Renda Variável · Artigo

O que é ETF, como funciona e como eu escolho o meu

Um ETF é um fundo negociado em bolsa que copia a lista de um índice. Aqui está o que separa um fundo do outro, quanto de imposto sai na venda e o que eu confiro antes de mandar a ordem.

Atualizado em agosto/2026 cerca de 70 ações numa cota · Ibovespa, julho/2021 Não recebo comissão de corretora nem de gestora
Resposta direta

Um ETF é um fundo fechado, que ele é muito parecido com uma ação: você compra e vende a cota no pregão. O que muda é o que vem dentro dela: em vez de uma empresa só, tem uma cesta inteira de empresas. Foi assim que ele virou a porta de entrada da bolsa.

O que é um ETF?

Quando eu levantei esse número, em julho de 2021, cabiam perto de 70 ações numa única cota de um ETF de Ibovespa. Você compra uma cota e leva a cesta junto.

70 ações
cerca disso cabia numa única cota de um ETF de Ibovespa quando eu levantei esse número, em julho de 2021

A diferença para o fundo do banco está em onde você entra e onde você sai. No fundo aberto você aplica com o gestor e resgata com ele. No ETF você negocia a cota com outro investidor, a mercado, no horário do pregão.

E aí você vai ser sócio da Apple, da NVIDIA, da Microsoft, da Coca-Cola, da Disney, do JP Morgan, da Netflix, da Meta, do Google, dessas empresas todas, no caso de um ETF que segue um índice americano. Se ele seguir o Ibovespa, você vira sócio das empresas brasileiras que estão lá dentro, na proporção em que elas aparecem no índice.

Como o ETF segue um índice?

O ETF segue um índice comprando a mesma lista de papéis, na mesma proporção, e recompondo a carteira quando a lista muda.

Um índice é só uma lista com regra. A B3 define quais papéis entram no Ibovespa, com que peso cada um entra, e revisa essa lista de tempos em tempos.

Ao invés de procurar agulha no palheiro a gente está falando da gente comprar todo o palheiro porque a partir do momento que a gente compra o palheiro a gente tem certeza que a gente vai estar levando a agulha para casa. Eu não sei onde é que está a agulha, mas eu quero levar e eu tenho que levar lá para casa.

Essa lista se organiza em três camadas:

Índice amplo

É o termômetro do mercado inteiro.

Índice de segmento

Recorta as empresas por um critério.

Índice setorial

Recorta por setor.

A trilha inteira do cluster está no guia de renda variável.

Agora, uma ressalva que vale registrar. Passivo é o fundo, não a tua carteira. O fundo copia a lista sozinho, mas os pesos do que você tem mudam com o tempo. Olhar para esses pesos de vez em quando e rebalancear continua sendo decisão tua.

Por que o ETF descola do índice?

Um ETF de Ibovespa não entrega exatamente o Ibovespa. A diferença tem nome: erro de aderência, ou tracking error.

E ela não aparece no extrato como cobrança. Aparece como retorno a menos.

Três coisas produzem esse descolamento, e nenhuma delas é defeito de gestão:

A taxa de administração, que sai de dentro da cota todos os dias e não do teu bolso.

O caixa que o fundo mantém para honrar as recomposições.

O atraso entre a mudança da carteira teórica do índice e a execução das ordens pelo gestor.

A conta

A conta que interessa é uma subtração que você faz sozinho: pegue o retorno acumulado do ETF e o do índice na mesma janela, 12, 36 ou 60 meses, e subtraia um do outro. O que sobra é o custo real de ter comprado o fundo em vez do índice.

Os dois números não estão nesta página. O do fundo sai do informe mensal que a gestora publica. O do índice sai da série que a B3 mantém. É lá que você confere, tá? Esta página não publica projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Como escolher entre ETFs do mesmo índice?

Entre dois ETFs do mesmo índice, eu olho liquidez primeiro e taxa de administração logo em seguida. Eu só te recomendo que você analise a taxa de administração e a liquidez que esse ETF tem na bolsa, ok?

Pra mim a liquidez é o mais importante, e andando junto com a taxa de administração.

