Quanto preciso para viver de renda?
Quanto você precisa para viver de renda é o teu gasto anual dividido pela taxa de retirada que você considera defensável, e a conta roda aqui em cima.
Você digita o gasto mensal, o patrimônio que já tem e o aporte. Saem o patrimônio-alvo e o prazo até ele, com a alternância entre renda perpétua e consumo do principal ao lado do resultado.
Calculadora de renda passiva
Dois modelos no mesmo formulário: renda perpétua e consumo do principal. A conta roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado.
IPCA acumulado em 12 meses, em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central. É o único campo com botão de premissa pronta, e ele só existe porque a linha traz valor e data.
A taxa de retirada real e o retorno real da acumulação nascem vazios e sem botão: não existe linha datada para nenhum dos dois. Enquanto o retorno real estiver em branco, o card entrega só o patrimônio-alvo, e o prazo aparece quando você declarar o retorno real que considera defensável.
Nada do que você digita é enviado ou salvo: roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado. Não há campo de e-mail, não há modal e não há faixa de patrimônio para declarar.
Hipótese declarada desta página, enquanto os campos estão vazios: gasto de R$ 4.000,00 por mês e taxa de retirada de 4,00% ao ano, pela conta gasto anual ÷ taxa de retirada. Digita o teu gasto e a tua taxa e o número passa a ser o teu.
O número é aritmética sobre a premissa que você digitou, e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Nenhuma das três linhas de sensibilidade é cenário esperado ou mais provável. Na leitura de renda líquida, a conta aplica a linha de 15% da tabela regressiva da renda fixa (acima de 720 dias, Lei 11.033/2004, art. 1º) sobre a retirada, porque a retirada desta página é de prazo longo por construção; a alternância não calcula líquido para provento de ação nem para rendimento de fundo imobiliário. Nada do que você digita é enviado ou salvo.
O campo de inflação já vem com premissa datada: o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central, com a data ao lado do valor na tela.
A taxa de retirada é campo teu e nasce vazia, sem botão de premissa. Por quê? Porque não existe linha datada para ela, e aqui a gente prefere campo em branco a número sem data.
Nada do que você digita sai do teu navegador. Não tem cadastro, não tem campo de e-mail, não tem modal e não tem faixa de patrimônio para declarar.
Colado no resultado fica a nota de premissa: o número é aritmética sobre a premissa que você digitou, e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Se você não quiser digitar nada agora, tudo bem — vamos fazer uma conta de padeiro aqui. A escada abaixo já está pronta.
| Gasto mensal da hipótese | Gasto anual (×12) | Patrimônio-alvo a 3% ao ano de retirada (hipótese) | Patrimônio-alvo a 4% ao ano de retirada (hipótese) |
|---|---|---|---|
| R$ 2.000 | R$ 24.000 | R$ 800.000 | R$ 600.000 |
| R$ 3.000 | R$ 36.000 | R$ 1.200.000 | R$ 900.000 |
| R$ 4.000 | R$ 48.000 | R$ 1.600.000 | R$ 1.200.000 |
| R$ 6.000 | R$ 72.000 | R$ 2.400.000 | R$ 1.800.000 |
| R$ 10.000 | R$ 120.000 | R$ 4.000.000 | R$ 3.000.000 |
| R$ 20.000 | R$ 240.000 | R$ 8.000.000 | R$ 6.000.000 |
As duas taxas da tabela são hipóteses redondas desta página, usadas para mostrar a aritmética. Nenhuma das duas é taxa recomendada, e nenhuma linha é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
De que conta saiu esse número?
Gasto anual dividido pela taxa de retirada: é essa a conta inteira, e ela cabe numa linha.
Então, se você quer gastar 34 mil reais por mês e não trabalhar, você tem que ter 20 milhões na conta do teu banco, da tua corretora. Esses dois valores são a hipótese do exemplo que eu dei em 28/07/2023, não leitura de mercado.
