito que essa pessoa não prospera também.

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habilidades que a definição junta: conhecimento, atitude e comportamento individual. Só a primeira se resolve lendo.

Nesta página eu vou na ordem que funciona: primeiro a dívida cara, depois a reserva de emergência, e só então o primeiro aporte.

A conta acontece aqui na tela, com valor nomeado e premissa declarada. Nada trancado em PDF nem em planilha para baixar.

Serve pra quem está no vermelho?

Serve, e a educação financeira serve primeiro justamente para quem está no vermelho. Só que a ordem muda.

Uma coisa muito básica também na vida: ou você é um pagador de juros ou você é um recebedor de juros.

A fila aqui embaixo existe pra você sair do primeiro grupo antes de tentar entrar no segundo.

Aqui eu respondo como pessoa física, não como analista. Se eu tenho uma dívida, eu não vou gastar, eu vou focar em quitar essa dívida o mais rápido possível. Eu não vou ficar gastando meu dinheiro com luxo, entretenimento, conforto, até zerar esse problema.

O critério não é moral. É aritmético. E antes dele vem a distinção que as pessoas mais pulam: elas não conseguem diferenciar o que é uma dívida de investimento e uma dívida de consumo. Enquanto o custo da dívida for maior do que qualquer retorno que você possa esperar, guardar dinheiro com a dívida aberta é pagar caro para se sentir organizado.

Parar de aumentar a dívida

O que ela resolve: O buraco deixa de fundo.

Como eu sei que terminei: Nenhuma compra nova entra no rotativo nem no parcelado.

Por que vem nesta posição: Não adianta esvaziar o balde com o furo aberto.

Quitar ou renegociar a dívida cara

O que ela resolve: O juro que corre contra você todo mês.

Como eu sei que terminei: O saldo do rotativo e do cheque especial zerou.

Por que vem nesta posição: Enquanto o custo dessa dívida for maior que o retorno que você pode esperar, nenhum investimento acompanha.

Montar a reserva de emergência

O que ela resolve: O imprevisto que empurra você de volta para a dívida.

Como eu sei que terminei: Você tem o teu custo fixo mensal guardado em liquidez diária, na quantidade que a estabilidade da tua renda pede, e o número de meses não sai desta página.

Por que vem nesta posição: Sem ela, o primeiro problema desfaz as etapas 1 e 2.

Começar a investir com objetivo

O que ela resolve: O dinheiro parado perdendo poder de compra.

Como eu sei que terminei: O primeiro aporte saiu e você sabe por que escolheu ele.

Por que vem nesta posição: É a única etapa que exige as três anteriores prontas.

A taxa média do rotativo do cartão muda a cada apuração mensal e não está publicada nesta página. Ela sai do Banco Central, e é lá que você confere a de hoje antes de refazer a conta.

Para onde vai o teu dinheiro?

O teu dinheiro vai para linhas que você consegue nomear. O jeito de descobrir quais é escrever tudo com nome e valor, não com categoria vazia.

Quando a gente organiza a nossa vida financeira fica muito mais fácil a gente entender aonde que é o ralo e aonde que a gente tem que plantar a semente para colher depois.

No vídeo eu preencho o orçamento na tela, linha por linha, com a minha vida real. Conta de luz, vamos dizer que eu pago 100 reais. Conta de gás, vamos dizer que eu pago 40 reais. Só que minha mulher, ela não gosta de cozinhar, a gente gasta bastante com iFood: vamos dizer que a gente gasta 950 reais com iFood por mês.

Vídeo: eu monto o orçamento na tela, linha por linha, com os valores da minha própria casa.

O oposto disso é quem nunca conta. Esse cara, ele vai para a Disney, tipo assim, nem sabe quanto vai gastar, chega lá, gasta, gasta, gasta e quando volta não sabe quanto gastou, só vai descobrir quanto gastou no final quando a fatura do cartão chega, beleza?

Contabilizar as despesas é uma técnica que tem muito a ver com o teu hábito de gastar. Pega o caderninho, anota tudo que você gasta. A gente quer viver com dignidade em abundância e prosperidade. Só que para isso a gente precisa ter intimidade com as nossas finanças.

A tabela aqui embaixo é o começo do teu. Quem quiser levar isso pra uma ferramenta tem a página de planilha de controle financeiro aqui do site. Nesta aqui a conta acontece na tela e não vira arquivo.

