Renda Fixa · Guia

O que é renda fixa e como escolher um título sem susto

Renda fixa é emprestar dinheiro sabendo a regra, não o valor. Eu mostro os títulos, os sete riscos da classe e o que sobra depois do imposto.

Atualizado em agosto/2026 7 riscos dentro de um título Sem corretagem, sem custódia, sem distribuição
Resposta direta

Renda fixa é emprestar dinheiro para alguém: o governo, um banco ou uma empresa. O que você conhece na hora da compra é a regra do rendimento, não o valor.

E não é classe sem risco: são sete os riscos que moram dentro de um título, e eu listo todos eles logo abaixo.

O que é renda fixa?

Na verdade, renda fixa é mais difícil, porque renda fixa é um contrato. Tem várias letras miúdas lá, às vezes tem garantia, não tem garantia.

E quando eu falo de investir em renda fixa, essencialmente eu estou falando de emprestar dinheiro para alguém, essa pessoa jurídica ou pessoa física, me pagar um dinheiro de volta. Só que saber a regra não é saber o número: isso não significa que você sabe o valor que você vai receber mas você sabe com base em qual rentabilidade você vai ser remunerado.

O número que abre esta página
7 riscos
dentro de um título de renda fixa

São sete os riscos que moram dentro de um título de renda fixa, e quase nenhuma página lista todos.

Aqui embaixo eu mostro quem emite cada título, como cada um é remunerado, por que o teu papel pode aparecer no vermelho antes do vencimento e o que sobra depois do imposto. Cada linha da matriz leva para a página que destrincha aquele título, tá?

Eu não recebo corretagem, não custodio dinheiro de cliente e não distribuo produto de terceiros. Nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

Renda fixa é sem risco mesmo?

Não é sem risco, e o nome da classe é a primeira coisa que engana.

São sete os riscos que moram dentro de um título de renda fixa, e quase nenhuma página lista todos:

Risco de taxa de juros

O juro se move e o preço do teu papel se move junto, antes de qualquer vencimento.

Risco de marcação a mercado

É esse movimento aparecendo na tua tela, dia a dia, como valorização ou como vermelho.

Risco de crédito

A qualidade de quem emitiu o papel pode piorar enquanto você carrega ele.

Risco de calote

Quem pegou o teu dinheiro emprestado pode simplesmente não devolver.

Risco de reinvestimento

Você investiu com juro a cinco, o título venceu e o juro agora dá um. Você não vai poder mais reinvestir aquilo a cinco por cento.

Risco de pré-pagamento

Imagina que você pegou lá uma emissão a 20% ao ano, e quem emitiu esse título resgata antes do tempo. Aquele retorno você não carrega pelo tempo que tinha combinado.

Risco de estrutura de capital

A empresa ou o país pode emitir muito mais dívida, pode emitir muito mais ações, e isso muda o perfil de risco daquela dívida e bate no preço.

Eu só quero que você tenha noção que nada disso é vindo de graça. Então você vai ter que ser capaz de avaliar esses riscos, tá bom?

Dois deles derrubam mais gente que todos os outros juntos: a marcação a mercado e o risco do emissor, e cada um tem uma seção inteira aqui embaixo. Ou seja, você acabou de chegar na conclusão que a renda fixa não é tão simples quanto imaginavam, mas ela é muito fácil.

O que são Selic, CDI e IPCA?

Todo título de renda fixa é remunerado de uma destas três formas: pós-fixado, que é um indexador mais um prêmio; prefixado, que é uma taxa fechada na compra; ou híbrido, que é inflação mais um prêmio.

Então a gente pode ver a expressão, olha, você vai receber taxa Selic mais 1%. Então vamos dizer que a gente está num exemplo onde a taxa Selic é de 10%, mais 1% a gente está falando de 11%.

A oferta de um banco quase nunca chega assim, cravada. Ela chega como percentual de outro indexador, e esse indexador tem nome: CDI é o certificado de depósito interbancário, que na prática é a taxa pela qual os bancos emprestam dinheiro entre si.

Pós-fixada

Chega como um indexador mais um prêmio (Selic + 1%) ou como um percentual do CDI. Depois da compra, quem move o valor é o próprio indexador: a Selic muda de 45 em 45 dias, a cada Copom. Eu destrincho em Selic e em CDI.

