Ferramentas · Renda passiva

Calculadora de renda passiva: o teu número e a premissa

4,22% em 12 meses · IPCA até agosto de 2026 · série SGS 13522, do IBGE via Banco Central

Quanto preciso para viver de renda?

Resposta direta

Quanto você precisa para viver de renda é o teu gasto anual dividido pela taxa de retirada que você considera defensável, e a conta roda aqui em cima.

Você digita o gasto mensal, o patrimônio que já tem e o aporte. Saem o patrimônio-alvo e o prazo até ele, com a alternância entre renda perpétua e consumo do principal ao lado do resultado.

Calculadora de renda passiva

Dois modelos no mesmo formulário: renda perpétua e consumo do principal. A conta roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado.

Modelo da conta
Leitura da renda
Premissa pronta — preenche o campo de inflação

IPCA acumulado em 12 meses, em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central. É o único campo com botão de premissa pronta, e ele só existe porque a linha traz valor e data.

A taxa de retirada real e o retorno real da acumulação nascem vazios e sem botão: não existe linha datada para nenhum dos dois. Enquanto o retorno real estiver em branco, o card entrega só o patrimônio-alvo, e o prazo aparece quando você declarar o retorno real que considera defensável.

Nada do que você digita é enviado ou salvo: roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado. Não há campo de e-mail, não há modal e não há faixa de patrimônio para declarar.

Patrimônio-alvo para renda perpétua
R$ 1.200.000,00

Hipótese declarada desta página, enquanto os campos estão vazios: gasto de R$ 4.000,00 por mês e taxa de retirada de 4,00% ao ano, pela conta gasto anual ÷ taxa de retirada. Digita o teu gasto e a tua taxa e o número passa a ser o teu.

Gasto anual que entrou na contaR$ 48.000,00
Retirada anual bruta que o alvo precisa pagarR$ 48.000,00
Prazo até o alvo, com o teu aportedeclare o retorno real da acumulação
E se eu estiver errado — três linhas de sensibilidade
Taxa real um ponto menor: 3,00% ao anoR$ 1.600.000,00 · + R$ 400.000,00
Gasto 20% maior: R$ 4.800,00 por mêsR$ 1.440.000,00 · + R$ 240.000,00
As duas juntasR$ 1.920.000,00 · + R$ 720.000,00

O número é aritmética sobre a premissa que você digitou, e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Nenhuma das três linhas de sensibilidade é cenário esperado ou mais provável. Na leitura de renda líquida, a conta aplica a linha de 15% da tabela regressiva da renda fixa (acima de 720 dias, Lei 11.033/2004, art. 1º) sobre a retirada, porque a retirada desta página é de prazo longo por construção; a alternância não calcula líquido para provento de ação nem para rendimento de fundo imobiliário. Nada do que você digita é enviado ou salvo.

O campo de inflação já vem com premissa datada: o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central, com a data ao lado do valor na tela.

4,22%
IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central — é a premissa de inflação do formulário, não previsão de inflação futura.

A taxa de retirada é campo teu e nasce vazia, sem botão de premissa. Por quê? Porque não existe linha datada para ela, e aqui a gente prefere campo em branco a número sem data.

Nada do que você digita sai do teu navegador. Não tem cadastro, não tem campo de e-mail, não tem modal e não tem faixa de patrimônio para declarar.

Colado no resultado fica a nota de premissa: o número é aritmética sobre a premissa que você digitou, e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Se você não quiser digitar nada agora, tudo bem — vamos fazer uma conta de padeiro aqui. A escada abaixo já está pronta.