A aritmética por trás é essa:
- gasto mensal da hipótese:R$ 34.000
- gasto anual:R$ 34.000 × 12 = R$ 408.000
- patrimônio-alvo:R$ 408.000 ÷ taxa de retirada, e a taxa embutida nessa hipótese é de cerca de 2% ao ano
Troca a taxa e o número muda tudo. Com o divisor em 4%, o mesmo gasto pede metade do patrimônio, e dividir por 4% é a mesma coisa que multiplicar o gasto anual por 25. É daí que sai a regra dos 25x, que circula pronta por aí sem a divisão que a produz.
| Taxa de retirada da hipótese | Múltiplo do gasto anual (1 ÷ taxa) | Patrimônio-alvo do exemplo de R$ 34 mil por mês |
|---|---|---|
| 2% ao ano (hipótese) | 50× | R$ 20,4 milhões |
| 3% ao ano (hipótese) | 33,3× | R$ 13,6 milhões |
| 4% ao ano (hipótese) | 25× | R$ 10,2 milhões |
| 5% ao ano (hipótese) | 20× | R$ 8,16 milhões |
Cada taxa dessa tabela é hipótese da própria página. Nenhuma linha é taxa recomendada nem projeção de rentabilidade. Voltar ao formulário
A ferramenta faz essa divisão com a tua taxa, não com a minha, tá?
Parto do gasto ou do salário?
A renda-alvo sai do teu orçamento, não do teu salário, e é a primeira coisa que o formulário pede.
Paga o teu condomínio, paga o teu IPTU. Se você mora de aluguel, paga o teu aluguel também. Esse é o grosso, e é ele que define a renda-alvo: o campo de gasto mensal não é chute, é a soma das linhas que saem da tua conta todo mês.
Antes de digitar, confere uma por uma:
- moradia
- condomínio
- IPTU
- escola dos filhos
- plano de saúde
- luz e gás
- mercado
- transporte
Quem parte do salário erra nos dois sentidos:
- quem gasta menos do que ganha infla o patrimônio-alvo em centenas de milhares de reais
- quem gasta tudo o que ganha desconta do alvo justamente o que vai continuar pagando depois
O campo que o formulário pede é o gasto, e é por isso que a conferência acima vem antes de digitar. Voltar ao formulário
São duas contas possíveis: a do grosso do orçamento e a do orçamento com luxo. Roda a ferramenta duas vezes e compara os dois números. A distância entre os dois é escolha tua, não conta de mercado, porque você é mais rico não por gastar mais, por ter mais, mas sim por precisar de menos.
Viver do rendimento ou comer o principal?
São duas contas diferentes, e a diferença entre elas é de centenas de milhares de reais: manter o capital intacto e viver só do que ele rende é uma conta; consumir o principal dentro de um prazo, até ele acabar, é outra.
A calculadora responde a primeira por padrão, que é o patrimônio-alvo para renda perpétua. Para a segunda, tem a alternância ao lado do resultado, com o prazo que você escolher.
Na conta perpétua, uma parte do rendimento não pode ser gasta: ela volta para a carteira. Se você já quer sacar o teu dinheiro, você está comendo a semente daquilo que pode gerar um belo jardim para você no futuro.
E tem um limite que vale para as duas. Você precisa criar uma margem de segurança para a tua renda passiva para que caso haja uma interrupção, uma diminuição, uma ruptura nos teus dividendos, nos teus proventos, você continue com o mesmo estilo de vida, beleza? É muito importante que você entenda isso, você não pode viver apertado. Quem monta a conta no limite fica sem para onde correr no ano em que o rendimento não aparece.
Renda perpétua
- O que acontece com o capital
- fica de pé e precisa continuar crescendo
- O que a conta pede de você
- que uma parte do rendimento volte para a carteira
- O que o modelo não cobre
- um ano em que o rendimento não aparece
- Quando ele quebra
- quando a retirada come o que deveria ser reinvestido
Consumo do principal
- O que acontece com o capital
- é consumido até o fim do prazo que você escolheu
- O que a conta pede de você
- que você declare o prazo e aceite o saldo chegando a zero
- O que o modelo não cobre
- viver mais do que o prazo declarado
- Quando ele quebra
- quando a queda vem nos primeiros anos de saque
Declarar o modelo é premissa, não garantia de que o dinheiro dura. Risco de ruína, risco de longevidade e risco de sequência continuam de pé nos dois.
