Aqui eu não publico taxa vigente de Selic nem de CDI. Taxa envelhece. Inter, InfoMoney e Mercado Pago provam isso, porque o Mercado Pago ainda calcula tudo com Selic a 13,75%.
Então eu faço o contrário. Você pega a taxa contratada no teu extrato ou no site do Banco Central, joga na calculadora aqui embaixo, e o número do mês sai com a tua premissa.
Quanto rende 1 milhão por mês?
Antes disso eu abro três contas aqui: a conversão certa de taxa anual para mensal, o que o imposto leva em cada faixa de prazo e quanto do milhão o FGC cobre.
Nada aqui é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade, tá?
Calculadora: quanto rende por mês?
Troque os números e a conta refaz sozinha.
Valor aplicado, taxa mensal contratada, prazo e alíquota entram como campos editáveis. Renda bruta, renda líquida, valor por dia útil e retirada sustentável saem embaixo, cada saída com a fórmula à vista.
Vamos pegar a nossa HP 12C. Aqui é uma calculadora científica e a gente vai botar aqui as informações. É literalmente o mesmo gesto, com os mesmos campos.
O campo da taxa vem vazio de propósito. Não é descuido: taxa contratada é dado do teu papel, não meu. Ela está no extrato, na tela de compra ou no site do Banco Central.
A tabela abaixo mostra a conta rodada uma vez, com a taxa de 1,25% ao mês que eu apurei na carteira do vídeo de 28/10/2025. Ou seja, número medido numa janela específica, não taxa garantida.
Nada roda no meu servidor: a conta acontece no teu navegador e eu não recebo nem guardo o que você digitou, tá?
Premissa desta tabela: R$ 1.000.000 aplicados, taxa de 1,25% ao mês medida na carteira do vídeo de 28/10/2025, alíquota de 15% da faixa acima de dois anos, mês de 21 dias úteis. É ilustração de aritmética com premissa declarada, não projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
| Campo da calculadora | Valor no exemplo desta página | O que a calculadora faz com ele |
|---|---|---|
| Valor aplicado | R$ 1.000.000 | você digita este campo, é o saldo que você tem hoje |
| Taxa mensal contratada | 1,25% ao mês | você digita este campo, e no exemplo entra a taxa que eu apurei na carteira do vídeo de 28/10/2025 |
| Prazo até o resgate | acima de dois anos | você digita este campo, e é ele que seleciona a faixa de alíquota |
| Alíquota de imposto de renda | 15% | a faixa que o prazo acima seleciona na escada da Seção 4 |
| Renda mensal bruta | R$ 12.500 | a conta devolve, multiplicando valor aplicado pela taxa mensal |
| Renda mensal líquida | R$ 10.625 | a conta devolve, subtraindo o imposto da renda bruta |
| Renda por dia útil | cerca de R$ 506 | a conta devolve, dividindo a líquida por 21 dias úteis, a premissa de mês deste exemplo |
| Retirada sustentável | R$ 2.000 | a conta devolve, dividindo o valor aplicado por 500, a régua que eu uso |
Esta tabela é também a versão sem JavaScript da ferramenta: é a mesma aritmética que a calculadora do topo roda, com a premissa fixada.
Como a taxa anual vira renda mensal?
Dividir a taxa anual por 12 dá um número maior do que a verdade, e é esse erro que sustenta metade dos valores mensais que você achou por aí.
A conta certa é a taxa equivalente, que respeita os juros compostos dentro do ano.
Uma taxa de 15% ao ano vale 1,1715% ao mês, não 1,25%. Ou seja, sobre R$ 1 milhão a diferença é de R$ 785 num único mês.
Taxa anual dividida por 12: 0,15 ÷ 12 devolve 1,25% ao mês, e sobre R$ 1 milhão isso vira R$ 12.500 num mês.
Taxa mensal equivalente: (1,15)^(1÷12) − 1 devolve 1,1715% ao mês, e sobre R$ 1 milhão isso vira R$ 11.715 num mês.
A diferença entre os dois caminhos, num mês só: R$ 785 a mais na conta errada.