Escada de cenários prontos, renderizada na página e independente do formulário: as duas taxas de retirada declaradas no cabeçalho de cada coluna são hipóteses redondas da própria página, não são taxa recomendada e nenhuma linha é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade
Gasto mensal da hipótese Gasto anual (×12) Patrimônio-alvo a 3% ao ano de retirada (hipótese) Patrimônio-alvo a 4% ao ano de retirada (hipótese)
R$ 2.000R$ 24.000R$ 800.000R$ 600.000
R$ 3.000R$ 36.000R$ 1.200.000R$ 900.000
R$ 4.000R$ 48.000R$ 1.600.000R$ 1.200.000
R$ 6.000R$ 72.000R$ 2.400.000R$ 1.800.000
R$ 10.000R$ 120.000R$ 4.000.000R$ 3.000.000
R$ 20.000R$ 240.000R$ 8.000.000R$ 6.000.000

As duas taxas da tabela são hipóteses redondas desta página, usadas para mostrar a aritmética. Nenhuma das duas é taxa recomendada, e nenhuma linha é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

De que conta saiu esse número?

Gasto anual dividido pela taxa de retirada: é essa a conta inteira, e ela cabe numa linha.

Então, se você quer gastar 34 mil reais por mês e não trabalhar, você tem que ter 20 milhões na conta do teu banco, da tua corretora. Esses dois valores são a hipótese do exemplo que eu dei em 28/07/2023, não leitura de mercado.

A aritmética por trás é essa:

  • gasto mensal da hipótese:R$ 34.000
  • gasto anual:R$ 34.000 × 12 = R$ 408.000
  • patrimônio-alvo:R$ 408.000 ÷ taxa de retirada, e a taxa embutida nessa hipótese é de cerca de 2% ao ano

Troca a taxa e o número muda tudo. Com o divisor em 4%, o mesmo gasto pede metade do patrimônio, e dividir por 4% é a mesma coisa que multiplicar o gasto anual por 25. É daí que sai a regra dos 25x, que circula pronta por aí sem a divisão que a produz.

Cada taxa de retirada desta tabela é hipótese da própria página: nenhuma linha é taxa recomendada nem projeção de rentabilidade
Taxa de retirada da hipótese Múltiplo do gasto anual (1 ÷ taxa) Patrimônio-alvo do exemplo de R$ 34 mil por mês
2% ao ano (hipótese)50×R$ 20,4 milhões
3% ao ano (hipótese)33,3×R$ 13,6 milhões
4% ao ano (hipótese)25×R$ 10,2 milhões
5% ao ano (hipótese)20×R$ 8,16 milhões

Cada taxa dessa tabela é hipótese da própria página. Nenhuma linha é taxa recomendada nem projeção de rentabilidade. Voltar ao formulário

A ferramenta faz essa divisão com a tua taxa, não com a minha, tá?

Parto do gasto ou do salário?

A renda-alvo sai do teu orçamento, não do teu salário, e é a primeira coisa que o formulário pede.

Paga o teu condomínio, paga o teu IPTU. Se você mora de aluguel, paga o teu aluguel também. Esse é o grosso, e é ele que define a renda-alvo: o campo de gasto mensal não é chute, é a soma das linhas que saem da tua conta todo mês.

Antes de digitar, confere uma por uma:

  • moradia
  • condomínio
  • IPTU
  • escola dos filhos
  • plano de saúde
  • luz e gás
  • mercado
  • transporte
Partir do salário é o erro

Quem parte do salário erra nos dois sentidos:

  • quem gasta menos do que ganha infla o patrimônio-alvo em centenas de milhares de reais
  • quem gasta tudo o que ganha desconta do alvo justamente o que vai continuar pagando depois

O campo que o formulário pede é o gasto, e é por isso que a conferência acima vem antes de digitar. Voltar ao formulário

São duas contas possíveis: a do grosso do orçamento e a do orçamento com luxo. Roda a ferramenta duas vezes e compara os dois números. A distância entre os dois é escolha tua, não conta de mercado, porque você é mais rico não por gastar mais, por ter mais, mas sim por precisar de menos.

Viver do rendimento ou comer o principal?