De onde vem a taxa de retirada?
A regra dos 4% tem autor: foi William Bengen quem a escreveu, na década de 90, a partir de uma carteira metade ações e metade títulos americanos, numa janela de 30 anos.
A gente não tem rendimento suficiente para poder gastar 4% do nosso patrimônio por ano sem ficar pobre ao longo do tempo. Isso eu disse em 28/07/2023, e o 4% dali é o número do estudo, não a taxa desta página.
A literatura que recalibra a regra fora dos Estados Unidos chega a taxas menores, e os artigos estão nomeados com autor e título no episódio desta seção. Nenhuma dessas taxas entra aqui como premissa carimbada.
A conta brasileira a gente faz com número datado:
- Selic meta:13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central
- CDI, na taxa DI anualizada em base de 252 dias úteis:13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central
- juro real:é o que sobra depois de descontada a inflação, e é só ele que sustenta retirada
O juro real contratado do Tesouro IPCA+ não entra aqui porque não existe linha datada para ele. Você lê a taxa do dia na página de títulos, preços e taxas do Tesouro Direto.
Por isso o campo de taxa de retirada nasce vazio e sem botão de premissa.
| Retorno nominal da hipótese | Inflação usada na conta | Juro real que sobra (aritmética) |
|---|---|---|
| 8% ao ano | 4,22% em 12 meses até agosto de 2026 | 3,63% ao ano |
| 10% ao ano | 4,22% em 12 meses até agosto de 2026 | 5,55% ao ano |
| 12% ao ano | 4,22% em 12 meses até agosto de 2026 | 7,47% ao ano |
| 8% ao ano | 6% ao ano (hipótese) | 1,89% ao ano |
| 10% ao ano | 6% ao ano (hipótese) | 3,77% ao ano |
| 12% ao ano | 6% ao ano (hipótese) | 5,66% ao ano |
O nominal de cada linha é hipótese redonda desta página; a inflação de 4,22% é o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central; e o juro real é a divisão de um pelo outro. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário
Vídeo: "LEMBRETE RACIONAL - EPISÓDIO 19 - REGRAS PRA APOSENTADORIA", o episódio desta seção.
A inflação muda o meu número?
O resultado desta calculadora está em reais de hoje, e isso só é possível porque a inflação é campo do formulário e não detalhe de rodapé.
Muita gente não sabe diferenciar retorno nominal e retorno real, não sabe diferenciar retorno bruto e retorno líquido. Retorno nominal é o número que aparece no extrato. Retorno real é aquele retorno onde você desconta a inflação. E é só o real que sustenta uma renda que dura trinta anos.
O botão de premissa preenche o campo com o IPCA acumulado em 12 meses, hoje em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central, com a data ao lado do número na tela.
Inflação futura é premissa que você escolhe, nunca previsão minha. E a tua inflação de custo de vida pode ser maior que o índice, porque o teu orçamento não tem o peso da cesta do IBGE.
Quanto o imposto come dessa renda?
A renda que paga as tuas contas é a líquida, e o patrimônio-alvo que a calculadora devolve nasce de uma renda bruta. O imposto entra entre os dois.
Nos 180 primeiros dias você paga 22,5% sobre o lucro. Dos 180 aos 360 você paga 20% sobre o lucro. A escala inteira cai com o prazo, e ela está na Lei 11.033/2004, art. 1º.
| Prazo da aplicação | Alíquota sobre o rendimento |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
A tabela é a da Lei 11.033/2004, art. 1º, e a conversão entre taxa diária e anual usa a convenção de 252 dias úteis por ano.
Resgate antes de 30 dias ainda paga IOF sobre o rendimento, de 96% no primeiro dia a 0% no trigésimo, pela tabela do Decreto 6.306/2007, art. 32 e Anexo.
Quem vive de resgate de renda fixa precisa de patrimônio maior do que a conta bruta sugere, e é por isso que a ferramenta alterna renda bruta e renda líquida ao lado do resultado.