A mesma taxa esticada para o ano: 0,0125 × 12 devolve 15% ao ano.
A mesma taxa composta dentro do ano: (1,0125)^12 − 1 devolve 16,08% ao ano.
O ponto de partida das duas linhas é 1,25% ao mês, a taxa que eu apurei na carteira do vídeo de 28/10/2025, e sobre R$ 1 milhão ela dá 1.000.000 × 0,0125 = R$ 12.500 no mês.
Premissa destes blocos: R$ 1.000.000 aplicados e a taxa de 1,25% ao mês medida na carteira do vídeo de 28/10/2025 como ponto de partida da conversão. É aritmética de conversão de taxa, não previsão de rendimento.
O Inter publica exatamente 1,25% ao mês para uma Selic de 15% ao ano, e o erro contamina a tabela inteira dele.
Ida: (1 + i)^12 − 1 · Volta: (1 + i)^(1÷12) − 1
A régua que alimenta tudo isso é o CDI, que é o custo do dinheiro entre bancos. Ele cola na Selic. Porque senão o banco ia pegar dinheiro emprestado e emprestar dinheiro para o governo e isso tudo ia ficar atrapalhado. E a gente tem uma remuneração dentro da renda fixa que ela é dita assim, olha, vou pagar 95% do CDI, vou pagar 110% do CDI. É desse percentual que sai o número do teu mês, tá?
Quanto o imposto leva do rendimento?
O imposto leva de 15% a 22,5% do rendimento, e quanto exatamente depende de há quanto tempo o dinheiro está aplicado.
Lucro bruto é o retorno que te oferecem antes mesmo de você ter que pagar o teu imposto de renda. E é sempre o bruto que aparece na tabela do banco.
Aí, dentro da renda fixa, quando ela é tributada, você tem uma tabela regressiva: depois de seis meses é um ano, ela vai para 20%, depois ela cai para 17,5% e ela acaba lá numa alíquota de 15%.
Essa fala é de 23/05/2025 e o trecho citado começa no segundo degrau. Na mesma aula eu abro a escada em 22,5% nos primeiros seis meses, que é a linha mais cara da tabela.
| Faixa de prazo | Alíquota sobre o rendimento | O que sobra de cada R$ 1.000 de rendimento bruto |
|---|---|---|
| Nos primeiros seis meses | 22,5% | R$ 775 |
| Depois de seis meses, até um ano | 20% | R$ 800 |
| De um ano até dois anos | 17,5% | R$ 825 |
| Acima de dois anos | 15% | R$ 850 |
Premissa desta tabela: as quatro faixas que eu enuncio na aula de 23/05/2025, aplicadas a uma base redonda de R$ 1.000 de rendimento bruto. A primeira faixa é a mais cara e é a que pune o resgate rápido. Alíquota é regra que muda por norma — confere a tabela vigente na Receita Federal antes de resgatar.
O que não está em nenhuma das cinco aulas desta página é a cobrança específica de resgate em menos de trinta dias, e eu não publico regra de memória.
Antes de sacar cedo, confere a tabela vigente na Receita Federal. Sair rápido é a forma mais cara de sair.
Qual produto paga mais por mês?
Paga mais o papel que sobra maior depois do imposto, e não o que anuncia o percentual mais alto. Comparar isento com tributado na mesma coluna bruta inverte o ranking real.
Olha a conta: se a gente está falando de um título que ele está pagando 100% do CDI, mas paga imposto de 15%, e do outro lado uma LCI ou uma LCA isenta a 95%, o retorno líquido vai ser maior aqui na LCI e na LCA.
Ou seja, 100% do CDI menos 15% de imposto sobra 85% do CDI, e qualquer isento acima disso ganha.
E o prazo mexe na ordem, porque a alíquota do tributado cai com o tempo. O mesmo par se inverte entre um ano e dois anos.
Premissa desta comparação: os percentuais do CDI que eu enuncio na aula de 23/05/2025 e no episódio de 01/11/2025, cruzados com a escada de alíquotas da Seção 4. Nenhuma linha traz valor em reais — taxa contratada e CDI vigente não saem de nenhuma fonte desta página, e é por isso que a comparação é em percentual do CDI. Nenhuma linha é indicação de produto.