São duas contas diferentes, e a diferença entre elas é de centenas de milhares de reais: manter o capital intacto e viver só do que ele rende é uma conta; consumir o principal dentro de um prazo, até ele acabar, é outra.

A calculadora responde a primeira por padrão, que é o patrimônio-alvo para renda perpétua. Para a segunda, tem a alternância ao lado do resultado, com o prazo que você escolher.

Na conta perpétua, uma parte do rendimento não pode ser gasta: ela volta para a carteira. Se você já quer sacar o teu dinheiro, você está comendo a semente daquilo que pode gerar um belo jardim para você no futuro.

E tem um limite que vale para as duas. Você precisa criar uma margem de segurança para a tua renda passiva para que caso haja uma interrupção, uma diminuição, uma ruptura nos teus dividendos, nos teus proventos, você continue com o mesmo estilo de vida, beleza? É muito importante que você entenda isso, você não pode viver apertado. Quem monta a conta no limite fica sem para onde correr no ano em que o rendimento não aparece.

Modelo 1

Renda perpétua

O que acontece com o capital
fica de pé e precisa continuar crescendo
O que a conta pede de você
que uma parte do rendimento volte para a carteira
O que o modelo não cobre
um ano em que o rendimento não aparece
Quando ele quebra
quando a retirada come o que deveria ser reinvestido
Modelo 2

Consumo do principal

O que acontece com o capital
é consumido até o fim do prazo que você escolheu
O que a conta pede de você
que você declare o prazo e aceite o saldo chegando a zero
O que o modelo não cobre
viver mais do que o prazo declarado
Quando ele quebra
quando a queda vem nos primeiros anos de saque

Declarar o modelo é premissa, não garantia de que o dinheiro dura. Risco de ruína, risco de longevidade e risco de sequência continuam de pé nos dois.

De onde vem a taxa de retirada?

A regra dos 4% tem autor: foi William Bengen quem a escreveu, na década de 90, a partir de uma carteira metade ações e metade títulos americanos, numa janela de 30 anos.

A gente não tem rendimento suficiente para poder gastar 4% do nosso patrimônio por ano sem ficar pobre ao longo do tempo. Isso eu disse em 28/07/2023, e o 4% dali é o número do estudo, não a taxa desta página.

A literatura que recalibra a regra fora dos Estados Unidos chega a taxas menores, e os artigos estão nomeados com autor e título no episódio desta seção. Nenhuma dessas taxas entra aqui como premissa carimbada.

A conta brasileira a gente faz com número datado:

  • Selic meta:13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central
  • CDI, na taxa DI anualizada em base de 252 dias úteis:13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central
  • juro real:é o que sobra depois de descontada a inflação, e é só ele que sustenta retirada
13,75% a.a.
Selic, meta definida pelo Copom e vigente em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central.
13,65% a.a.
CDI, taxa DI anualizada na base de 252 dias úteis, em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central.

O juro real contratado do Tesouro IPCA+ não entra aqui porque não existe linha datada para ele. Você lê a taxa do dia na página de títulos, preços e taxas do Tesouro Direto.

Por isso o campo de taxa de retirada nasce vazio e sem botão de premissa.

De nominal para real
O retorno nominal de cada linha é hipótese redonda da própria página e o juro real é a divisão de uma coluna pela outra: não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade
Retorno nominal da hipótese Inflação usada na conta Juro real que sobra (aritmética)
8% ao ano4,22% em 12 meses até agosto de 20263,63% ao ano
10% ao ano4,22% em 12 meses até agosto de 20265,55% ao ano
12% ao ano4,22% em 12 meses até agosto de 20267,47% ao ano
8% ao ano6% ao ano (hipótese)1,89% ao ano
10% ao ano6% ao ano (hipótese)3,77% ao ano
12% ao ano6% ao ano (hipótese)5,66% ao ano

O nominal de cada linha é hipótese redonda desta página; a inflação de 4,22% é o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central; e o juro real é a divisão de um pelo outro. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário

Vídeo: "LEMBRETE RACIONAL - EPISÓDIO 19 - REGRAS PRA APOSENTADORIA", o episódio desta seção.