Quatro fundos podem seguir o mesmo Ibovespa e entregar coisas bem diferentes para você.

Critério O que muda pra você Onde eu olho antes de comprar
Taxa de administração Sai da cota todo ano e reduz o teu retorno sem passar pelo teu bolso Lâmina e regulamento do fundo
Liquidez e volume negociado Num fundo pouco negociado, o spread entre a melhor oferta de compra e a melhor de venda vira custo invisível, e você paga ele duas vezes: na entrada e na saída Book de ofertas e volume diário no home broker
Construção do índice Ponderado por capitalização não é a mesma coisa que pesos iguais entre as ações, e os dois se comportam diferente na queda Metodologia do índice, publicada por quem calcula ele

Tem ainda o tamanho do fundo, que quase ninguém olha e que anda junto com a liquidez.

O episódio do podcast em que eu comparo duas construções de índice sobre o mesmo referencial e discuto o critério de escolha entre fundos.

ETF ou o fundo do banco?

O fundo de ações do banco cobra administração mais performance sobre o que passar do índice. O ETF de índice cobra administração e ponto. É essa diferença que decide a conta.

Por exemplo, em 40 anos é provável que se você pague uma taxa de administração de 2%, você entregue metade do seu patrimônio para o gestor ao longo do tempo. A premissa está declarada: 2% ao ano e quarenta anos de aplicação, para ilustrar o efeito do custo composto. Não é projeção de rentabilidade nem promessa de resultado.

metade
do patrimônio é o que 2% ao ano de taxa de administração transfere ao gestor em 40 anos, com a premissa declarada. Ilustração do custo composto, não projeção de rentabilidade.

Isso aí é como se fosse uma goteira no cano que está saindo ali de pouquinho, pouquinho, pouquinho e você nem percebe.

Gestão ativa

Fundo de ações do banco

Cobrança: administração mais performance sobre o que passar do índice.

Objetivo declarado: tentar bater o índice.

Onde você entra e sai: aplicação e resgate com o gestor.

Gestão passiva

ETF de índice

Cobrança: administração e ponto.

Objetivo declarado: copiar a lista do índice.

Onde você entra e sai: compra e venda da cota no pregão.

A gente aqui é totalmente contra aqueles fundos de alto custo que têm taxas de 2% de administração e 20% de performance. E onde a gestão ativa ainda faz sentido também entra na conversa, porque a resposta honesta não é sempre a mesma.

Come-cotas e alíquota na venda não entram nesta comparação: dependem da regra tributária vigente, e o assunto está na seção de imposto.

O que pode dar errado num ETF?

Diversificado não quer dizer protegido. O ETF cai junto com o índice, sem nada que segure a queda. O grande risco do mercado financeiro é ficar 30, 35 anos investindo e chega lá no final, tu tá pobre. Por quê? Porque tu perdeu o poder de compra, que é o caso de muita gente aí da poupança.

São quatro os riscos que separam um fundo do outro:

Risco de mercado.

O fundo sobe e desce colado no índice, e quanto mais concentrado o índice, mais isso pesa.

Risco de concentração dentro do índice.

Você pode achar que comprou centenas de empresas e estar exposto de verdade a meia dúzia delas. É por isso que eu abro a composição antes de comprar. O que aconteceu no passado pode não se repetir no futuro, e a composição atualizada é publicada pela B3.

Risco de liquidez do próprio fundo.

ETF pouco negociado custa mais para entrar e para sair.

Risco de produto.

O risco de um ETF é o risco do que está dentro da cota. ETF de criptomoeda e ETF alavancado estão na mesma prateleira dos ETFs de índice amplo sem ser a mesma coisa que eles.

O limite desta página sobre ETF de criptomoeda e ETF alavancado

Eu cito esses produtos de passagem e não meço o risco deles em vídeo nenhum. Então aqui não entra comparação de volatilidade nem número: quem for olhar essa prateleira lê o risco na lâmina e no regulamento do fundo antes de comprar.

ETF paga dividendo na minha conta?

Na maior parte dos ETFs brasileiros de índice o dinheiro não cai na tua conta. Ele pega o dividendo e reinveste na própria carteira e aí você vai ter uma cota cada vez mais valorizada.

