Aprender a Investir · Guia

Como começar a investir: a sequência que eu sigo

Começar a investir é uma sequência de seis passos, e escolher o produto é o quinto: quitar o que é caro, separar um percentual fixo da receita, definir objetivo e prazo, abrir conta na corretora, escolher onde colocar e enviar a primeira ordem.

4 perguntas antes de escolher Atualizado em agosto/2026
Resposta direta

A ordem pesa mais do que o nome do título que você vai comprar. Antes de escolher qualquer produto eu respondo quatro perguntas: quanto eu separo, para quê, por quanto tempo e por qual corretora. Eu sugiro que você tenha um método, que é o que eu faço.

Por onde eu começo a investir?

Eu não tenho acordo com nenhuma instituição financeira e isso é muito importante no mercado financeiro porque existe uma coisa chamada conflito de interesse. Nada nesta página muda conforme o que você resolver fazer depois de ler.

Você não precisa ser um gênio. Você não precisa fazer algo difícil. Você só precisa ser paciente na hora de investir.

Esta página não abre conta, não vende produto e não recomenda ativo individual. Ela entrega a ordem, e cada passo tem uma página funda aqui dentro.

4
perguntas — o que eu respondo antes de escolher qualquer produto

Em que etapa eu estou hoje?

Escolha a sua linha antes de descer o resto da página. Ninguém começa do mesmo lugar.

Olha só, vamos começar do nível mais iniciante e aí a gente vai trazendo mais complexidade. Quem está adiantado ganha tempo saindo daqui agora, e é para isso que este bloco existe.

Cada etapa tem uma trilha própria dentro deste guia, na ordem em que os textos fazem sentido, nunca em ordem alfabética. São quatro:

O passo a passo do começo

Imposto de renda do investidor

As oito páginas de imposto de renda abrem a partir dessa, na ordem em que os textos fazem sentido.

Renda passiva e longo prazo

Previdência privada

As três páginas de previdência privada abrem a partir dessa.

Não sabe em qual etapa está? Leia a próxima seção. A pergunta sobre dívida resolve isso em trinta segundos.

Pago a dívida ou invisto primeiro?

Se você tem rotativo do cartão ou cheque especial em aberto, a resposta é quitar primeiro. E não é questão de disciplina: é aritmética.

Como é que a gente otimiza as nossas finanças? Pagando dívidas mais caras, trocando dívidas caras por dívidas mais baratas. Esse passo vem antes do primeiro aporte no meu próprio fluxo, não depois. Então, quando você quer mudar de uma maneira radical a tua situação financeira, você tem que botar ela como uma prioridade, nunca vamos esquecer.

A conta que fecha o assunto é uma conta de padeiro, e são dois números: o juro anual que o rotativo do seu cartão está cobrando, que sai da fatura e do contrato do seu cartão; o que a renda fixa mais conservadora paga hoje, que muda toda semana e você confere na corretora onde tem conta.

Diagrama

As duas pontas que eu comparo antes de investir: o juro que eu pago na dívida e o rendimento que eu recebo no título.

O que eu pago O que eu recebo Juro anual do rotativo Rendimento anual do título conservador % ao ano % ao ano sai da sua fatura sai da sua corretora

Eu não publico nenhum dos dois aqui. Nenhum dos dois é durável.

Enquanto o primeiro for maior que o segundo, cada real aportado está comprando um rendimento menor do que o juro que você já está pagando.

Não queira ser muito esperto se você é uma pessoa física. Quitar tem resultado conhecido. Investir devendo tem resultado incerto contra um custo certo.

A prioridade fica nesta ordem: dívida cara, reserva de emergência, primeiro aporte.

dívida cara
reserva de emergência
primeiro aporte

Quanto do meu salário vai para investir?

Você separa 10, 15, 20 por cento daquilo que você ganha para você investir para o futuro. Você tem que poupar automaticamente um percentual do quanto você recebe, e esse percentual sai na entrada do dinheiro, indo primeiro para a reserva de emergência, não para a bolsa.

10% a 20%
da receita — o percentual que eu separo na entrada do dinheiro, antes de gastar

Então a grande sacada é você botar o poupar na frente. Depois, o que você tira das suas receitas vai ser os seus gastos.