Prefixada

Chega como uma taxa fechada na compra, em porcentagem ao ano. Depois da compra nada muda no contrato: só o preço, se você vender antes do vencimento. Eu destrincho esse preço na seção sobre o título no vermelho.

Híbrida

Chega como IPCA mais um prêmio fixo, o famoso IPCA+. Depois da compra, quem move o valor é a inflação medida pelo IPCA, e o IPCA de agora você lê no IBGE.

Do lado do governo o mecanismo é o mesmo, com outro relógio. O Tesouro Selic, ele está indexado a um indexador que é a própria taxa Selic, que por sua vez, ela varia de 45 em 45 dias a cada decisão do Copom. Ou seja: o teu rendimento acompanha o Copom sem você mexer em nada.

Os números do exemplo são redondos, de demonstração. O valor de hoje de Selic, CDI e IPCA não está nesta página, e é no Banco Central, na B3 e no IBGE que você lê o de agora.

Quais são os títulos de renda fixa?

Os títulos de renda fixa se organizam por quem emite. O governo federal emite Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado. O banco emite CDB, LCI e LCA. A empresa emite debênture, CRI e CRA.

Do lado do governo: Então a gente tem o Tesouro Selic, a gente tem o Tesouro IPCA+, que é uma mistura de uma rentabilidade fixa mais a variação do IPCA e a gente também tem os títulos pré-fixados.

E um recorte antes da tabela. Vou falar aqui somente aqueles títulos de renda fixa que eu colocaria na minha carteira, na carteira da minha filha, da minha esposa.

A matriz abaixo põe cada título na mesma tabela, na ordem crescente de risco em que eu percorro a classe, e cada linha leva para a página que destrincha aquele papel. Nenhuma linha desta tabela é indicação de produto.

Título Quem emite Como ele remunera Posição na escada de risco Onde eu destrincho
Tesouro Selic governo federal pós-fixado na Selic, que o Copom redefine de 45 em 45 dias primeiro degrau — é por onde eu começo a subir a escada Tesouro Direto
Tesouro IPCA+ governo federal híbrido: uma rentabilidade fixa mais a variação do IPCA segundo degrau Tesouro Direto
Tesouro Prefixado governo federal taxa fechada na compra, em porcentagem ao ano terceiro degrau Tesouro Direto
CDB banco percentual do CDI, a taxa pela qual os bancos emprestam entre si quarto degrau — sai o governo e entra o risco do banco CDB
LCI e LCA banco percentual do CDI — no exemplo que eu faço, 95% contra os 100% do CDB quinto degrau LCI e LCA
Debêntures empresa contrato direto com a empresa que emite o papel topo da escada, junto com CRI e CRA Debêntures

A matriz não traz coluna de imposto de renda, de cobertura do FGC nem de liquidez: para Tesouro, debênture, CRI e CRA eu não tenho fonte que sustente cada célula, e coluna que só se preenche em parte eu não publico.

Quanto sobra depois do imposto de renda?

O que decide não é a taxa da vitrine, é o que sobra depois do imposto.

Então, se a gente está falando de um título que ele está pagando 100% do CDI, mas paga imposto de 15%, e do outro lado eu tenho uma LCI ou uma LCA a 95% do CDI, isenta, o líquido vira a favor do isento. A taxa menor na vitrine ganha da maior.

Então a gente vai ter a taxa bruta e você tem que encontrar a taxa líquida, tá bom? E isso não é detalhe de contador, porque o jogo de ficar rico é o jogo de pagar menos imposto dentro da lei.

A conta abaixo parte dos números redondos daquela aula de maio de 2025 e fecha a subtração na tua frente.

Título tributado

CDB a 100% do CDI

É o número maior na vitrine. No exemplo ele paga imposto de 15% sobre o rendimento, então o que sobra é 85% do CDI.

Quem ganha a comparação: perde no líquido, mesmo com a taxa maior na vitrine.

Título isento

LCI ou LCA a 95% do CDI

É o número menor na vitrine. No exemplo ele é isento de imposto de renda, então o que sobra é 95% do CDI.

Quem ganha a comparação: o isento, mesmo pagando menos na vitrine.