A última linha é o equivalente que a carteira diversificada entregou. Eu comparo em percentual do CDI de propósito. Taxa contratada de cada papel está no teu extrato e muda toda semana, e essa é a única base que não envelhece.
Nenhuma linha aqui é indicação de produto.
Renda fixa paga todo mês mesmo?
Não. Renda fixa não paga todo mês, e a letra miúda que decide isso é o prazo.
Na verdade, renda fixa é mais difícil, porque renda fixa é um contrato. Tem várias letras miúdas lá, às vezes tem garantia, não tem garantia.
Conta remunerada e Tesouro Selic você acessa quando quiser. CDB com carência, LCI, LCA, CRI, CRA e debênture podem travar o dinheiro até o vencimento, e aí a renda mensal que você planejou não pinga.
Quem resgata prefixado ou Tesouro IPCA+ antes do prazo esbarra na marcação a mercado, que é o ajuste do preço de um ativo a um novo ambiente de risco. Novo ambiente de risco é juro novo, porque risco é o preço do dinheiro. Quanto maior o risco, maior o preço do dinheiro. E o preço do dinheiro chama-se taxa de juros.
E quanto mais longo esse título, maior vai ser esse sobe e desce. Quanto mais curto for esse título, mais suave vai ser esse sobe e desce.
Prazo de resgate, carência e horário-limite estão no contrato e no app da tua instituição. É lá que esse dado mora, tá?
Aula de renda fixa em que a marcação a mercado e o prazo de resgate são explicados, de 23/05/2025.
R$ 1 milhão cabe no FGC?
Não cabe num emissor só. A maior parte de R$ 1 milhão fica descoberta.
Eu tenho uma coisa chamada fundo garantidor de crédito, que é um seguro dos bancos, que é privado, não é algo governamental, que segura até 250 mil reais por CPF. O teto vale por CPF e por instituição.
Era esse o número na aula de 23/05/2025, e ele deixa R$ 750 mil de um milhão concentrado num banco só fora da cobertura.
A saída é espalhar. Vai cinco instituições para botar menos de 250 mil reais, vamos botar aqui 150 mil, você tem seis instituições, você consegue botar 900 mil ali com um retorno maior isento de imposto de renda.
| Como você divide R$ 1 milhão | Valor por instituição | Total dentro do teto | O que fica de fora de R$ 1 milhão |
|---|---|---|---|
| Uma instituição só | R$ 250 mil cobertos | R$ 250 mil | R$ 750 mil |
| Duas instituições | R$ 250 mil cada | R$ 500 mil | R$ 500 mil |
| Quatro instituições | R$ 250 mil cada | R$ 1 milhão | nada |
| Cinco instituições | menos de R$ 250 mil cada | até R$ 1,25 milhão | nada |
| Seis instituições | R$ 150 mil cada | R$ 900 mil | R$ 100 mil |
Premissa desta tabela: o teto de R$ 250 mil por CPF e por instituição, e a conta de seis instituições com R$ 150 mil cada, ambos enunciados na aula de 23/05/2025 e repetidos em 28/10/2025. Teto de garantia é regra que muda — o valor vigente está no próprio FGC.
Teto de garantia muda por norma, então confere o valor vigente no próprio FGC antes de dividir o dinheiro.
E saldo parado em instituição de pagamento não é depósito bancário: o que protege esse dinheiro é outro arranjo, e ele precisa estar escrito.
FII e dividendo pagam mais por mês?
Fundo imobiliário e ação pagadora de dividendo podem pagar mais e podem pagar menos. O que decide não é o percentual anunciado, é o que oscila de cada lado.
Qual que é a métrica que a gente vai usar para entender? O sobe e desce foi menor na Bolsa Americana e isso faz da Bolsa Americana um melhor investimento nesse período, porque a gente sempre está analisando o retorno e o risco. A gente calcula o retorno através da média dos retornos e o risco através do desvio padrão, que é uma ferramenta estatística muito simples.
