Ferramentas · Simulador de FII

Simulador de FII com cota inteira e provento mensal

4,22% em 12 meses · IPCA até agosto de 2026 · série SGS 13522, do IBGE via Banco Central

Quanto rende uma carteira de FII?

Resposta direta

A calculadora de FII está aberta aqui em cima, sem cadastro e sem nada enviado.

Você digita cinco coisas: valor investido, preço da cota, yield mensal, aporte e prazo. Ela devolve quantas cotas inteiras o teu dinheiro compra, quanto sobra em caixa, o provento do mês e o saldo no fim do prazo.

Simulador de FII

A conta roda no teu navegador, e a página não manda nada para fora.

O campo de yield nasce vazio de propósito: o yield do teu fundo está no relatório gerencial dele e no extrato da tua corretora, com a data da leitura anotada ao lado.

Cotas inteiras que o teu valor compra
53

Com R$ 500,00 a R$ 9,40 por cota, sobram R$ 1,80 em caixa.

Sobra em caixaR$ 1,80
Provento do primeiro ciclo cheiodigite o yield
Saldo no fim de 10 anos, em reais nominaisdigite o yield
O mesmo saldo em reais de hojedigite o yield

Aritmética sobre a premissa que você digitou, com yield constante do primeiro ao último mês e preço de cota constante. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. A conversão para reais de hoje usa o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, 4,22%, apurado pelo IBGE e publicado pelo Banco Central na série SGS 13522 — premissa declarada e fixa, não um sexto campo. Nada do que você digita é enviado ou salvo.

Premissa desta tabela: yield constante do primeiro ao último mês, preço de cota constante e todo provento reinvestido.

Saída da calculadora ano a ano, sobre a premissa que você digitou: yield constante do primeiro ao último mês, preço de cota constante e todo provento reinvestido. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Ano Cotas acumuladas no fim do ano Provento do ano Caixa em aberto Saldo no fim do ano
Digite o yield mensal do teu fundo para a tabela ano a ano aparecer aqui.

Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

O resultado vem em duas colunas: em reais nominais e em reais de hoje. A conversão para reais de hoje usa o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, que ficou em 4,22%. Esse índice é apurado pelo IBGE e publicado pelo Banco Central na série SGS 13522.

4,22%
IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, na série SGS 13522 (IBGE via Banco Central) — é a premissa que converte o resultado para reais de hoje, não o que a tua carteira vai render.

O campo de yield não vem preenchido, e isso é de propósito. Por quê? Porque fundo imobiliário distribui rendimento que muda de mês para mês. Não existe uma taxa de FII para carimbar aqui, e número que eu não consigo datar eu não publico.

Colada ao resultado tem uma nota que diz o que esse número é: aritmética sobre a premissa que você digitou, com yield constante do primeiro ao último mês. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Hipótese declarada: cota a R$ 9,40. Não é cotação de fundo nenhum, é o número que eu uso aqui para mostrar a conta, e a divisão é inteira porque cota é inteira.

Divisão inteira do aporte pela hipótese declarada de R$ 9,40 por cota: cotas inteiras e sobra em caixa. Aritmética sobre hipótese declarada, não cotação de fundo nenhum.
Aporte Cotas inteiras Sobra em caixa
R$ 10010R$ 6,00
R$ 20021R$ 2,60
R$ 50053R$ 1,80
R$ 1.000106R$ 3,60
R$ 2.000212R$ 7,20
R$ 5.000531R$ 8,60

Hipótese declarada de cota a R$ 9,40, não cotação de fundo nenhum. Nenhuma célula desta tabela carrega yield, e a divisão é inteira porque cota é inteira. Atualizado em outubro/2026.

Quantas cotas o meu dinheiro compra?

Cota de fundo imobiliário é inteira, e por isso o dinheiro quase nunca entra redondo: o aporte compra um número inteiro de cotas e deixa troco em caixa.

Fundo imobiliário é condomínio fechado. Na prática, eu não posso chegar e querer botar 10 mil reais pra dentro de um fundo imobiliário. Eu não posso tirar 5 mil reais de capital de um fundo imobiliário. O que existe é comprar cota de quem já está dentro. O mercado secundário é justamente aquele mercado que as pessoas compram e vendem as suas cotas, as suas parcelas do capital de acordo com a oferta e a demanda.