Alguns fundos fazem o contrário e distribuem em dinheiro. Os fundos de fundos imobiliários são o caso mais comum disso.

Política do fundo O que acontece com o provento O que muda pra quem quer renda mensal
Reinvestimento na cota O fundo recolhe o provento das empresas e recompra dentro da própria carteira Nada pinga na conta, e o resultado aparece no preço da cota
Distribuição em dinheiro O fundo repassa o provento para o cotista Cai dinheiro na conta, na periodicidade que o regulamento definir

A consequência que ninguém conta é tributária. Quando eu gravei isso, em março de 2021, o provento na mão da pessoa física era isento; reinvestido dentro do fundo ele não passa pela tua mão, e a isenção que teria ali se perde no caminho. Se essa isenção continua valendo hoje, e para qual tipo de fundo, é coisa que você confere na norma publicada pela Receita Federal antes de contar com ela — esta página não publica regra tributária vigente.

E esse negócio de viver de dividendos é uma ilusão. Se você não for capaz de reinvestir os dividendos e fazer a tua bola de neve crescer, tá tirando ali a água da nascente, uma hora essa nascente vai secar.

Quem quer renda mensal precisa ler a política do fundo no regulamento antes de comprar.

O episódio em que eu contrasto um fundo que reinveste o provento na cota com um fundo de fundos que distribui em dinheiro.

Quanto de imposto sai de um ETF?

A isenção mensal que existe para ação não vale para ETF de renda variável. Quem vende ETF com lucro paga imposto mesmo em venda pequena.

Porque o ganho de capital nos ETFs é de 15% alíquota tá, não tem nenhum tipo de isenção no valor de 20 mil reais nem outra coisa parecida. Foi isso que eu disse em vídeo gravado em janeiro de 2021, e é a parte da regra que eu consigo te dizer de cabeça.

O que eu não vou fazer é publicar aqui uma tabela de alíquota como se ela fosse permanente.

Antes de recolher a guia

Quatro coisas mudam com o tempo, e você confirma antes de recolher qualquer guia: a alíquota vigente por tipo de ETF; a alíquota de day trade; a regra própria do ETF de renda fixa; o procedimento de apuração e de DARF.

As quatro saem da norma publicada pela Receita Federal. E essa página não substitui contador nem consulta formal, tá?

Como eu compro um ETF na prática?

Você compra um ETF pelo home broker da tua corretora, preenchendo quatro campos na boleta: código, quantidade, tipo de ordem e validade.

  1. Abra conta numa corretora. Eu sugiro que você abra a tua conta numa corretora que seja barata, fácil de usar e também confiável, como eu não tenho acordo com nenhuma instituição financeira.
  2. Responda o questionário de suitability. É ele que libera o teu acesso aos ativos, e os ETFs estão entre eles.
  3. Deposite e confira o saldo. O prazo de liberação do dinheiro depositado muda de casa para casa. Confira o saldo antes de assinar a ordem.
  4. Abra a boleta e preencha os quatro campos. O código do fundo tem quatro letras e termina em 11, e a quantidade mínima negociável é uma cota.
  5. Envie a ordem. Ela só executa se houver contraparte no preço que você aceitou.
  6. Confira a custódia. Depois de executada, a cota aparece na tua custódia.

O que é regra da bolsa vale em qualquer corretora. O que muda de casa para casa é o nome da tela onde fica a boleta e a existência ou não de corretagem.

A liquidação financeira acontece em dias úteis, conforme o prazo que a B3 pratica hoje. Pergunte esse prazo à tua corretora antes de contar com o dinheiro, tá?

Vale a pena aportar todo mês?

Aportar todo mês compensa quando a fricção de cada compra é pequena perto do valor aportado. É essa conta, e não a disciplina, que decide entre comprar mensal ou acumular dois meses.

A estratégia tem nome: aporte recorrente, ou dollar cost average, em que você compra sempre no mesmo intervalo, sem tentar acertar o momento.

Você talvez possa ter 50 dólares no mês. Então isso tudo que eu fiz é para te incentivar e te ensinar a investir no mercado financeiro, mesmo com pouco dinheiro, mesmo com pouco conhecimento e mesmo com pouco tempo para se dedicar.