O que oscila
A cota desvaloriza, e você pode precisar vender no pior momento.
O provento é revisto todo mês, não é contratado.
A empresa corta dividendo quando o caixa aperta.
O que trava
Carência e vencimento seguram o dinheiro até a data.
O resgate no meio do caminho esbarra na marcação a mercado.
A taxa fica presa no que você contratou, para o bem e para o mal.
É por isso que eu prefiro misturar: a sacada é botar uma pitadinha de renda variável quanto antes na tua carteira.
Isto é comparação, não recomendação de carteira para o teu caso.
Quanto a inflação come da renda mensal?
A inflação come a parte que você não repõe, e é essa parte que decide se a renda de hoje ainda paga as contas daqui a dez anos.
Esse retorno aqui ainda tem inflação e se você não repor a inflação, ao longo do tempo você vai ficar decadente, você vai chegar lá com 60, 70, 80 anos, não vai poder reformar tua casa, trocar teu carro, fazer viagem, pagar teus exames médicos.
A conta é uma subtração. O lucro nominal é quando você está contando a inflação, depois que a gente falar que a inflação foi X e tal, você vai subtrair isso do valor total e você vai ter o teu rendimento real, que é exatamente aquilo que você gerou de riqueza.
Inter, InfoMoney e Mercado Pago não fazem essa parte.
Eu não publico aqui o índice de inflação vigente, porque índice de preço muda todo mês.
Pega o acumulado em doze meses no IBGE, subtrai da tua taxa mensal anualizada, e o que sobrar é o teu ganho real, tá?
Episódio de 02/11/2025 em que a reposição da inflação entra como parte da conta da renda mensal.
Sacando tudo todo mês, o milhão dura?
Sacando tudo todo mês, R$ 1 milhão não dura. O principal para de crescer e a inflação come ele por dentro.
A régua que eu uso para saber quanto dá para tirar é simples: a gente chegou à conclusão que você tem que ter 500 vezes o valor que você quer por mês para que você possa ter uma sustentabilidade nisso.
Invertendo a régua, R$ 1 milhão sustenta cerca de R$ 2.000 por mês, e não os R$ 12 mil que a conta do rendimento bruto devolve.
A diferença entre os dois números é o que precisa voltar para o principal.
| Retirada mensal que você quer | O patrimônio que a régua de 500× pede | R$ 1 milhão dá conta? |
|---|---|---|
| R$ 1.000 | R$ 500.000 | sim, com folga |
| R$ 2.000 | R$ 1.000.000 | é exatamente o limite da régua |
| R$ 3.000 | R$ 1.500.000 | não, faltam R$ 500 mil |
| R$ 5.000 | R$ 2.500.000 | não, faltam R$ 1,5 milhão |
| R$ 10.000 | R$ 5.000.000 | não, faltam R$ 4 milhões |
| R$ 15.000 | R$ 7.500.000 | não, faltam R$ 6,5 milhões |
Premissa desta tabela: a régua de 500× enunciada no episódio de 18/10/2025, aplicada a seis níveis de retirada. É ordem de grandeza para retirada sustentável, não projeção de duração do patrimônio nem garantia de que o dinheiro dura.
Lembrando, se você tem essa quantia, você ainda tem que pagar o imposto de renda, ou seja, você precisaria na prática de um pouco mais. E você ainda teria que reinvestir um pouco.
A régua não é lei, é ordem de grandeza. Mas é ordem de grandeza que ninguém nessa busca te dá.
Quanto preciso para tirar R$ 5 mil?
Para tirar R$ 5 mil por mês de rendimento bruto a 1,25% ao mês você precisa de R$ 400 mil.
É a mesma conta que eu faço na tela: 10 mil divididos por 0,01 25, eu preciso ter o quê? 800 mil reais. Então, esse é o valor que eu preciso ter para gerar 10 mil de renda.