Então a conta do aporte tem duas saídas, não uma: as cotas inteiras e a sobra em caixa.

A conta inteira, do que entra ao que fica parado, são três passos:

  1. O aporte: o valor que você tem disponível para comprar cota neste mês.
  2. As cotas inteiras: o aporte dividido pelo preço da cota, e só a parte inteira dessa divisão conta.
  3. A sobra em caixa: o resto dessa divisão, que fica parado até o próximo aporte ou até o próximo provento completar o valor de mais uma cota.

Vamos dizer que a cota esteja em R$ 9,40 e você tenha R$ 500.

53 cotas e R$ 1,80 em caixa.

53 cotas
o que R$ 500 compram na hipótese declarada de R$ 9,40 por cota, com a divisão inteira porque cota é inteira.
R$ 1,80
a sobra em caixa da mesma divisão: fica parada até o próximo aporte ou até o próximo provento completar o valor de mais uma cota.

O troco não é erro da conta, é como o ativo funciona, e é por isso que a carteira de FII cresce em degraus e não em curva lisa, tá?

De onde eu tiro o yield?

O dividend yield do teu fundo está no relatório gerencial dele e na tela de proventos da tua corretora, não aqui.

Pra quem não sabe o que é dividend yield, é os dividendos pagos nos últimos 12 meses sobre a cotação do último dia disponível. As duas pontas dessa divisão mudam todo mês, e é por isso que carimbar um número de FII numa página é carimbar o retrato de um dia só.

Então o caminho é o mesmo que eu faço em vídeo quando preciso de uma taxa: abrir a fonte oficial na tela antes de usar o número. No FII são três telas, e cada uma entrega uma coisa diferente:

  • O relatório gerencial mensal do fundopublicado pela gestora: de lá sai o rendimento distribuído naquele mês.
  • A página do fundo na B3:de lá saem os comunicados e o mesmo relatório, na fonte pública.
  • O extrato de proventos da tua corretora:de lá sai o histórico de quanto cada cota tua já pagou.

Anota a data da leitura ao lado do número que você digitar aqui, porque é ela que diz quanto tempo aquela hipótese vale.

Fundo de tijolo ou de papel?

Fundos imobiliários eu acabo dividindo eles em três grandes grupos, que são os fundos de renda, os fundos de desenvolvimento e os fundos de títulos. A divisão não é vocabulário, é matemática diferente dentro da mesma conta.

No fundo de renda o provento sai de contrato de aluguel. Aí importa se o contrato é típico, regido pela lei do inquilinato, ou atípico, quando o inquilino encomenda o prédio nas especificações dele e assina um contrato de vinte anos de prazo. A gente chama isso de build to suit, beleza? O atípico é o que mais se parece com um percentual parado.

No fundo de títulos o provento sai de recebível indexado, e aí o rendimento anda com o indexador: o CDI no lastro pós-fixado, o IPCA mais um prêmio no lastro indexado à inflação. Os dois estão na tabela abaixo, cada um com o valor, a data da leitura e a série em que é publicado.

O que muda na conta entre fundo de renda, fundo de títulos e híbrido: origem do provento, o que o faz subir, o que o faz cair e quanto o percentual parado resiste ao prazo
O que a conta muda Fundo de renda Fundo de títulos Híbrido
origem do provento contrato de aluguel de imóvel do próprio fundo recebível indexado, lastreado em imóvel as duas origens dentro do mesmo fundo
o que faz o provento subir reajuste do contrato e imóvel novo alugado alta do indexador do recebível: o CDI estava em 13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central, no lastro pós-fixado; e o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026 ficou em 4,22%, na série SGS 13522, mais prêmio no indexado à inflação o lado que pesar mais na composição do fundo
o que faz o provento cair vacância e renegociação de aluguel queda do indexador e recebível que atrasa os dois efeitos, na proporção de cada origem
quanto o percentual parado resiste ao prazo contrato atípico de prazo longo é o que mais se parece com percentual parado; contrato típico, regido pela lei do inquilinato, é renegociável pouco: o provento anda com o indexador, então percentual congelado por trinta anos é a hipótese mais frágil entre os dois, conforme a fatia de cada origem

Projetar trinta anos de percentual congelado faz menos sentido ainda nesse segundo caso, tá?

CDI
13,65%
ao ano · leitura de 06/10/2026

Série SGS 4389 do Banco Central, o indexador do lastro pós-fixado do fundo de títulos. Referência datada do ambiente de juros, não o rendimento de fundo nenhum.