85% do CDI
Tributado, depois dos 15%
95% do CDI
Isento, sem desconto nenhum

Exemplo do guia de maio de 2025; premissa declarada, não é projeção nem garantia de rentabilidade.

E a faixa de alíquota que vale para o teu prazo muda com a norma. É na regra vigente que você confere qual se aplica a você antes de comprar.

Por que meu título está no vermelho?

Um título prefixado ou atrelado ao IPCA aparece no vermelho antes do vencimento porque o preço dele se ajusta quando o juro muda. Isso se chama marcação a mercado.

Vamos ao número. Uma LTN de 2029 comprada a 10,75% custava R$ 600,18. Se o juro vai para 15%, o preço desse título tem que cair para R$ 497,18, para que quem compra hoje receba os mil reais lá na frente. Mesmo papel, mesmo vencimento, preço diferente na tela.

R$ 600,18
O preço com o juro a 10,75%
R$ 497,18
O preço da mesma LTN com o juro a 15%

Fonte: demonstração do episódio 26 do Lembrete Racional, fevereiro de 2025.

E a marcação a mercado, ela serve justamente para isso, para te mostrar quanto que o preço desse título de renda fixa está variando com relação à mudança dos juros, tá?

Porque as pessoas que não entendem por que a renda fixa pode gerar perdas no curto prazo é justamente porque se você levar até o vencimento esse título, você vai ter aquela rentabilidade contratada.

Ou seja: o vermelho no meio do caminho é preço. Não é o teu contrato. Não queira ser muito esperto se você é uma pessoa física. Você só tem que comprar e segurar. E os dois valores acima são a demonstração de uma aula, não a cotação de hoje.

Vídeo: principais títulos públicos e em qual investir, dedicado inteiro à marcação a mercado.

E se o banco quebrar?

Se o banco emissor quebrar, quem paga é o Fundo Garantidor de Créditos. E ele tem teto.

Eu tenho uma coisa chamada fundo garantidor de crédito, que é um seguro dos bancos, que é privado, não é algo governamental, que segura até 250 mil reais por CPF.

Daí saem duas consequências práticas.

A primeira é pulverizar. Vai cinco instituições para botar menos de 250 mil reais, vamos botar aqui 150 mil, você tem seis instituições, você consegue botar 900 mil ali.

Pulverizar o mesmo patrimônio dentro do teto
Teto do FGC · R$ 250 mil por CPF 6 instituições · R$ 150 mil em cada · R$ 900 mil no total

Fonte: minha aula Guia definitivo de renda fixa, maio de 2025. O teto global por período e o prazo em que a garantia sai na prática não estão nesta página — esses dois você confere no próprio FGC.

A segunda é o incômodo que quase ninguém diz em voz alta: o FGC não é uma entidade governamental, então tem risco também de o FGC não te pagar.

O teto global por período e o prazo em que a garantia sai na prática não estão nesta página. Esses dois números você confere no próprio FGC, e o valor que eu cito aqui é o do guia de maio de 2025.

Como avaliar o banco que paga mais?

Quando um banco que você nunca ouviu falar paga muito acima do CDI, ele está te pagando o prêmio do próprio risco. E dá para medir esse risco antes de mandar o dinheiro.

A fila começa sempre no mesmo lugar: O governo é o mais seguro, depois as instituições financeiras. É a partir daí que muda o que você olha.

  • Governo federal: primeiro degrau da escada, e é por onde eu começo a subir.
  • Instituição financeira: você tem que analisar a relação de patrimônio líquido dela com ativos totais.
  • Empresa: o que pesa é a geração de caixa que essa empresa tem com as obrigações financeiras que ela tem.
  • Tamanho, valendo para os três: existe quanto maior o banco mais seguro ele é, então ele vai te pagar menos rentabilidade. Quanto menor o banco, mais arriscado, e aí ele vai ser obrigado a te pagar uma rentabilidade maior.

E nota de agência não encerra o assunto, porque emissor privado não imprime dinheiro.

O balanço e o rating de cada instituição você encontra na página de relações com investidores dela e no site da agência que a classifica. Esses números não moram aqui.

Qual título serve para cada objetivo?

A pergunta certa não é qual título rende mais, é para quando você vai precisar do dinheiro.