A inflação muda o meu número?

O resultado desta calculadora está em reais de hoje, e isso só é possível porque a inflação é campo do formulário e não detalhe de rodapé.

Muita gente não sabe diferenciar retorno nominal e retorno real, não sabe diferenciar retorno bruto e retorno líquido. Retorno nominal é o número que aparece no extrato. Retorno real é aquele retorno onde você desconta a inflação. E é só o real que sustenta uma renda que dura trinta anos.

O botão de premissa preenche o campo com o IPCA acumulado em 12 meses, hoje em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do IBGE publicada pelo Banco Central, com a data ao lado do número na tela.

Inflação futura é premissa que você escolhe, nunca previsão minha. E a tua inflação de custo de vida pode ser maior que o índice, porque o teu orçamento não tem o peso da cesta do IBGE.

Quanto o imposto come dessa renda?

A renda que paga as tuas contas é a líquida, e o patrimônio-alvo que a calculadora devolve nasce de uma renda bruta. O imposto entra entre os dois.

Nos 180 primeiros dias você paga 22,5% sobre o lucro. Dos 180 aos 360 você paga 20% sobre o lucro. A escala inteira cai com o prazo, e ela está na Lei 11.033/2004, art. 1º.

Tabela regressiva do imposto de renda na renda fixa, pela Lei 11.033/2004, art. 1º: alíquota sobre o rendimento conforme o prazo da aplicação
Prazo da aplicação Alíquota sobre o rendimento
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

A tabela é a da Lei 11.033/2004, art. 1º, e a conversão entre taxa diária e anual usa a convenção de 252 dias úteis por ano.

22,5% a 15%
Alíquota sobre o rendimento, conforme o prazo da aplicação — tabela regressiva da renda fixa, Lei 11.033/2004, art. 1º. A alternância de renda líquida usa a linha de 15%, de prazo acima de 720 dias.

Resgate antes de 30 dias ainda paga IOF sobre o rendimento, de 96% no primeiro dia a 0% no trigésimo, pela tabela do Decreto 6.306/2007, art. 32 e Anexo.

Quem vive de resgate de renda fixa precisa de patrimônio maior do que a conta bruta sugere, e é por isso que a ferramenta alterna renda bruta e renda líquida ao lado do resultado.

Para provento de ação e rendimento de fundo imobiliário esta página não publica alíquota. A regra vigente você confere na Receita Federal e no texto da lei, porque não tenho linha datada para ela aqui.

Isto é aritmética, não planejamento tributário, e não substitui contador, tá?

Quanto vem de dividendo e de FII?

Quanto vem de dividendo e de FII depende dos pesos que você escolher, e é a ferramenta que faz essa quebra.

Ela divide a tua renda anual pelo teu patrimônio-alvo, mostra o yield implícito que o número exige e reparte o alvo entre provento de ação, rendimento de fundo imobiliário e juro de renda fixa.

Quebra do alvo por fonte de renda

Os três pesos nascem vazios: alocação sugerida é exatamente o que esta página não publica. Digita os teus e a quebra aparece.

Yield implícito que o teu número exige
4,00% ao ano

Renda de R$ 48.000,00 por ano sobre o patrimônio-alvo de R$ 1.200.000,00, pela conta renda anual ÷ patrimônio. Não é yield esperado nem recomendado.

Provento de açãopreenche os três pesos
Rendimento de fundo imobiliáriopreenche os três pesos
Juro de renda fixapreenche os três pesos

A quebra é a repartição do patrimônio-alvo pelos pesos que você digitou, e a renda de cada fatia é a repartição da mesma renda anual. Nenhum peso vem pré-preenchido, nenhum papel e nenhum fundo é nomeado, e nada disso é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Na escada de hipóteses do começo da página, um patrimônio-alvo de R$ 1.200.000 para pagar R$ 48.000 por ano exige 4,00% ao ano de yield implícito. É a divisão de uma coluna pela outra na tabela abaixo, hipótese desta página.