Vídeo: "FII'S: O que NINGUÉM te conta sobre Fundos Imobiliários" (01/10/2020) — o bloco em que os fundos imobiliários são divididos em três grandes grupos e o contrato atípico é explicado.

O preço da cota muda o yield?

O yield que você vê num print é o yield de quem comprou naquele preço, não o teu.

O dividend yield tem a cotação no denominador. Ou seja, a mesma distribuição em reais vira percentual maior quando a cota cai e percentual menor quando a cota sobe.

Queda de cota no mercado secundário mexe nos dois lados da divisão: empurra o percentual para cima e derruba o valor da posição de quem já estava dentro. É por isso que você olha o preço de entrada antes de olhar o percentual.

A conta que separa as duas histórias é fria. Pega a distribuição por cota dos últimos doze meses e divide pelo preço que você pagaria hoje. Se o percentual que sai dessa divisão é bem diferente do percentual anunciado, a diferença mora no preço.

Existe ainda o caso do fundo de risco concentrado. Normalmente, esse tipo de fundo, ele vai ter um dividend yield muito alto.

Yield alto é sintoma, não prêmio

O percentual grande ali conta mais sobre a concentração do fundo do que sobre o retorno de quem entra agora.

Quando cai o primeiro rendimento?

O primeiro rendimento entra no ciclo seguinte à tua compra, e isso é calendário, não erro da conta.

Fundo imobiliário trabalha em ciclo, e o ciclo tem três etapas:

  1. O fundo anuncia a distribuição: o valor por cota daquele período sai num comunicado. Nessa data ninguém recebeu nada ainda, o fundo só disse quanto vai pagar.
  2. A data-com: quem está com a cota na carteira no fechamento desse dia recebe aquele provento; quem compra no dia seguinte entra no ciclo seguinte.
  3. O pagamento: o dinheiro cai na conta alguns dias depois da data-com, e cai para quem estava com a cota no fechamento daquele dia, não para quem comprou depois dela.

Onde você lê as três datas do teu fundo: no comunicado ao mercado e no relatório gerencial do fundo, na página dele na B3.

A periodicidade mensal é característica da classe, e é o que torna a simulação mês a mês possível. Eu não carimbo aqui quantos dias cada etapa leva, por quê? Porque esse calendário é de cada fundo e muda de fundo para fundo.

Então a leitura certa da primeira linha da tabela é esta: comprou depois da data-com do mês, o primeiro crédito é o do ciclo seguinte.

A calculadora conta o provento a partir do primeiro ciclo cheio, de propósito, para não antecipar dinheiro que ainda não foi anunciado.

Como ler a tabela ano a ano?

A tabela ano a ano tem quatro colunas, e cada uma responde a uma pergunta diferente. A legenda abaixo diz qual.

A tabela não reavalia nada no caminho: nem o yield, nem o preço da cota. O que ela mostra é o efeito do reinvestimento sobre a hipótese que você digitou, ano a ano.

Legenda das quatro colunas da saída da calculadora, e a pergunta que cada uma responde
Coluna da saída O que ela responde
Cotas acumuladas no fim do ano o tamanho da carteira em unidades, que é o número que de fato cresce
Provento do ano a soma dos doze créditos daquele ano, na hipótese de yield que você digitou
Caixa em aberto o troco que ainda não completou uma cota: sobe e zera, e é por isso que a coluna de cotas dá saltos
Saldo no fim do ano as cotas multiplicadas pelo preço de cota que você informou, sem reavaliar esse preço

E a ressalva que não cabe em célula nenhuma fica aqui: a coluna de saldo congela o preço de cota que você informou porque preço futuro de cota é justamente o que ninguém sabe. Não existe número honesto para pôr ali.

A premissa que atravessa a tabela inteira está escrita acima dela: yield constante do primeiro ao último mês, preço de cota constante e todo provento reinvestido.

Nenhuma dessas três coisas é estável na vida real, e mais abaixo nesta página eu mostro o que acontece quando a primeira sai do lugar.

Quanto o saldo vale hoje?

Renda passiva precisa corrigir a inflação. Um provento de R$ 3.000 por mês em 2046 não é um provento de R$ 3.000 por mês: é o que R$ 3.000 comprarem em 2046, e essa é a conta que quase nenhuma projeção faz.