Linha do orçamento Valor no exemplo do vídeo O que anotar no teu
Conta de luzR$ 100 por mês, hipótese que eu declaro no vídeo com um vamos dizer queO valor da última fatura, não a média que você acha que paga
Conta de gásR$ 40 por mês, hipótese que eu declaro no vídeo com um vamos dizer queO valor do último botijão ou da última fatura, com a data
iFoodR$ 950 por mês, hipótese que eu declaro no vídeo com um vamos dizer queO extrato do app inteiro do mês passado, sem arredondar para baixo

Quanto dá pra guardar por mês?

Dá para guardar a fatia que você separa antes de gastar, não a que sobra no fim do mês.

10, 15, 20%
da renda, uma das três: a fatia que sai antes do gasto, não depois

Você separa 10, 15, 20 por cento daquilo que você ganha para você investir para o futuro. E tudo aquilo que a gente quer tratar como prioridade na nossa vida, a gente deve botar primeiro.

O erro que a maioria das pessoas acaba cometendo é não tratar os investimentos, não tratar a sua aposentadoria, sua terceira idade com prioridade. Só essa palavra, eu invisto o que sobra, já mostra que isso não é uma prioridade para você.

Na prática

Vamos dizer que caem R$ 1.900 na conta e você consegue separar R$ 300. Isso é 15,8% da renda, e já é um hábito instalado. Vale mais do que o percentual bonito que você abandona no segundo mês.

Linha da conta Valor
O que cai na contahipótese declarada, não a tua rendaR$ 1.900
A fatia separada antes de gastarsai primeiro, não no fim do mêsR$ 300
Quanto isso é da rendadentro da faixa de 10, 15 ou 20 por cento15,8%

E o primeiro destino desse dinheiro não é ação nem fundo. É a reserva de emergência. Ela está na minha lista de indicadores de bom comportamento financeiro exatamente por isso.

Quantos meses de custo fixo essa reserva precisa cobrir depende da estabilidade da tua renda, e esse número não sai desta página.

Qual objetivo faz o plano durar?

O objetivo que faz o plano durar é o que tem prazo e significado. Não é falta de disciplina que derruba o resto, é falta de motivo.

Porque se você não tiver um objetivo claro e significante você vai abandonar esse plano, você vai abandonar esse plano porque você vai falar: eu já trabalhei demais, eu preciso viajar. Eu já trabalhei demais, eu preciso trocar de carro. Eu trabalhei demais, eu preciso ter uma casa maior.

E a gente cria narrativas que vão nos convencer daquilo que a gente quer fazer. Você reconhece a tua nessa lista.

O método que eu uso é outro: eu não compro aquela ideia, olha, faça as coisas em silêncio e tal. Quanto maior a força da visualização, mais o objetivo gruda:

  1. Escrever o objetivo, claro e com prazo.
  2. Desenhar ele, para ele sair da cabeça e virar imagem.
  3. Falar para as pessoas o teu objetivo, porque você vai se comprometer mais a partir do momento que você fala publicamente sobre as tuas ambições.

Objetivo falado em voz alta tem testemunha. O que fica guardado na cabeça, num dia ruim, tem só você.

Por que eu sei e não faço?

Você sabe e não faz porque conhecimento é só uma das três partes, e a que trava é a atitude.

A diferença entre quem tem resultado e quem não tem resultado não é o que sabe, porque tem muita gente que sabe as coisas, mas não age. Ou seja, a diferença sempre vem da atitude que você toma com base no conhecimento que você tem.

Por isso o último dos cinco domínios do conhecimento financeiro não é técnico: é a confiança em fazer planos financeiros futuros. Se você sabe o que tem que fazer mas você não tem confiança, você também está com uma baixa educação financeira porque você não consegue agir.

Os cinco domínios do conhecimento financeiro, com o quinto destacado
A confiança para agir Os outros quatro domínios
diagrama dos cinco domínios do conhecimento financeiro, com o quinto — a confiança para agir — destacado Uma faixa dividida em cinco blocos do mesmo tamanho. Os quatro primeiros aparecem em cinza e sem nome, porque esta página não os nomeia. O quinto aparece em destaque e é a confiança em fazer planos financeiros futuros, o domínio que trava quem já sabe o que fazer. Domínios do conhecimento financeiro 01 02 03 04 05 05 · a confiança em fazer planos financeiros futuros Os domínios 01 a 04 não são nomeados nesta página

E o gatilho quase sempre chega disfarçado de recompensa. O que que é o mais normal que eu vejo, as pessoas receber um dinheiro, faz o que, vamos trocar de carro. Os quatro que mais aparecem:

Trocar de carro

assim que o dinheiro extra cai.