4,00% a.a.
Yield implícito da hipótese: o que R$ 1.200.000 precisa render por ano para pagar R$ 4.000 por mês, pela aritmética da tabela desta seção. Não é yield esperado nem recomendado.

Quando eu falo carteira total, são ações, são fundos imobiliários, são ações nos Estados Unidos, são renda fixa também. É por isso que o total agregado não basta: ele esconde o rendimento médio que o patrimônio precisa entregar por ano para pagar a renda que você pediu.

E são duas perguntas diferentes, com dois números diferentes:

  • renda bruta por fonte:quanto a carteira paga hoje, repartido por classe de ativo
  • retirada sustentável:quanto dá para tirar por ano sem o principal acabar, que é o que a página responde mais acima
Yield implícito por patrimônio para uma renda anual de R$ 48.000, que é a hipótese de R$ 4.000 por mês da escada do começo da página: o yield é a divisão de uma coluna pela outra e não é yield esperado, recomendado nem projeção de rentabilidade
Patrimônio da hipótese Renda anual pedida na hipótese Yield implícito que o total exige
R$ 600.000R$ 48.0008,00% ao ano
R$ 800.000R$ 48.0006,00% ao ano
R$ 1.000.000R$ 48.0004,80% ao ano
R$ 1.200.000R$ 48.0004,00% ao ano
R$ 1.600.000R$ 48.0003,00% ao ano
R$ 2.400.000R$ 48.0002,00% ao ano
R$ 3.200.000R$ 48.0001,50% ao ano

A renda de R$ 48.000 por ano é a hipótese de R$ 4.000 por mês da escada do começo da página, e o yield implícito é a divisão de uma coluna pela outra. Não é yield esperado, não é yield recomendado e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário · Calculadora de dividendos

Nenhum papel, nenhum fundo e nenhum percentual de alocação sugerido aparecem aqui. E esta página não publica faixa de yield esperada por classe: o yield de cada classe você lê na ficha do produto que tem na mão.

E se eu estiver errado?

Toda conta de trinta anos erra, e a pergunta útil é de quanto. Por isso o resultado vem com três linhas de sensibilidade ao lado.

Renda passiva tem que contar com a minha incompetência. Ou seja, o plano precisa aguentar o erro de quem fez o plano.

As três linhas são calculadas sobre as premissas que você digitou:

  • a taxa de retirada um ponto menor
  • o gasto maior do que você contou
  • as duas coisas juntas
Sensibilidade do patrimônio-alvo sobre a hipótese de gasto de R$ 4.000 por mês: cada linha é hipótese da própria página, nenhuma é cenário esperado ou mais provável, e nenhuma é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade
Premissa alterada (hipótese) Taxa real usada na linha Patrimônio-alvo da linha Diferença em relação à linha de partida
Linha de partida: gasto de R$ 4.000 por mês4% ao anoR$ 1.200.000R$ 0
Taxa real um ponto menor3% ao anoR$ 1.600.000+ R$ 400.000
Taxa real dois pontos menor2% ao anoR$ 2.400.000+ R$ 1.200.000
Gasto 10% maior: R$ 4.400 por mês4% ao anoR$ 1.320.000+ R$ 120.000
Gasto 20% maior: R$ 4.800 por mês4% ao anoR$ 1.440.000+ R$ 240.000
As duas juntas: gasto 20% maior e taxa um ponto menor3% ao anoR$ 1.920.000+ R$ 720.000

Cada linha é hipótese desta página sobre o que você digitou, com a premissa à vista. Nenhuma é cenário esperado ou mais provável: a mais confortável não é mais provável que a outra. E nenhuma é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Voltar ao formulário

+ R$ 400 mil
O que um ponto a menos de taxa real faz com o alvo da hipótese de R$ 4.000 por mês, pela tabela desta seção — de R$ 1.200.000 para R$ 1.600.000.