Para provento de ação e rendimento de fundo imobiliário esta página não publica alíquota. A regra vigente você confere na Receita Federal e no texto da lei, porque não tenho linha datada para ela aqui.
Isto é aritmética, não planejamento tributário, e não substitui contador, tá?
Quanto vem de dividendo e de FII?
Quanto vem de dividendo e de FII depende dos pesos que você escolher, e é a ferramenta que faz essa quebra.
Ela divide a tua renda anual pelo teu patrimônio-alvo, mostra o yield implícito que o número exige e reparte o alvo entre provento de ação, rendimento de fundo imobiliário e juro de renda fixa.
Quebra do alvo por fonte de renda
Os três pesos nascem vazios: alocação sugerida é exatamente o que esta página não publica. Digita os teus e a quebra aparece.
Renda de R$ 48.000,00 por ano sobre o patrimônio-alvo de R$ 1.200.000,00, pela conta renda anual ÷ patrimônio. Não é yield esperado nem recomendado.
A quebra é a repartição do patrimônio-alvo pelos pesos que você digitou, e a renda de cada fatia é a repartição da mesma renda anual. Nenhum peso vem pré-preenchido, nenhum papel e nenhum fundo é nomeado, e nada disso é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Na escada de hipóteses do começo da página, um patrimônio-alvo de R$ 1.200.000 para pagar R$ 48.000 por ano exige 4,00% ao ano de yield implícito. É a divisão de uma coluna pela outra na tabela abaixo, hipótese desta página.
Quando eu falo carteira total, são ações, são fundos imobiliários, são ações nos Estados Unidos, são renda fixa também. É por isso que o total agregado não basta: ele esconde o rendimento médio que o patrimônio precisa entregar por ano para pagar a renda que você pediu.
E são duas perguntas diferentes, com dois números diferentes:
- renda bruta por fonte:quanto a carteira paga hoje, repartido por classe de ativo
- retirada sustentável:quanto dá para tirar por ano sem o principal acabar, que é o que a página responde mais acima
| Patrimônio da hipótese | Renda anual pedida na hipótese | Yield implícito que o total exige |
|---|---|---|
| R$ 600.000 | R$ 48.000 | 8,00% ao ano |
| R$ 800.000 | R$ 48.000 | 6,00% ao ano |
| R$ 1.000.000 | R$ 48.000 | 4,80% ao ano |
| R$ 1.200.000 | R$ 48.000 | 4,00% ao ano |
| R$ 1.600.000 | R$ 48.000 | 3,00% ao ano |
| R$ 2.400.000 | R$ 48.000 | 2,00% ao ano |
| R$ 3.200.000 | R$ 48.000 | 1,50% ao ano |
A renda de R$ 48.000 por ano é a hipótese de R$ 4.000 por mês da escada do começo da página, e o yield implícito é a divisão de uma coluna pela outra. Não é yield esperado, não é yield recomendado e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário · Calculadora de dividendos
Nenhum papel, nenhum fundo e nenhum percentual de alocação sugerido aparecem aqui. E esta página não publica faixa de yield esperada por classe: o yield de cada classe você lê na ficha do produto que tem na mão.
E se eu estiver errado?
Toda conta de trinta anos erra, e a pergunta útil é de quanto. Por isso o resultado vem com três linhas de sensibilidade ao lado.
Renda passiva tem que contar com a minha incompetência. Ou seja, o plano precisa aguentar o erro de quem fez o plano.