A viagem para comemorar

esse mesmo dinheiro.

O relógio

O procedimento estético

a lipo, o botox, trocar os dentes.

Todas essas coisas são naturais das pessoas, a gente não pode criticar isso. Mas é entender que esse comportamento, ele vai te trazer de volta para o estágio inicial.

O freio é o caderninho da seção do orçamento: escrever o valor antes de decidir transforma o gasto num hábito complexo, e isso freia o consumo desnecessário. Eu não sou aquelas pessoas que estão tomando vinho de 10 mil reais, eu não sou aquelas pessoas que ficam comprando relógio de mais de 100 mil reais, e não é porque eu não posso, é porque isso não me dá mais tesão.

Por que não ensinam isso na escola?

Não ensinam porque a matéria não existe no currículo. Esse aqui foi o artigo que fala sobre comportamento financeiro, se ele está atrelado à renda, à educação financeira e estilo de vida, e a conclusão que eu tirei dele é que a matéria deveria existir. Se educação financeira fosse uma matéria obrigatória nas escolas, o efeito seria outro.

O motivo é de janela, não de conteúdo.

Essa transformação já tomaria efeito na cabeça dos adolescentes, que é quando eles estão moldando os seus comportamentos para a vida adulta, isso a gente teria uma sociedade muito mais próspera através do conhecimento da educação.

Ou seja: o comportamento que você tem hoje com dinheiro foi formado numa idade em que ninguém te explicou nada. Isso explica o atraso e não resolve.

Quem trata o assunto como política pública é a CVM, e o Portal do Investidor tem a Política de Educação Financeira e uma seção de Crianças e Jovens.

Enquanto a matéria não existe, a conta de ensinar sobra para duas instituições: você e a tua casa. A próxima seção é sobre a segunda.

Como falar de dinheiro dentro de casa?

Comece dizendo de qual casa vocês estão falando. Dinheiro em casa é decisão de duas cabeças, e a fronteira muda a conversa.

Não dá para você morar o resto da tua vida com os teus pais, quando você casar, você deve ter o teu lar, ter o teu espaço. E aí entra o vocabulário que eu uso: existe a família de prata, a família de ouro. A família de prata é pai, mãe, irmãos. A família de ouro é tua esposa, os teus filhos ou teu cônjuge, os teus filhos.

Qual família Quem está nela Qual decisão de dinheiro é dela
Família de prataPai, mãe, irmãosQuando e como sair de casa, e quanto de ajuda entra ou sai, condicionado à saúde emocional do arranjo e não a uma regra genérica
Família de ouroO cônjuge e os filhosO orçamento do mês, montado junto, com as preferências dos dois entrando nas linhas de gasto em vez de serem apagadas

A conversa que decide o orçamento é a da família de ouro. E muita gente fala para você sair da casa dos teus pais o quanto antes, só que essa regra genérica ignora o que decide a conta. Eu acredito que quem tem uma família onde as pessoas são saudáveis emocionalmente, onde não haja aquela dependência emocional, tem margem que outra família não tem.

Sobre os filhos, a minha lição veio invertida. Minha mãe até tinha uma renda, só que como ela não conseguia falar não para mim, para o meu irmão, e a gente era aquelas crianças pidona sempre pedindo alguma coisa, ela dava. E esse foi um dos motivos pelo qual eu me interessei sobre finanças desde o começo da minha vida.

Duas coisas não estão nesta página: como dividir as contas quando as rendas do casal são diferentes, e o que ensinar em cada faixa de idade. Eu não tenho material meu sobre isso, então não escrevo.

Qual é o primeiro investimento de verdade?

O primeiro investimento de verdade começa com a conta aberta na corretora. Organizar sem executar não é educação financeira, é ensaio.

Se você ainda não tem a conta aberta na corretora, você já, você já tá para trás nessa discussão, porque você não pode nem colocar em prática as coisas que você aprende aqui no meu canal. E a instrução vem junto: sugiro que você faça isso, pode até parar esse vídeo aqui e fazer rapidinho.