Qual que é o modelo normal das pessoas que não têm resultado? Elas têm a sua receita com o seu salário ou com as suas remunerações, elas gastam o dinheiro e a partir disso sobra algo para elas investirem. A que funciona é a fórmula invertida: receita menos poupar igual a gastos.

Diagrama

A inversão que eu faço na fórmula: o poupar entra antes do gasto, não depois.

A fórmula da maioria Receita Gastos = Poupança A fórmula invertida Receita Poupar = Gastos

Então, só essa palavra, eu invisto o que sobra, já mostra que isso não é uma prioridade para você. Quem investe o que sobra investe zero em todo mês apertado, que é justamente quando a conta importa.

A reserva de emergência é o dinheiro que cobre os seus custos fixos por alguns meses e fica em produto de resgate imediato. Ela não é investimento, é seguro. Por isso não compete por rentabilidade com nada.

Para dimensionar a sua, você precisa de três números:

  1. o seu custo fixo mensal, somado de verdade;
  2. quantos meses você quer cobrir;
  3. o produto de liquidez diária onde ela vai ficar.

Enquanto ela não estiver formada, o percentual inteiro vai para lá, tá?

Quanto rende 200 reais por mês?

Depende de três coisas que só você sabe, e as três são campos que você digita: quanto aporta por mês, por quanto tempo e a que taxa anual.

A página não pré-preenche nenhum dos três, e em especial não afirma taxa nenhuma. O juro corrente muda toda semana. Onde você confere o número de hoje é na corretora em que tem conta.

A conta roda no seu navegador, sem cadastro, sem e-mail e sem enviar dado nenhum para lugar algum. É o oposto do simulador que exige conta aberta.

Calculadora

Três campos, todos seus: quanto você aporta por mês, por quanto tempo e a que taxa anual.

Valor final do cenário

Preencha os três campos para ver o cenário.

Total que saiu do seu bolso
Rendimento acumulado
Total aportado Rendimento

E vamos combinar o que este número é e o que ele não é. É um cenário construído sobre a taxa que você digitou. Não é projeção, não é promessa e não é garantia de rentabilidade, e qualquer mudança de juro muda o resultado inteiro.

Versão com mais parâmetros: a calculadora de juros compostos do site.

O que a conta mostra sem depender de taxa nenhuma é a parte que interessa: quanto do valor final veio do seu bolso e quanto veio do tempo.

Troque 20 anos por 5 e veja as duas parcelas invertendo de tamanho.

O que eu decido antes de escolher?

Antes de escolher qualquer produto você decide três coisas, nesta ordem:

Para que é esse dinheiro?

Porque se você não tiver um objetivo claro e significante você vai abandonar esse plano. Objetivo vago é o motivo pelo qual a maioria das carteiras é desmontada no primeiro susto, não a escolha errada de título.

Por quanto tempo ele pode ficar parado?

O prazo vem em seguida, e é ele que separa investir de especular. Especular não é crime, mas é outra atividade, com outra técnica.

Quanta oscilação você aguenta ver na tela?

Só aqui entra o perfil: conservador, moderado e arrojado são rótulos úteis para calibrar quanto de renda variável entra na carteira.

Perfil de investidor é a terceira entrada, não a primeira. E não é um questionário que decide sozinho onde o seu dinheiro vai.

O que decide é o método. É você, a priori, antes de iniciar uma operação, saber por que você compra, por que você mantém e por que você vende aquele ativo. E essa resposta, ela tem que ser feita antes mesmo de você ter investido. Por quê? Porque quando você está com o teu dinheiro no mercado financeiro, você já está com as suas emoções.

Por que a ordem importa? Porque quem responde só o questionário de perfil sai dele com um rótulo e continua sem saber em que clicar.

Renda fixa ou renda variável?

Renda fixa é emprestar dinheiro e combinar antes a regra do que você recebe de volta. Renda variável é virar sócio de um ativo e receber o que ele der.

No Tesouro Direto, que é renda fixa, eu empresto dinheiro para o governo federal. Essa definição, dita sem preâmbulo, já explica por que o risco ali é diferente do risco de uma ação.

A divisão prática que eu uso não é por classe, é por postura. O investidor defensivo precisa entender só a renda fixa para começar bem. O investidor empreendedor é quem vai atrás de fundos imobiliários, ações, BDRs e opções.