As três linhas são calculadas sobre as premissas que você digitou:
- a taxa de retirada um ponto menor
- o gasto maior do que você contou
- as duas coisas juntas
| Premissa alterada (hipótese) | Taxa real usada na linha | Patrimônio-alvo da linha | Diferença em relação à linha de partida |
|---|---|---|---|
| Linha de partida: gasto de R$ 4.000 por mês | 4% ao ano | R$ 1.200.000 | R$ 0 |
| Taxa real um ponto menor | 3% ao ano | R$ 1.600.000 | + R$ 400.000 |
| Taxa real dois pontos menor | 2% ao ano | R$ 2.400.000 | + R$ 1.200.000 |
| Gasto 10% maior: R$ 4.400 por mês | 4% ao ano | R$ 1.320.000 | + R$ 120.000 |
| Gasto 20% maior: R$ 4.800 por mês | 4% ao ano | R$ 1.440.000 | + R$ 240.000 |
| As duas juntas: gasto 20% maior e taxa um ponto menor | 3% ao ano | R$ 1.920.000 | + R$ 720.000 |
Cada linha é hipótese desta página sobre o que você digitou, com a premissa à vista. Nenhuma é cenário esperado ou mais provável: a mais confortável não é mais provável que a outra. E nenhuma é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário
Esta página também não publica probabilidade de sucesso nem chance de falha do plano, porque não existe linha datada para nenhuma das duas.
O que a tabela responde é se o teu plano aguenta errar. Olha que perigo isso, você chegar lá no final da tua vida e não ter dinheiro suficiente para pagar a tua moradia. Se um ponto de taxa muda o alvo em anos de aporte, o plano é frágil, e você descobre isso agora, não aos 60.
E o que faz a conta quebrar não é só a média. É a ordem: queda nos primeiros anos de saque machuca mais que a mesma queda no fim.
O plano de saúde entra no número?
Duas despesas entram na conta justamente quando a renda do trabalho para, e cada uma empurra o patrimônio-alvo para cima.
- Reserva de emergência:fica fora do patrimônio que gera renda. Dinheiro que pode ser resgatado a qualquer momento não sustenta uma retirada de trinta anos, e se a reserva estiver dentro do alvo, o alvo está menor do que deveria.
- Plano de saúde:a mensalidade sobe por faixa de idade exatamente no período em que a renda do trabalho não existe mais.
Preço de plano não entra nesta página como cifra, porque não há linha datada para publicar. O valor da tua faixa está na tabela do teu contrato e na proposta da operadora, e é esse número que você soma ao campo de gasto mensal antes de rodar a conta.
Quanto muda se eu guardar mais?
Na fase de acumulação, a alavanca é o quanto você guarda, não o quanto você acerta de rentabilidade.
E aí é claro, a pessoa que chega nesse patamar de poder falar sim para tudo, é porque ela soube falar não anteriormente. O percentual da renda que entra no campo de aporte é esse não, virado número.
A tabela desta seção mostra o prazo até o alvo para vários percentuais da tua renda guardados por mês, com o retorno real declarado no cabeçalho e o resultado em reais de hoje.
Premissa do cabeçalho: retorno real de 4% ao ano, que é hipótese redonda desta página, aporte mensal constante, partindo de zero, alvo de R$ 600.000 em reais de hoje.
| Percentual da renda guardado (hipótese) | Aporte mensal sobre uma renda de R$ 3.000 | Prazo até o alvo de R$ 600.000 em reais de hoje |
|---|---|---|
| 6% | R$ 180 | 63,2 anos |
| 10% | R$ 300 | 51,5 anos |
| 15% | R$ 450 | 42,8 anos |
| 20% | R$ 600 | 37,0 anos |
| 30% | R$ 900 | 29,5 anos |
| 40% | R$ 1.200 | 24,7 anos |
Cada linha é aritmética sobre a premissa declarada no cabeçalho, não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade, e a renda de R$ 3.000 é hipótese desta página para tornar o percentual legível em reais. Voltar ao campo de aporte mensal
Vídeo: "COMO TER 10 MIL DE RENDA - LEMBRETE RACIONAL - EPISÓDIO 64", o episódio desta seção.
Dobrar o percentual guardado encurta o prazo mais do que somar um ponto na taxa. É por isso que a conta começa pelo orçamento, e não pela carteira.
A ferramenta aceita cento e vinte reais por mês do mesmo jeito que aceita cinco mil. O prazo que ela devolve é honesto nos dois casos.
O que fazer depois do número?