Renda desejada dividida pelo retorno mensal dá o patrimônio necessário, e essa divisão você refaz com qualquer taxa.
renda mensal desejada ÷ retorno mensal contratado = patrimônio necessário
A calculadora do topo faz essa mesma divisão no modo Patrimônio necessário.
| Renda mensal que você quer | A conta que eu faço no vídeo | Patrimônio necessário a 1,25% ao mês |
|---|---|---|
| R$ 2.000 | 2.000 ÷ 0,0125 | R$ 160.000 |
| R$ 3.000 | 3.000 ÷ 0,0125 | R$ 240.000 |
| R$ 5.000 | 5.000 ÷ 0,0125 | R$ 400.000 |
| R$ 10.000 | 10.000 ÷ 0,0125 | R$ 800.000 |
| R$ 15.000 | 15.000 ÷ 0,0125 | R$ 1.200.000 |
Premissa desta tabela: a taxa de 1,25% ao mês medida na carteira do vídeo de 28/10/2025, aplicada à mesma divisão que eu faço lá. É rendimento bruto, antes do imposto e antes de repor a inflação — para a retirada sustentável, a régua de 500× da Seção 10 pede cinco vezes esses valores. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Duas ressalvas que ninguém escreve junto.
A primeira: 1,25% ao mês é resultado medido na carteira daquele vídeo, numa janela específica, não taxa garantida.
A segunda: esse é o patrimônio do rendimento bruto, não o da retirada sustentável, e pela régua de 500× da Seção 10 os R$ 5 mil por mês pedem R$ 2,5 milhões.
Porque não é com 300 mil que você vai viver de renda, não é com 500 mil que você vai viver de renda.
Episódio de 28/10/2025 em que a divisão de renda desejada por retorno mensal é feita na HP 12C ao vivo.
Um produto só ou uma carteira?
Uma carteira, e o motivo é matemático antes de ser prudente: a diversificação ela gera um almoço grátis para você na economia porque você pode ter uma vantagem absurda que é suavizar o sobe e desce e isso permite que você aumente o teu retorno ajustado ao risco.
Suavizar o sobe e desce não é conforto. É o que permite manter o saque mensal sem vender no pior momento.
Do mesmo jeito que a gente pega ovo, manteiga, farinha, fermento e chocolate para fazer um bolo, se a gente juntar esses cinco ingredientes a gente faz uma carteira de investimentos.
Eu não tenho acordo com instituição financeira nenhuma e não recebo comissão de produto nenhum. Ou seja, nada aqui muda conforme o que você decidir depois de ler.
E é isso que me deixa dizer que o CDB do banco grande paga menos.
Daqui você segue para o saldo acumulado, para o hub de renda fixa ou para as outras calculadoras. É só o começo, tamo junto.
FAQ: quanto rende 1 milhão por mês
Quanto R$ 1 milhão rende por mês na poupança?
A poupança é a única linha desta página que eu não monto. Nenhuma das cinco aulas que sustentam este texto fala de poupança, e eu não publico regra de remuneração de memória, porque regra de caderneta muda por norma e por patamar de juros, e página velha engana.
O que eu te dou é a régua para você fazer sozinho:
- Pega a taxa que a poupança está pagando hoje no site do Banco Central.
- Converte para o mês pela taxa equivalente da Seção 3.
- Compara com a coluna de líquido da Seção 5.
Comparar bruto com isento na mesma coluna é o erro que inverte a ordem da tabela inteira, e é o que Inter, InfoMoney e Mercado Pago fazem.
Dá para viver com o rendimento de R$ 1 milhão por mês?
Depende de quanto você gasta, e a régua que eu uso responde melhor do que qualquer número solto: a gente chegou à conclusão que você tem que ter 500 vezes o valor que você quer por mês para que você possa ter uma sustentabilidade nisso.
Por essa régua, R$ 1 milhão sustenta cerca de R$ 2.000 por mês.
E não é com 300 mil que você vai viver de renda, não é com 500 mil que você vai viver de renda. Mas também não basta chegar ao milhão e sacar tudo, porque aí o principal para de crescer.
Por que o valor mensal que eu vi em outro site é maior?
Por dois motivos somados, e os dois estão nesta página com a conta aberta.