Então se você não gosta de muito susto, se você precisa contar com esse valor, eu sugiro que você tenha vencimentos mais curtos na tua carteira. Vale para mim do mesmo jeito: se eu quero que a minha carteira varie pouco, poucos altos e baixos, eu tenho que ter títulos com um vencimento mais próximo.

Reserva de emergência e a entrada de um apartamento em três anos não podem morar num papel que oscila até o vencimento. Para a reserva, hoje a minha alternativa número um é o LFTB11. Ele é o tesouro selic em forma de ETF e é exatamente aí que eu acredito que a gente deve ter a nossa parcela do capital que não quer ter volatilidade.

Isso é o que eu faço, não é recomendação para a tua carteira. A tabela abaixo cruza três objetivos com o prazo do dinheiro e com o que eu procuro em cada caso.

Objetivo Prazo do dinheiro O que eu procuro num título para esse bolso Onde eu destrincho
Reserva de emergência pode precisar amanhã resgate rápido e nada que oscile; hoje a minha alternativa número um é o LFTB11 Liquidez
Meta com data — a entrada de um apartamento em três anos data marcada no calendário vencimento casado com a data, para não depender do preço do dia Tesouro Direto
Prazo longo anos sem precisar mexer dá para aceitar oscilação até o vencimento, que é onde IPCA+ e prefixado cabem Melhor investimento
Casar o prazo do objetivo com o vencimento do título
hoje a data do objetivo Reserva Meta com data Prazo longo

Esquema sem valores: nenhuma data, nenhum prazo em meses e nenhum valor em reais entram nesta figura, porque esta página não publica taxa nem cotação. O ponto cheio marca o vencimento do título; a linha vertical, a data em que o dinheiro tem de estar na conta.

Quando a renda fixa não compensa?

Renda fixa deixa de compensar quando o prazo do teu objetivo é longo e o ganho real, depois da inflação e do imposto, não sustenta o que você quer comprar lá na frente.

Eu acho que dá para ficar sim rico investindo somente em renda fixa, só que você vai ficar rico num ritmo mais lento do que quem investe em renda variável.

E tem a parte que a vitrine não conta. Quando o Tesouro Direto oferece um título para a gente, ele está dando a rentabilidade nominal. Só que isso não paga Coca-Cola no longo prazo, não paga hambúrguer no longo prazo. O que dá poder de compra é o retorno real, aquele descontado à inflação.

Nominal contra real: a mesma quantia, cada vez menos coisa
a mesma quantia, do começo ao fim o que essa mesma quantia compra, ano após ano

Esquema sem valores: esta página não publica Selic, CDI nem IPCA correntes, então a figura não traz taxa, percentual nem data. A faixa é a quantia nominal, constante; cada quadrado é uma unidade de coisa que ela compra.

Só que eu não escrevi esta página para virar peça contra a classe. Eu acredito que a renda fixa tem um papel essencial no portfólio porque ela vai te ajudar a gerenciar a volatilidade dessa carteira.

Na prática

A gente tem que pensar em investimentos assim como a gente pensa na nossa dieta. Não significa que porque proteína é bom que a gente só vai comer proteína. Não significa que porque chocolate é ruim que a gente não pode comer chocolate.

Nenhuma simulação desta página é projeção, promessa ou garantia de rentabilidade.

Como comprar um título, passo a passo

Comprar um título é um caminho de quatro paradas: escolher onde comprar, achar a tela de rendimentos, ler os campos da oferta e confirmar.

  1. Escolha onde comprar. Dentro do Tesouro Direto, que é uma plataforma gratuita do Tesouro, você pode comprar e vender o Tesouro Selic. Isso é muito simples.
  2. Abra a tela de rendimentos. E aí se você vier aqui em rendimento dos títulos, vai abrir essa página, e a primeira coisa que você vai encontrar é o Tesouro Selic.
  3. Leia os campos da oferta. Rentabilidade anual, vencimento e investimento mínimo, que é onde mora a surpresa boa: dá para você investir 138 reais e 86 centavos nesse dia que eu tô fazendo esse vídeo, em outubro de 2023. Aquele valor é o daquele dia, não o de hoje.
  4. Confirme, e olha o detalhe do cupom. Não use a alternativa com pagamento semestrais, porque isso aí não é eficiente do ponto de vista tributário.