Depois que a calculadora devolve o patrimônio-alvo e o prazo, são três coisas:
- acompanhar as premissas que envelhecem o teu número: a inflação do ano, o juro real contratado e a regra do imposto
- ler o pilar conceitual, se o que faltou foi o conceito
- rodar a conta vizinha, se a pergunta mudou
Para acompanhar sem voltar a procurar, tem um grupo gratuito no WhatsApp com o que muda no mercado e o que aquilo significa para quem tem dinheiro aplicado. É de graça, não tem modal, não pede faixa de patrimônio e você sai quando quiser.
Os três destinos, cada um pela pergunta que responde:
- O que é renda passiva e como começar:/blog/aprender/renda-passiva, que é o pilar deste tema e explica o que esta página não explica.
- Quanto a carteira paga por fonte:/blog/ferramentas/calculadora-dividendos, se a pergunta que sobrou foi a do yield.
- A aritmética por trás do prazo:/blog/ferramentas/calculadora-juros-compostos, que faz a mesma conta de acumulação campo por campo.
Nenhuma dessas páginas vende nada, tá? Aqui é conteúdo educacional, não recomendação de investimento.
FAQ: Dúvidas sobre a conta da renda
A calculadora salva ou envia os meus dados?
Não. A conta roda no teu navegador, não existe campo de e-mail no formulário e nada do que você digita sai da tua máquina.
Fecha a aba e não sobra registro de nada, tá?
Quanto eu preciso ter para viver de renda?
Depende de dois números teus: o quanto você gasta por ano e a taxa de retirada que você considera defensável.
A conta é o gasto anual dividido pela taxa. Se a taxa for 4%, isso é a mesma coisa que multiplicar o gasto anual por 25.
Quem muda o resultado é a taxa, e é por isso que ela é campo do formulário e não premissa carimbada por mim.
Que taxa de retirada eu digito se eu não sei?
Começa pela mecânica, não pelo número: a taxa que importa é a real, ou seja, o que sobra do rendimento depois da inflação.
Para você ter de onde partir, com data:
- Selic meta:13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central
- CDI:13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central
- juro real contratado do Tesouro IPCA+:você lê o do dia na página de títulos, preços e taxas do Tesouro Direto, que é onde ele tem data
Eu não carimbo aqui uma percentagem de retirada porque não tenho linha datada para ela.
O resultado já vem com imposto e inflação descontados?
Vem, e nas duas pontas: a inflação é campo do formulário, então o número aparece em reais de hoje, e a alternância ao lado do resultado mostra a renda bruta e a renda líquida.
O imposto sobre rendimento de renda fixa segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004, art. 1º, que cai de 22,5% a 15% conforme o prazo.
Para provento de ação e de fundo imobiliário, confere a regra vigente na Receita Federal e no texto da lei. Esta página é aritmética, não planejamento tributário, e não substitui contador.
Dá para rodar a conta com um aporte pequeno?
Dá, e o prazo que sai é honesto.
A tabela de prazo por percentual da renda guardado está nesta página justamente para mostrar onde fica a alavanca: dobrar o quanto você guarda encurta mais o caminho do que somar um ponto na taxa.
Cada linha dela é aritmética sobre a premissa declarada no cabeçalho, não previsão de rentabilidade.
Por que o número desta página deu diferente do que eu vi num vídeo?
Na maioria das vezes é porque são duas perguntas diferentes com o mesmo enunciado.
Quanto preciso para receber X por mês pelo rendimento bruto de uma carteira hoje dá um número. Quanto preciso para retirar X por mês durante trinta anos sem ficar sem dinheiro dá outro, bem maior.
Esta página responde a segunda por padrão e declara isso ao lado do resultado. A quebra por fonte de renda responde a primeira, numa seção própria.
Posso contar com o INSS nessa conta?
Como complemento, sim; como base do plano, não.
O valor do benefício depende do teu histórico de contribuição e de um teto que muda por regra e por ano, então esta página não publica nem o teto nem alíquota.
O número da tua situação está no extrato de contribuição do Meu INSS, e é de lá que sai o valor que você eventualmente subtrai do campo de gasto mensal antes de rodar a conta.
Hulisses Dias
Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor
No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