A premissa declarada

Agora a ressalva de honestidade. Na série em que eu montei esse aporte, eu declarei a premissa em voz alta: que não tem custos de corretagem e os custos de emolumentos e qualquer outra coisa a gente vai partir como se fosse zero. E essa premissa não vale no mundo real.

A corretagem da tua corretora e os emolumentos da B3 estão na tabela de custos de cada uma. É ali que você pega os dois números antes de decidir a frequência, beleza? Os simuladores ficam em Ferramentas.

Quanto da carteira pode ficar em ETF?

Não existe percentual único de ETF na carteira. O critério que eu uso é montante equivalente por ativo dentro da fatia de renda variável, em vez de um número mágico.

Esse critério nasce de um princípio que eu repito: diversificação para me proteger da minha própria ignorância. Quando eu falo isso, eu não estou me desqualificando, eu só estou sendo realista comigo mesmo. Eu assumo que não sei de antemão qual empresa vai ser a vencedora dos próximos dez anos, e o peso da carteira reflete isso.

5 ativos
com 20% em cada: a carteira de exemplo que eu montei no vídeo, para mostrar montante equivalente por ativo

A grande sacada é a gente botar renda fixa, renda variável no Brasil, renda variável nos Estados Unidos. Se botar outros países aí, melhora ainda mais, perfeito?

O erro mais comum de quem já tem ETF é duplicar sem perceber: comprar um ETF global e depois comprar em BDR as mesmas empresas que já estão dentro dele. Antes de somar um ativo novo, responda três perguntas:

O checklist de sobreposição

Esse ativo já está dentro de algum fundo que eu tenho?

o que se repete

Se já está, que peso ele passa a ter somando as duas posições?

o peso somado

Sobrou montante equivalente para os outros ativos da fatia?

o que sobra

Abra a composição do que você já tem e veja se ele não está lá. Nada disso é recomendação personalizada, é critério geral.

O peso de cada bloco está na página de carteira; o que muda quando o ativo é ação comprada uma a uma, na página de ações.

O episódio em que eu monto na tela a carteira de exemplo com cinco ativos e peso igual em cada um.

Dá para comprar o índice americano daqui?

Dá, e por três vias: ETF de índice de fora listado aqui na B3, BDR do ativo lá de fora, ou conta aberta numa corretora americana.

Via de acesso O que você compra por ela A desvantagem que eu nomeio
ETF de índice de fora listado na B3 Exposição ao índice lá de fora, em reais, no mesmo home broker Alguns desses fundos compram o fundo lá fora, e aí você acaba pagando taxa nas duas pontas
BDR do ativo lá de fora Um recibo do mesmo ativo, negociado aqui Você continua comprando um ativo por vez, sem a cesta
Conta em corretora americana O ativo direto, lá fora Abrir conta no exterior e declarar bem no exterior

Sobre essa taxa nas duas pontas: é verdade isso, tá? Não vou negar essa desvantagem, mas só aqui, para os iniciantes, para aquelas pessoas que estão começando na Bolsa de Valores, eu acho que esse não é o foco agora, tá?

Do outro lado pesa a simplicidade. Você opera em reais, no mesmo home broker, sem abrir conta no exterior.

E tem o ponto que ninguém explica: comprando por aqui, você carrega o índice mais a variação do dólar. Ou seja, o retorno em reais é a combinação dos dois, e pode ser negativo com o índice subindo, se o câmbio andar contra você.

O câmbio tem página própria, em dólar, e o resto da trilha fica no guia de renda variável.

FAQ: perguntas frequentes sobre ETF

Com quanto dá para começar a investir em ETF?

Dá para comprar uma cota só, e é isso que define o valor de entrada.

A quantidade mínima negociável é uma cota, e o preço dela é o que aparece no home broker no momento em que você abre a boleta.

Não vale reproduzir aqui o preço de um artigo antigo. Um dos três concorrentes do topo da busca se contradiz dentro da própria página sobre esse ponto, afirmando lote de uma cota numa seção e lote de dez em outra.