Esta página também não publica probabilidade de sucesso nem chance de falha do plano, porque não existe linha datada para nenhuma das duas.

O que a tabela responde é se o teu plano aguenta errar. Olha que perigo isso, você chegar lá no final da tua vida e não ter dinheiro suficiente para pagar a tua moradia. Se um ponto de taxa muda o alvo em anos de aporte, o plano é frágil, e você descobre isso agora, não aos 60.

E o que faz a conta quebrar não é só a média. É a ordem: queda nos primeiros anos de saque machuca mais que a mesma queda no fim.

O plano de saúde entra no número?

Duas despesas entram na conta justamente quando a renda do trabalho para, e cada uma empurra o patrimônio-alvo para cima.

  • Reserva de emergência:fica fora do patrimônio que gera renda. Dinheiro que pode ser resgatado a qualquer momento não sustenta uma retirada de trinta anos, e se a reserva estiver dentro do alvo, o alvo está menor do que deveria.
  • Plano de saúde:a mensalidade sobe por faixa de idade exatamente no período em que a renda do trabalho não existe mais.

Preço de plano não entra nesta página como cifra, porque não há linha datada para publicar. O valor da tua faixa está na tabela do teu contrato e na proposta da operadora, e é esse número que você soma ao campo de gasto mensal antes de rodar a conta.

Quanto muda se eu guardar mais?

Na fase de acumulação, a alavanca é o quanto você guarda, não o quanto você acerta de rentabilidade.

E aí é claro, a pessoa que chega nesse patamar de poder falar sim para tudo, é porque ela soube falar não anteriormente. O percentual da renda que entra no campo de aporte é esse não, virado número.

A tabela desta seção mostra o prazo até o alvo para vários percentuais da tua renda guardados por mês, com o retorno real declarado no cabeçalho e o resultado em reais de hoje.

Prazo por percentual guardado

Premissa do cabeçalho: retorno real de 4% ao ano, que é hipótese redonda desta página, aporte mensal constante, partindo de zero, alvo de R$ 600.000 em reais de hoje.

Prazo até o alvo de R$ 600.000 em reais de hoje por percentual da renda guardado, a 4% ao ano de retorno real declarado como hipótese redonda da própria página, com aporte mensal constante partindo de zero
Percentual da renda guardado (hipótese) Aporte mensal sobre uma renda de R$ 3.000 Prazo até o alvo de R$ 600.000 em reais de hoje
6%R$ 18063,2 anos
10%R$ 30051,5 anos
15%R$ 45042,8 anos
20%R$ 60037,0 anos
30%R$ 90029,5 anos
40%R$ 1.20024,7 anos

Cada linha é aritmética sobre a premissa declarada no cabeçalho, não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade, e a renda de R$ 3.000 é hipótese desta página para tornar o percentual legível em reais. Voltar ao campo de aporte mensal

22 anos
A diferença de prazo entre guardar 10% e guardar 30% da renda, pela tabela desta seção, a 4% ao ano de retorno real declarado como hipótese — de 51,5 anos para 29,5 anos.

Vídeo: "COMO TER 10 MIL DE RENDA - LEMBRETE RACIONAL - EPISÓDIO 64", o episódio desta seção.

Dobrar o percentual guardado encurta o prazo mais do que somar um ponto na taxa. É por isso que a conta começa pelo orçamento, e não pela carteira.

A ferramenta aceita cento e vinte reais por mês do mesmo jeito que aceita cinco mil. O prazo que ela devolve é honesto nos dois casos.

O que fazer depois do número?