Premissa declarada do desconto

A calculadora acima mostra as duas colunas lado a lado, o valor nominal e o mesmo valor descontado pela inflação. A premissa do desconto é declarada e fixa: o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, 4,22%, apurado pelo IBGE e publicado pelo Banco Central na série SGS 13522. Ela não é um sexto campo do formulário, é o índice datado impresso ao lado do resultado.

Premissa declarada, não projeção: o desconto mostra o mesmo saldo em poder de compra de hoje, e não promete que esse saldo aconteça.

Repare no que esse desconto faz com prazo longo. Quanto mais anos a projeção atravessa, mais a coluna de poder de compra se afasta da nominal, e em vinte ou trinta anos a distância entre as duas fica maior que a diferença entre duas hipóteses de yield.

O Brasil tem um precedente grande disso. Quem chegou à vida adulta na inflação dos anos 80 comprou imóvel e ouro e parou a conta na coluna nominal. E aí essas pessoas que não perderam dinheiro para a inflação e não sabem fazer a conta da diferença do retorno real e do retorno nominal, elas acharam que ganharam dinheiro. Boa parte daquele ganho era correção monetária.

Renda passiva tem que contar com a minha incompetência. É a mesma régua aqui: se a conta só fecha na coluna nominal, ela não fecha.

Quanto imposto eu pago no FII?

O rendimento mensal pode ser isento, a venda da cota com lucro não é. São dois impostos diferentes na mesma carteira.

Nos fundos imobiliários o lado do provento tem regra própria. Mas a parte boa é o seguinte, eles têm isenção de imposto de renda para os proventos, para os dividendos pagos. Essa isenção vale para pessoa física e depende de condições que precisam estar todas de pé ao mesmo tempo, e o cotista com menos de 10% das cotas é uma delas. A tabela abaixo traz as três, do jeito que a Lei 11.033/2004 as publica. Preste atenção nesses detalhes que isso aí é importante de verdade.

Dessas três, uma eu não carimbo aqui: o número mínimo de cotistas, porque as fontes que eu tenho não batem entre si. Essa contagem você lê no regulamento do fundo e no relatório gerencial dele.

O outro lado é o que aparece depois de anos de rebalanceamento: vender cota com lucro gera ganho de capital tributado em 20%, alíquota da mesma Lei 11.033/2004, sem a isenção mensal de venda que a ação tem. Quem reinveste por vinte anos encontra o segundo imposto, não o primeiro.

Os dois impostos da carteira de fundo imobiliário: quem paga, alíquota, condição e quando cada um aparece
O que a regra define Rendimento mensal distribuído Ganho na venda da cota
quem paga ninguém, quando as condições estão todas de pé ao mesmo tempo: a pessoa física fica isenta a pessoa física que vendeu a cota com lucro
alíquota zero, pela isenção 20% sobre o lucro da venda, pela Lei 11.033/2004
condição fundo negociado em bolsa, cotista com menos de 10% das cotas e um número mínimo de cotistas no fundo, condições da Lei 11.033/2004; a contagem de cotistas está no regulamento e no relatório gerencial do fundo, e esta página não carimba esse número nenhuma: o FII não tem a isenção mensal de venda que a ação tem
quando aparece todo mês, no crédito do provento só no mês em que você vende com lucro, tipicamente depois de anos de rebalanceamento
20%
a alíquota do ganho de capital na venda de cota com lucro, publicada pela Lei 11.033/2004. O rendimento mensal distribuído tem regra própria e pode ser isento.

E se o rendimento cair?

Distribuição constante para sempre é a premissa mais frágil de qualquer simulação de FII, e dá para testar isso aqui mesmo.

Para mim o grande perigo é você pegar um monoativo, um mono inquilino e um mono contrato. Vacância tem dois tamanhos e eles não andam juntos: metro quadrado vazio em região barata tira pouco do provento, sala pequena vazia em região nobre tira muito.

A fachada sem nome de um galpão, com o portão de carga baixado e o pátio de manobra de concreto sem nenhum caminhão, em luz de fim de tarde.

Eu passei por isso do lado do imóvel direto. Tive inquilino que deixou de pagar e, no mesmo período, eu tive inquilinos que pediram diminuição do aluguel e eu tive inquilinos que simplesmente continuaram pagando religiosamente. No fundo de títulos o equivalente é o recebível que atrasa.