Abra a tela da corretora e veja o preço do momento.

ETF é renda fixa ou renda variável?

Existem os dois.

Eu posso ter um ETF para renda fixa, eu posso ter um ETF para renda variável, eu posso ter um ETF para commodities, eu posso ter um ETF para criptomoedas. O que muda entre eles não é só o que tem dentro da cota: a regra de imposto também é diferente para o de renda fixa, e é por isso que a seção de tributação separa os dois casos em vez de dar uma alíquota única.

ETF paga dividendo na minha conta?

Depende do fundo, e a diferença é grande o suficiente para mudar a compra.

A maior parte dos ETFs brasileiros de índice reinveste o provento na própria carteira, então a tua cota fica mais valorizada em vez de cair dinheiro na conta. Alguns fundos distribuem em dinheiro, e os fundos de fundos são o caso mais comum. A política do fundo que você está olhando está escrita no regulamento dele, e é lá que você confere antes de comprar contando com renda mensal.

Preciso pagar imposto se eu vender menos de R$ 20 mil no mês?

Precisa.

A isenção mensal que existe para ação não vale para ETF de renda variável, então o ganho é tributado mesmo em venda pequena. Foi isso que eu disse em vídeo gravado em janeiro de 2021.

Na norma publicada pela Receita Federal você confirma, antes de recolher a guia: a alíquota vigente; a base legal; a data em que a regra passou a valer.

Eu não publico tabela de alíquota aqui porque ela muda, e nada nesta página a re-verifica depois que ela sobe.

Qual a diferença entre ETF e o fundo de ações do banco?

O fundo de gestão ativa tenta bater o índice e cobra por isso. O ETF de índice não tenta bater nada, copia a lista e cobra administração.

A gente aqui é totalmente contra aqueles fundos de alto custo que têm taxas de 2% de administração e 20% de performance. A tabela da seção de custo põe os dois lado a lado no que muda de fato, com a premissa da conta declarada.

ETF de cripto é mais uma opção igual às outras?

Não.

Existem ETFs que dão exposição a criptomoeda e eles aparecem na mesma prateleira dos outros. Mas o risco de um ETF é o risco do ativo que está dentro da cota, e criptomoeda não é um índice amplo de ações.

Eu cito esses produtos de passagem e não meço o risco deles em vídeo nenhum, então aqui não entra comparação de volatilidade. Quem quiser essa prateleira lê o risco na lâmina e no regulamento do fundo.

Quem procura renda mensal ou porta de entrada na bolsa não deveria começar por aí.

A gestora do ETF vira dona das empresas que estão dentro dele?

Não vira.

Pensa em você dar 100 reais para uma pessoa ir lá no mercado e comprar Nutella: se o caixa do supermercado vir essa pessoa comprando, ele vai achar que é ela que está comprando. Então saiba, a gestora não é dona de nada, porque o dinheiro que ela usa para comprar é dos cotistas desses fundos. Ela vota nas assembleias com ação que não é dela, e é essa a discussão que vale ter, não a teoria de que uma gestora comprou o mundo.

Sou o Hulisses Dias, conhecido como o Tio Huli, e eu assino esta página.

Estou no mercado desde 1999 como investidor e sou analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC, sujeito à Resolução CVM nº 20/2021.

Eu não custodio dinheiro de cliente, eu não recebo corretagem e eu não distribuo produto de terceiros. Ou seja, nada aqui muda de acordo com o que você decidir fazer depois de ler, e é por isso que eu posso dizer que um fundo específico está caro.

Eu ensino investimento no YouTube, onde tenho 201 mil inscritos em 2,1 mil vídeos, e no Instagram, onde tenho 964 mil seguidores. Escrevi o livro Investir é Sobre Gente, publicado pela Interminds Editora em 2025.

Nada nesta página é recomendação personalizada de investimento.

eu, Hulisses Dias, de camisa preta, olhando para a câmera sobre fundo cinza neutro
Analista CNPI · APIMEC

Quem assina

Hulisses Dias

Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor

Declaração de independência nos termos do art. 21, I da Resolução CVM nº 20/2021. Sobre o analista

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