Depois que a calculadora devolve o patrimônio-alvo e o prazo, são três coisas:

  1. acompanhar as premissas que envelhecem o teu número: a inflação do ano, o juro real contratado e a regra do imposto
  2. ler o pilar conceitual, se o que faltou foi o conceito
  3. rodar a conta vizinha, se a pergunta mudou

Para acompanhar sem voltar a procurar, tem um grupo gratuito no WhatsApp com o que muda no mercado e o que aquilo significa para quem tem dinheiro aplicado. É de graça, não tem modal, não pede faixa de patrimônio e você sai quando quiser.

Os três destinos, cada um pela pergunta que responde:

Nenhuma dessas páginas vende nada, tá? Aqui é conteúdo educacional, não recomendação de investimento.

FAQ: Dúvidas sobre a conta da renda

A calculadora salva ou envia os meus dados?

Não. A conta roda no teu navegador, não existe campo de e-mail no formulário e nada do que você digita sai da tua máquina.

Fecha a aba e não sobra registro de nada, tá?

Quanto eu preciso ter para viver de renda?

Depende de dois números teus: o quanto você gasta por ano e a taxa de retirada que você considera defensável.

A conta é o gasto anual dividido pela taxa. Se a taxa for 4%, isso é a mesma coisa que multiplicar o gasto anual por 25.

Quem muda o resultado é a taxa, e é por isso que ela é campo do formulário e não premissa carimbada por mim.

Que taxa de retirada eu digito se eu não sei?

Começa pela mecânica, não pelo número: a taxa que importa é a real, ou seja, o que sobra do rendimento depois da inflação.

Para você ter de onde partir, com data:

  • Selic meta:13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central
  • CDI:13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central
  • juro real contratado do Tesouro IPCA+:você lê o do dia na página de títulos, preços e taxas do Tesouro Direto, que é onde ele tem data

Eu não carimbo aqui uma percentagem de retirada porque não tenho linha datada para ela.

O resultado já vem com imposto e inflação descontados?

Vem, e nas duas pontas: a inflação é campo do formulário, então o número aparece em reais de hoje, e a alternância ao lado do resultado mostra a renda bruta e a renda líquida.

O imposto sobre rendimento de renda fixa segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004, art. 1º, que cai de 22,5% a 15% conforme o prazo.

Para provento de ação e de fundo imobiliário, confere a regra vigente na Receita Federal e no texto da lei. Esta página é aritmética, não planejamento tributário, e não substitui contador.

Dá para rodar a conta com um aporte pequeno?

Dá, e o prazo que sai é honesto.

A tabela de prazo por percentual da renda guardado está nesta página justamente para mostrar onde fica a alavanca: dobrar o quanto você guarda encurta mais o caminho do que somar um ponto na taxa.

Cada linha dela é aritmética sobre a premissa declarada no cabeçalho, não previsão de rentabilidade.

Por que o número desta página deu diferente do que eu vi num vídeo?

Na maioria das vezes é porque são duas perguntas diferentes com o mesmo enunciado.

Quanto preciso para receber X por mês pelo rendimento bruto de uma carteira hoje dá um número. Quanto preciso para retirar X por mês durante trinta anos sem ficar sem dinheiro dá outro, bem maior.

Esta página responde a segunda por padrão e declara isso ao lado do resultado. A quebra por fonte de renda responde a primeira, numa seção própria.

Posso contar com o INSS nessa conta?

Como complemento, sim; como base do plano, não.

O valor do benefício depende do teu histórico de contribuição e de um teto que muda por regra e por ano, então esta página não publica nem o teto nem alíquota.

O número da tua situação está no extrato de contribuição do Meu INSS, e é de lá que sai o valor que você eventualmente subtrai do campo de gasto mensal antes de rodar a conta.

Eu, Hulisses Dias, num retrato de estúdio com camisa polo escura
Analista CNPI · APIMEC
Quem assina

Hulisses Dias

Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor

No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

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