Renda fixa e renda variável comparadas pelos três cortes que eu uso: o que você faz com o dinheiro, quem precisa entender a classe e o instrumento que abre cada lado.
CritérioRenda fixaRenda variável
O que você faz com o dinheiro Empresta e combina antes a regra do que recebe de volta Vira sócio de um ativo e recebe o que ele der
Quem precisa entender essa classe O investidor defensivo, que começa bem entendendo só ela O investidor empreendedor, que vai atrás de mais frentes
Instrumento que eu nomeio como porta de cada lado Tesouro Direto, em que eu empresto dinheiro para o governo federal Fundos imobiliários, ações, BDRs e opções, com ETFs na estratégia passiva

BDR é a parcela de uma empresa de capital aberto no exterior, negociada aqui.

ETF é o fundo de índice que te expõe a um mercado inteiro de uma vez. Quando você investe de maneira passiva é quando você não tem uma premissa clara para aquele mercado e você só quer estar exposto a ele. E os ETFs são uma maneira muito inteligente, barata de você investir passivamente.

Não existe classe superior à outra. Existe classe adequada ao prazo que você definiu na seção anterior. Dinheiro de curto prazo em renda variável não é ousadia, é erro de prazo, tá?

Onde eu coloco o primeiro dinheiro?

Você coloca o primeiro dinheiro na porta de entrada que passar nos seus cinco critérios, e os cinco são risco, liquidez, tributação, valor mínimo e horizonte. Nessa ordem, porque comparar rentabilidade bruta entre produtos com tributação diferente é a conta que engana.

Cada critério é uma pergunta que você faz ao produto:

Risco

o que precisa dar errado para eu não receber o que combinei?

Liquidez

em quanto tempo esse dinheiro volta para a minha conta?

Tributação

quanto do rendimento fica pelo caminho antes de chegar em mim?

Valor mínimo

dá para entrar com o que eu separo por mês?

Horizonte

o prazo do produto bate com o prazo que eu defini para o dinheiro?

Diagrama

Os cinco critérios que eu aplico antes de escolher onde vai o primeiro dinheiro.

Risco Liquidez Tributação Valor mínimo Horizonte Uma decisão só, cinco eixosnenhuma célula de produto preenchida

As portas são poucas e todas cabem numa página: Tesouro Selic, Tesouro IPCA+, Tesouro Prefixado, CDB de liquidez diária, LCI, LCA e fundos de índice para quem já vai olhar renda variável.

Eu não publico aqui o valor mínimo, a alíquota nem o teto de garantia de nenhuma delas. Esse dado não está no material desta casa e eu não afirmo número de memória. Cada porta tem página funda aqui dentro, e é lá que o detalhe mora.

E não escolha uma só. Então se eu quero fazer dinheiro com investimentos eu preciso diversificar para aquilo ser sustentável. Eu preciso também controlar o meu risco. Quando eu diversifico, eu tenho uma maior probabilidade de fazer dinheiro com investimentos. Por quê? Porque eu estou assumindo menos riscos.

A diversificação, ela é o último almoço grátis da economia, tá?

Comprar uma ação só, no fracionário, tem um custo escondido: você não estaria diversificado, você não estaria protegido por essa técnica chamada diversificação. Parte da renda fixa privada tem cobertura do FGC, e o teto por CPF e por instituição sai do próprio FGC.

Como abro conta e faço a primeira compra?

Abrir conta em corretora leva menos tempo do que escolher a corretora: olha só, em menos de dois minutos eu já fiz tudo que eu tinha que fazer no processo de abertura de conta, com nome, e-mail, CPF e telefone na tela.

< 2 min
o tempo que eu cronometrei preenchendo o cadastro de abertura de conta na tela

Vídeo: como começar no mercado financeiro — a sequência banco, corretora, transferência e boleta, mostrada em tela.

Antes disso, uma pergunta: você já sabe a corretora pela qual você vai investir? Porque você precisa ter uma corretora para você investir no mercado financeiro.

Depois vem a sequência que quase nenhuma página descreve. O dinheiro sai da sua conta no banco e entra na corretora que você escolheu. E a compra acontece numa boleta, que é exatamente por onde a gente compra e por onde a gente vende.