E existe um terceiro caso que não é queda de rendimento e parece. A amortização de cota devolve capital, não renda, e entra no extrato parecida com provento. O aviso sai no comunicado ao mercado e no relatório gerencial do fundo.

Então roda a conta três vezes, no mesmo campo:

  • Yield cheio:a hipótese que você leu na fonte, do jeito que está.
  • Yield com corte:baixa o campo de yield em um terço e olha o que isso faz com a coluna de cotas.
  • Corte prolongado:deixa o yield reduzido do primeiro ao último mês do prazo, sem recuperação.

Para quem essa simulação faz sentido?

Fundo imobiliário encaixa melhor em quem está construindo a carteira do que em quem já vive dela, e a razão é estrutural.

Isso quer dizer que fundos imobiliários não servem para você? Pelo contrário: a classe faz mais sentido no começo do processo de acumulação de capital.

Só que os fundos imobiliários eles não têm crescimento, é só valorização do próprio imóvel. Tira o reinvestimento da conta e a tabela ano a ano deixa de crescer e vira renda mensal parada em termos nominais.

Daí a régua de leitura de tudo que você viu até aqui. Não dá para prever nada no mercado, tá? Mercado não é sobre certezas, é sobre probabilidades.

A ferramenta mostra o que a tua hipótese implica, nada além disso, e eu escrevo isto sem produto do outro lado: não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros.

Eu não digo aqui o que fazer com o teu dinheiro.

Se você quiser rodar a mesma conta em outro formato:

  1. Calculadora de juros compostos: o efeito do reinvestimento sem a cota inteira no meio.
  2. Simulador de Tesouro Direto: o lado da renda fixa, com a taxa lida na fonte oficial.
  3. Todas as ferramentas: as calculadoras e os simuladores que rodam no teu navegador.

Vale mais que alugar uma sala?

Cota e sala comercial são dois jeitos diferentes de ser dono de aluguel, e o que separa os dois é o custo de entrar e de sair.

Vamos dizer que você esteja escolhendo entre a cota e comprar um imóvel — uma sala, uma casa — para alugar. A parte difícil não é a compra em si. O problema são os custos de transação, de comprar e depois ter que vender essa casa. No imóvel direto, comprar paga ITBI (o imposto municipal de transmissão), corretagem e escritura com registro em cartório, e vender paga corretagem outra vez. Quanto isso consome em meses de aluguel depende de três documentos, e é lá que você lê cada número:

Onde você lê cada número
  • ITBI:a alíquota está na lei do teu município.
  • Corretagem:o percentual está no contrato de intermediação que você assina.
  • Escritura e registro:os valores estão na tabela de emolumentos do cartório.

Esta página não carimba múltiplo nenhum para isso.

Na cota, a entrada é a corretagem da ordem e a saída é vender no mercado no mesmo dia, em partes se você quiser. Vender meia sala não existe, vender metade das cotas existe.

E a vacância muda de tamanho: no fundo ela é compartilhada entre os imóveis, na sala ela é inteira.

O que entra na conta da cota de fundo imobiliário e na conta do imóvel alugado direto: custo de entrada, custo de saída, liquidez, administração do inquilino e vacância
O que entra na conta Cota de fundo imobiliário Imóvel alugado direto
custo de entrada a corretagem da ordem de compra ITBI, o imposto municipal de transmissão, mais corretagem e escritura com registro em cartório
custo de saída a corretagem da ordem de venda corretagem outra vez
liquidez vender no mercado no mesmo dia, e em partes se você quiser esperar comprador aparecer; vender meia sala não existe
administração do inquilino é do gestor do fundo é tua: contrato, cobrança, reforma e desocupação
vacância compartilhada entre os imóveis do fundo: um imóvel vazio tira um pedaço do provento inteira: a sala vazia zera a receita e o condomínio continua saindo do teu bolso

A conta do líquido é a que muda mais, e o lado do FII está na seção de imposto desta página. Aqui é comparação de mecânica e de custo, não indicação.

FAQ: perguntas frequentes sobre simulador de FII

Quantas cotas eu consigo com R$ 500?

Depende do preço da cota no dia, e é por isso que a calculadora pede os dois números.

Cota de fundo imobiliário é inteira: o aporte compra um número inteiro de cotas e o resto fica em caixa. Vamos dizer que a cota esteja em R$ 9,40: R$ 500 compram 53 cotas e sobram R$ 1,80.