Antes de qualquer nome de instituição, a minha posição.

Eu não tenho acordo comercial com ninguém, e a credencial que eu tenho autoriza relatório de análise, não recomendação individualizada.

Por isso nenhum passo aqui embaixo indica produto, corretora ou carteira.

  1. Separe a fatia antes de gastar, na proporção da seção do percentual.
  2. Zere a dívida cara e monte a reserva, na ordem da tabela da segunda seção.
  3. Abra a conta na corretora. Terceiro ponto é, você já sabe a corretora pela qual você vai investir? Porque você precisa ter uma corretora para você investir no mercado financeiro.
  4. Faça o primeiro aporte com o objetivo escrito do lado, e não com o valor que sobrou.
  5. Guarde a nota de corretagem. Toda vez que a gente faz uma operação na bolsa de valores a gente tem uma nota de corretagem, e é dela que sai o número do teu imposto de renda.

Onde esse primeiro aporte vai morar é assunto do cluster de renda fixa aqui do site.

Como saber se é golpe ou educação?

Antes de pagar por qualquer curso, faça duas perguntas que custam cinco minutos: essa pessoa tem registro, e ela ganha alguma coisa se você comprar o produto que ela indica?

A primeira se responde em consulta pública. A atividade de analista de valores mobiliários é regida pela Resolução CVM nº 20, de 25/02/2021, e o credenciamento de analista pessoa natural é consultável no registro da APIMEC.

A segunda é sobre conflito de interesse, e eu respondo a minha antes de você perguntar: eu não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros.

E existe um terceiro sinal, o mais barato de reconhecer: promessa de rentabilidade. Quem promete retorno futuro, garante resultado ou sugere ausência de risco está descumprindo o art. 14 da mesma resolução.

O que a credencial de analista autoriza O que ela não autoriza
Elaborar e assinar relatório de análise sobre valores mobiliáriosRecomendar uma carteira individual para o teu caso, que é consultoria, atividade com registro próprio
Dizer que um produto famoso não compensa, porque eu não recebo comissão de ninguémOmitir conflito de interesse quando eu tenho posição no ativo de que estou falando
Comparar instrumentos com a conta na mesa e a premissa declaradaPrometer rentabilidade, garantir resultado ou sugerir que não existe risco (art. 14, Resolução CVM nº 20, de 25/02/2021)

Já me acusaram de charlatanice numa discussão que eu arranjei lá na internet. Eu não respondi com retórica. Compartilhei a tela e abri uma tabela de 30 anos: vamos partir da premissa que a renda fixa vai render 1% ao mês aqui só para facilitar as contas, o que dá 12,68 ao ano, e a linha segue até 2% ao mês, que dá 26,82%. Aritmética de juros compostos, com a premissa dita em voz alta. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Pirâmide e esquema de indicação ficam fora do recorte desta página.

Onde continuar estudando sem pagar nada?

Dá para continuar estudando educação financeira sem pagar nada. E eu prefiro te mandar para a fonte do que resumir a fonte por você.

2,1 mil
vídeos abertos no canal no YouTube, sem pagar nada e sem cadastro

Então eu vou abrir aqui esse artigo, vocês podem ver que ele está todo em inglês, mas é claro, eu fiz aqui o meu resumo para vocês. Faço isso porque quanto mais eu compartilho desses conteúdos desses artigos com vocês mais eu entendo desses assuntos. E é o que eu sugiro que você faça: abre a fonte primeiro, o resumo dos outros depois.

Portal do Investidor, da CVM

O Guia de Planejamento Financeiro, a planilha que acompanha ele, o glossário e a trilha Antes de Investir, todos gratuitos.

O canal no YouTube

2,1 mil vídeos abertos, sem pagar nada e sem cadastro.

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Sem cadastro pago e sem prazo para você entrar.

As páginas daqui do site

sobre planejamento financeiro, sobre liberdade financeira e a planilha de controle financeiro, que continuam esta conversa.

Nenhuma dessas linhas termina em botão de matrícula, tá?

FAQ: dúvidas sobre educação financeira

O que é educação financeira, em uma frase?

É o conjunto de conhecimento, habilidades e crenças que influenciam a atitude e o comportamento na hora de decidir sobre dinheiro.