O primeiro é a conversão: muita gente divide a taxa anual por 12, o que dá um número maior do que a taxa mensal equivalente. O Inter publica 1,25% ao mês para uma Selic de 15% ao ano, quando a equivalente é 1,1715%.
O segundo é o imposto: lucro bruto é o retorno que te oferecem antes mesmo de você ter que pagar o teu imposto de renda, e é sempre o bruto que enfeita tabela de banco.
Aqui você vê as duas contas, com a alíquota escrita na linha.
R$ 1 milhão num CDB está todo coberto pelo FGC?
Não. Eu tenho uma coisa chamada fundo garantidor de crédito, que é um seguro dos bancos, que é privado, não é algo governamental, e ele tem teto por CPF e por instituição.
Na aula de 23/05/2025 esse teto era de R$ 250 mil, o que deixa R$ 750 mil de um milhão num emissor só fora da cobertura.
A saída é pulverizar: seis instituições com R$ 150 mil cada colocam R$ 900 mil dentro do teto. Teto de garantia muda por norma, então confere o valor vigente no próprio FGC antes de dividir o dinheiro.
Preciso pagar imposto se sacar antes de 30 dias?
Sair cedo é a forma mais cara de sair, porque a alíquota de imposto de renda da renda fixa é regressiva: depois de seis meses é um ano, ela vai para 20%, depois ela cai para 17,5% e ela acaba lá numa alíquota de 15%.
Essa fala é de maio de 2025 e o trecho citado começa no segundo degrau; na mesma aula eu abro a escada em 22,5% nos primeiros seis meses, que é a linha mais cara da tabela aqui de cima. O que não está em nenhuma das cinco aulas desta página é a cobrança específica de resgate em menos de trinta dias, e eu não publico regra de memória.
Antes de sacar nos primeiros trinta dias, confere a tabela vigente na Receita Federal.
O que muda no rendimento mensal se a Selic cair?
O rendimento mensal cai junto, e mais rápido nos pós-fixados.
O CDI é o custo do dinheiro entre bancos e ele cola na Selic, porque senão o banco ia pegar dinheiro emprestado e emprestar dinheiro para o governo e isso tudo ia ficar atrapalhado.
Quem contratou prefixado ou Tesouro IPCA+ fica com a taxa travada até o vencimento, mas quem resgata no meio do caminho esbarra na marcação a mercado, que é o ajuste do preço de um ativo a um novo ambiente de risco.
É por isso que o campo de taxa da calculadora é teu: em vez de eu te dar um número que envelhece, você troca a taxa e vê a renda mensal se ajustar.
Por que 1 milhão rende 12 mil num site e sustenta 2 mil aqui?
Porque são duas perguntas diferentes, e só uma delas decide se você consegue parar de trabalhar.
Rendimento bruto do mês é multiplicação: valor aplicado vezes taxa contratada, e a 1,25% ao mês dá R$ 12.500 sobre R$ 1 milhão.
Retirada sustentável é outra coisa: se você tem essa quantia, você ainda tem que pagar o imposto de renda, ou seja, você precisaria na prática de um pouco mais. E você ainda teria que reinvestir um pouco.
Descontado o imposto e reposta a inflação, a régua de 500× põe o saque sustentável perto de R$ 2.000 por mês. Inter, InfoMoney e Mercado Pago publicam o primeiro número e nenhum publica o segundo.
Sou o Hulisses Dias, o Tio Huli, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC e sujeito à regulação da CVM, no mercado desde 1999 como investidor e credenciado como analista desde 2020.
Eu não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. Ou seja, nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.
É essa restrição que me deixa dizer que quanto maior o banco mais seguro ele é, então ele vai te pagar menos rentabilidade, e que o rendimento anunciado numa conta remunerada pode depender de uma assinatura paga que ninguém desconta da conta.
Publico 964 mil seguidores no Instagram e 201 mil inscritos no YouTube porque são números de plataforma verificáveis. Não publico contagem de aluno, depoimento de resultado nem superlativo de autoridade.
Escrevi Investir é Sobre Gente (Interminds, 2025, ISBN 9786583317377). Esta página é relatório de análise, não recomendação individualizada.
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Hulisses Dias
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