São seis passos, do cadastro à ordem executada:

  1. Compare corretagem e custódia na tabela de tarifas antes de decidir onde abrir.
  2. Preencha o cadastro: nome completo, e-mail, CPF e telefone.
  3. Confirme o e-mail e ative a conta.
  4. Transfira o dinheiro do seu banco para a conta da corretora.
  5. Abra a boleta e preencha os quatro campos: o código do ativo, a quantidade, o preço que é bom para você e a validade da ordem.
  6. Envie a ordem e confira a execução. É muito importante que você saiba que ninguém te obriga a comprar nada: o preço que vai na boleta é o que é bom para você.
Custos a conferir antes

Aquelas duas linhas da tabela de tarifas merecem um minuto do seu tempo antes de você decidir. Corretagem e custódia ficam com você a cada ordem enviada, variam de instituição para instituição e mudam a cada campanha.

Eu não publico lista de preço de corretora nenhuma. Eu não tenho acordo com nenhuma instituição financeira, então para mim tanto faz. E essa comparação é a que ninguém que ganha comissão de corretora consegue publicar.

Quanto o imposto e as taxas comem?

O imposto de renda da renda fixa cai conforme o tempo que o dinheiro fica aplicado: quanto mais tempo aplicado, menor a alíquota que incide no resgate.

Quais são as faixas e os prazos de cada uma eu não publico aqui. Tabela de imposto eu não afirmo de memória, e nenhuma das minhas aulas deste conjunto abre as faixas. As vigentes estão na Receita Federal, e é lá que você confere antes de fazer conta.

O que eu posso nomear são os quatro custos que comem o rendimento e quase nunca aparecem juntos:

Imposto de rendaincide no resgate, e o quanto depende do tempo aplicado.
Taxa de administraçãocobrada pelos fundos, todo ano, sobre o patrimônio, independente do resultado.
Come-cotasa antecipação de imposto duas vezes por ano em fundos de renda fixa, que cobra sem você ter resgatado nada.
Corretagem e custódiacobradas pela corretora, a primeira por ordem enviada e a segunda por manter a conta.

Tem um efeito que trabalha a seu favor aqui: no título que não vence, você só paga imposto quando decide resgatar. Enquanto o dinheiro fica lá, ele fica inteiro trabalhando.

Eu sugiro que você sempre invista através da sua pessoa física, porque os impostos são mais baratos e isso vai fazer muita diferença lá na frente.

A regra prática que sai daqui é uma só: compare sempre o líquido.

E se eu precisar do dinheiro antes?

Resgatar antes do prazo cobra de três maneiras diferentes, e as três se somam no mesmo saque: a alíquota de imposto é maior nas faixas curtas; o produto pode simplesmente não ter recompra antes do vencimento; no título que tem preço de mercado, você recebe o preço do dia, que pode ser menor do que o que você pagou.

Diagrama

As três cobranças que eu somo quando resgato antes do prazo.

Alíquota maior faixa curta Sem recompra antes do vencimento Preço do dia marcação a mercado as três se somam no mesmo saque

Essa terceira cobrança tem nome. Marcação a mercado é o preço pelo qual o mercado compra o teu título hoje. É a que pega o iniciante de surpresa, porque não aparece em material de banco.

Liquidez tem um número, e o meu é este: se o teu dinheiro não está na tua conta em dois dias úteis, tem algo muito errado aí com o que estão te vendendo.

Porque eu quero botar meu dinheiro e isso não pode ser um problema. Depois eu quero tirar meu dinheiro, isso também não pode ser um problema. A gente chama isso de liquidez dentro do mercado financeiro.

A regra que sai daí é curta: você precisa ter liquidez tanto para botar quanto tirar o dinheiro.

É investimento ou é golpe?

O teste é uma pergunta só: onde está o risco?

Se a gente pega esse dinheiro e coloca em alguma coisa, tem um risco envolvido lá, porque se não houver risco isso não é investimento, provavelmente será um golpe.

Coloca aqui 500 reais, daqui a dois dias você vai tirar garantido, cuidado com essa. Você precisava garantir 2 mil reais, isso é um golpe. Por quê? Porque você não está assumindo risco. O risco aí é quase 100% porque em algum momento você vai perder.

Se você se envolve com opções binárias, jogo do bicho, tudo isso aí, gente, eu não considero investimento, tá bom? E tem as pirâmides aí que tem aos montes pelo mercado financeiro disfarçadas de investimento em criptomoedas e outras coisas.