Repare que a definição fala em decisão, não em produto: dá para conhecer todos os investimentos do mercado e ainda assim ter educação financeira baixa, porque o conhecimento é só uma das três partes.

As outras duas são atitude e comportamento, e são elas que explicam por que você já sabe várias coisas e mesmo assim o mês não fecha.

Educação financeira serve para quem está endividado?

Serve, e é por aí que ela começa.

Com dívida cara aberta, a primeira etapa não é guardar dinheiro, é parar de aumentar o saldo e quitar o que cobra mais caro. Enquanto o juro da dívida for maior do que o retorno que você pode esperar, guardar com a dívida aberta é pagar caro para se sentir organizado.

Uma coisa muito básica também na vida: ou você é um pagador de juros ou você é um recebedor de juros.

Quanto eu preciso guardar por mês?

A faixa que eu uso é separar 10, 15 ou 20 por cento do que você ganha antes de gastar o resto.

Se hoje não cabe 10 por cento, comece com o que cabe e mantenha: o hábito instalado vale mais do que o percentual bonito que você abandona no segundo mês.

Vamos dizer que caem R$ 1.900 na conta e você consegue separar R$ 300. Isso é 15,8% da renda, e o primeiro destino desse dinheiro é a reserva de emergência, não ação nem fundo.

Dá para aprender educação financeira de graça ou eu preciso pagar um curso?

Dá, e a maior parte do material de referência é pública.

O Portal do Investidor da CVM mantém guia, planilha e glossário gratuitos, e o meu canal no YouTube tem 2,1 mil vídeos abertos.

Antes de pagar qualquer coisa, confira duas coisas: se quem cobra tem registro consultável, e o que essa pessoa ganha se você comprar o produto que ela indica. As duas perguntas custam cinco minutos e são a régua mais barata que existe.

Como eu converso sobre dinheiro com meu cônjuge sem virar briga?

Comece separando de qual família vocês estão falando: a família de prata é pai, mãe e irmãos; a família de ouro é o cônjuge e os filhos.

A conversa que decide o orçamento é a da família de ouro, e ela funciona melhor quando o orçamento é montado junto, com as preferências dos dois entrando nas linhas de gasto em vez de serem apagadas.

No meu orçamento, a linha do iFood existe porque minha mulher não gosta de cozinhar, e ela entra pelo valor real, não pelo valor que eu gostaria.

Por que eu sei o que fazer com dinheiro e mesmo assim não faço?

Porque conhecimento é só uma das três partes da educação financeira, e a que trava você costuma ser a atitude.

A diferença entre quem tem resultado e quem não tem resultado não é o que sabe, porque tem muita gente que sabe as coisas, mas não age.

O caminho prático é atacar o gatilho, e não a informação. O gatilho quase sempre chega disfarçado de recompensa depois de um dinheiro extra: trocar de carro, viajar para comemorar, comprar o relógio.

Recebi meu primeiro salário: o que eu faço com ele nesta semana?

Separe a fatia antes de gastar, ainda nesta semana.

Você separa 10, 15, 20 por cento daquilo que você ganha para você investir para o futuro; se caírem R$ 1.900 e você conseguir separar R$ 300, são 15,8% da renda.

Depois anote tudo o que sair: pega o caderninho, anota tudo que você gasta, porque contabilizar as despesas é uma técnica que tem a ver com o teu hábito de gastar.

Com essas duas coisas feitas, o primeiro destino é a reserva de emergência, e só depois dela vem a conta na corretora.

Quem assina

eu, Hulisses Dias, de camisa preta, olhando para a câmera sobre fundo cinza neutro
Analista CNPI · APIMEC

Hulisses Dias · Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor

Sou Hulisses Dias, o Tio Huli, e quem assina esta página é analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC e sujeito à regulação da CVM.

Estou no mercado desde 1999. A experiência como investidor é dessa data, e o credenciamento como analista é de 2020: são duas coisas diferentes e eu prefiro dizer as duas.

Eu não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

É essa posição que me deixa escrever que o rotativo come qualquer coisa que você tentasse guardar, e que curso caro não substitui fonte pública.

Também sou autor de Investir é Sobre Gente, publicado pela Interminds em 2025, ISBN 9786583317377.

E a credencial que eu tenho autoriza relatório de análise, não recomendação individualizada.

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