E quem prefere comprar pelo home broker tem outro caminho. Existe um instrumento no mercado financeiro que você pode comprar e vender através do seu próprio celular, dentro da corretora, pelo seu home broker, que é um ETF.

Vídeo: o episódio do Lembrete Racional que percorre a tela de rendimentos do Tesouro Direto.

FAQ: perguntas frequentes sobre renda fixa

Renda fixa pode dar prejuízo?

Pode, e principalmente antes do vencimento.

Se você vende um prefixado ou um IPCA+ no meio do caminho, você recebe o preço de mercado do dia, que sobe e desce conforme o juro. Se levar até o vencimento, vale a taxa que você contratou na compra.

Foi por isso que eu gravei um vídeo inteiro só sobre renda fixa não ser retorno garantido.

Qual a diferença entre CDB e Tesouro Direto?

Muda quem está pegando o teu dinheiro emprestado. No Tesouro Direto quem emite é o governo federal; no CDB é um banco.

Daí saem duas diferenças práticas:

  • Garantia: o banco entra na conversa do FGC, e o governo federal não.
  • Remuneração: o CDB costuma vir como percentual do CDI, e o Tesouro vem em Selic, IPCA+ ou taxa prefixada.

A matriz de títulos desta página põe os dois lado a lado.

Dá para resgatar renda fixa a qualquer momento?

Depende do título, e a regra que eu uso é a do prazo: se você não gosta de muito susto e precisa contar com esse valor, tenha vencimentos mais curtos na tua carteira.

Carência e liquidez diária mudam de papel para papel e são o assunto inteiro da página de liquidez deste site. É lá que eu destrincho caso a caso, porque a resposta é diferente para CDB, LCI e título público.

Vale a pena comprar título com pagamento semestral?

Não, e essa é uma instrução que quase ninguém publica: não use a alternativa com pagamento semestrais, porque isso aí não é eficiente do ponto de vista tributário.

Cada cupom que cai na tua conta é um evento de imposto antecipado, então o dinheiro que ia continuar rendendo sai do bolo antes da hora.

Se o teu objetivo é acumular, o título sem pagamento intermediário é o caminho mais simples.

O FGC pode não me pagar?

Pode, e é bom você saber disso: o FGC não é uma entidade governamental, é um seguro privado dos próprios bancos, então tem risco também de o FGC não te pagar.

Não é motivo para pânico, é motivo para pulverizar. A garantia é o piso da conversa, não o fim dela, e acima do teto o que decide é a qualidade do emissor.

Vale a pena sair da bolsa e ir para a renda fixa quando o juro sobe?

Depende do prazo do teu objetivo, e a conta tem dois lados. Juro alto derruba o preço dos ativos em geral, então se a renda fixa está atrativa, as ações vão estar ainda mais atrativas.

E olha, nada disso é recomendação para a tua carteira nem previsão de resultado. É a mesma comparação de mecânica que eu desenvolvo na seção sobre quando a renda fixa não compensa.

Quem assina

eu, Hulisses Dias, de camisa preta, olhando para a câmera sobre fundo cinza neutro
Analista CNPI · APIMEC

Hulisses Dias · Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor

Sou o Hulisses Dias, o Tio Huli. Analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC e sujeito à regulação da CVM, no mercado desde 1999 como investidor e credenciado como analista desde 2020.

Não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. O que isso significa na prática: nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

Escrevi o livro Investir é Sobre Gente, publicado pela Interminds em 2025, e publico no YouTube e no Instagram, onde reúno 201 mil inscritos e 964 mil seguidores.

Eu não tenho acordo com nenhuma instituição financeira e isso é muito importante, porque existe uma coisa chamada conflito de interesse.

Analista credenciado assina relatório de análise. Nada aqui é recomendação individual de carteira.

Bio completa e declaração de independência

Continue por aqui

Você já entendeu a teoria. O difícil é executar.

A Mentoria Master é o acompanhamento próximo para quem quer decidir com método. O acesso é por aplicação e eu leio todas antes de abrir uma vaga.

Preencher aplicação para a Mentoria

Turmas com número fixo de vagas · Aplicação sem compromisso · Resposta em até 3 dias úteis