Os quatro sinais que fecham o teste:

Retorno garantido

alguém prometendo o que vai acontecer com um dinheiro que ainda nem foi aplicado.

Prazo curto com valor certo

o par prazo curto mais valor certo é a assinatura da fraude, porque nenhum investimento sabe hoje quanto vai pagar depois de amanhã.

Pressão para decidir agora

a oferta que só existe enquanto você não pensa.

Ausência de registro do emissor no órgão regulador

se você não acha quem emitiu, você não sabe para quem está mandando dinheiro.

O registro de emissor e de intermediário você confere na Comissão de Valores Mobiliários.

Um analista credenciado não pode prometer rentabilidade. Está na Resolução CVM nº 20/2021, art. 14, e é por isso que você não vai achar promessa de retorno em nenhuma linha deste site.

Perguntas frequentes sobre começar a investir

Com quanto dinheiro dá para começar a investir?

Com menos do que a maioria das páginas sugere. No mercado fracionário você compra uma ação só, e com corretagem zerada isso põe o piso de entrada abaixo de cinquenta reais.

Confira a corretagem antes, porque ela varia por corretora e muda essa conta.

O valor mínimo não é o que decide o resultado. O que decide é a constância do aporte e o prazo. E comprar uma ação só te deixa sem a proteção da diversificação, então trate o piso como piso, não como plano.

Preciso quitar o cartão antes de investir?

Sim, enquanto a dívida for cara. Pagar a dívida mais cara e trocar dívida cara por dívida barata vêm antes do primeiro aporte no meu próprio fluxo.

Ponha o custo anual do rotativo de um lado e o rendimento anual do título mais conservador do outro: enquanto o primeiro for maior, aportar é comprar prejuízo.

Os dois números eu não publico aqui, porque nenhum dos dois é durável. O do rotativo está na sua fatura e o do título está na corretora onde você tem conta.

Quanto do meu salário eu devo separar por mês?

De 10 a 20% do que você ganha, e separado na entrada do dinheiro, não no fim do mês.

A inversão é essa: receita menos poupar é igual a gastos, e não receita menos gastos é igual a poupança.

Enquanto a reserva de emergência não estiver formada, o percentual inteiro vai para ela, tá?

Quanto tempo demora para abrir conta numa corretora?

Minutos, não dias. Eu abri uma conta em tela, cronometrando, em menos de dois minutos, com nome, e-mail, CPF e telefone.

A parte demorada não é o cadastro: é a transferência do banco para a corretora e a conferência de corretagem e custódia antes de escolher onde abrir. Essas duas linhas ficam na tabela de tarifas de cada corretora, e é lá que você compara.

Preciso descobrir meu perfil de investidor antes de começar?

Perfil ajuda, mas não é o primeiro passo e não decide sozinho. Conservador, moderado e arrojado calibram quanto de renda variável entra na carteira, e quem responde só o questionário sai de lá com um rótulo e continua sem saber em que clicar.

Objetivo e prazo vêm antes, nessa ordem, porque são eles que dizem para que é o dinheiro e por quanto tempo ele pode ficar parado.

Dá para começar sem entender de matemática?

Dá. Você não precisa ser um gênio, você não precisa fazer algo difícil, você só precisa ser paciente na hora de investir.

Nas minhas aulas eu removo essa barreira logo na abertura: você não precisa ser um gênio da matemática e não precisa das operações além das quatro básicas.

O que a conta exige de você é constância, não talento. E a calculadora desta página faz a aritmética no seu lugar.

eu, Hulisses Dias, de camisa preta, olhando para a câmera sobre fundo cinza neutro
Analista CNPI · APIMEC

Sou o Hulisses Dias, conhecido como o Tio Huli: analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC e sujeito à regulação da CVM, no mercado desde 1999 como investidor e credenciado como analista desde 2020.

Eu não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. O que isso significa na prática é que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

É essa posição que me deixa escrever aqui que uma corretora cobra caro demais ou que um produto famoso não compensa.

No YouTube eu tenho 201 mil inscritos e no Instagram, 964 mil seguidores. Em 2025 eu escrevi o livro Investir é Sobre Gente, pela Interminds.

A credencial me autoriza a assinar relatório de análise, não a dar recomendação individualizada para o seu caso.

A bio completa fica em /blog/sobre.

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