O troco fica esperando até o próximo aporte ou até o próximo provento completar o valor de mais uma cota. Não existe comprar meia cota, e esse preço de R$ 9,40 é hipótese minha para mostrar a conta, não cotação de fundo nenhum.

Qual yield eu devo colocar no simulador?

O do teu fundo, lido na fonte e com a data anotada ao lado.

Pra quem não sabe o que é dividend yield, é os dividendos pagos nos últimos 12 meses sobre a cotação do último dia disponível. As duas pontas dessa divisão mudam todo mês.

Você encontra a distribuição no relatório gerencial mensal do fundo e o histórico por cota no extrato da tua corretora. Eu não preencho esse campo aqui porque não existe uma taxa de FII que eu consiga datar para todos os fundos, e número sem data eu não publico.

Quando cai o primeiro rendimento depois que eu compro?

No ciclo seguinte à tua compra, e isso é calendário normal.

O fundo anuncia a distribuição, fixa a data-com e paga alguns dias depois; quem está com a cota na carteira no fechamento da data-com recebe aquele provento. Comprou no dia seguinte, você entra no ciclo do mês que vem.

Quantos dias cada etapa leva é de cada fundo, e eu não carimbo esse prazo aqui: você lê as três datas no comunicado ao mercado e no relatório gerencial do fundo. A calculadora conta o provento a partir do primeiro ciclo cheio para não antecipar dinheiro que ainda não foi anunciado.

Fundo imobiliário paga imposto de renda?

São dois impostos diferentes e só um tem isenção.

O rendimento mensal distribuído pode ser isento para pessoa física, com três condições que precisam estar todas de pé:

  • o fundo negociado em bolsa;
  • o cotista com menos de 10% das cotas;
  • um número mínimo de cotistas no fundo.

As três estão na Lei 11.033/2004. Esse número mínimo eu não carimbo aqui, porque as fontes que eu tenho não batem entre si: você confere a contagem no regulamento e no relatório gerencial do fundo.

A venda da cota com lucro é outra história. Gera ganho de capital tributado em 20% pela mesma Lei 11.033/2004, e o FII não tem a isenção mensal de venda que a ação tem.

Dá para simular fundo de papel com a mesma conta?

Dá para rodar, mas a hipótese envelhece mais rápido.

No fundo de renda o provento sai de contrato de aluguel, e contrato atípico de prazo longo é o que mais se parece com percentual parado. No fundo de títulos o provento anda com o indexador do recebível:

  • no lastro pós-fixado, o CDI, que estava em 13,65% ao ano em 06/10/2026, na série SGS 4389 do Banco Central;
  • no lastro indexado à inflação, o IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, 4,22% na série SGS 13522 do Banco Central, mais um prêmio.

Então, no fundo de papel, roda a conta duas vezes com hipóteses diferentes de yield em vez de uma só, tá?

O resultado da simulação é o que eu vou receber?

Não. O resultado é aritmética sobre as premissas que você digitou, com yield constante e preço de cota constante do primeiro ao último mês. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Não dá para prever nada no mercado, tá? Mercado não é sobre certezas, é sobre probabilidades.

O jeito útil de usar a ferramenta é rodar duas vezes com hipóteses diferentes e olhar a distância entre os dois resultados: é isso que mostra o quanto a premissa manda no número.

Por que esta página não publica o yield de nenhum fundo?

Porque eu não tenho como datar esse número para você.

O dividend yield de um fundo imobiliário tem distribuição no numerador e cotação no denominador, e as duas pontas mudam todo mês. O percentual que eu estampasse aqui hoje seria o retrato de um dia, lido por você semanas depois, sem nada na tela dizendo de quando é.

O caminho que eu sigo é abrir a fonte oficial na tela antes de usar a taxa, e é o que eu peço a você: lê o número no relatório gerencial do fundo ou no extrato da tua corretora, anota a data da leitura e digita os dois aqui.

Eu, Hulisses Dias, num retrato de estúdio com camisa polo escura
Analista CNPI · APIMEC
Quem assina

Hulisses Dias

Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor

No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

Continue por aqui

Você já entendeu a teoria. O difícil é executar.

A Mentoria Master é o acompanhamento próximo para quem quer decidir com método. O acesso é por aplicação e eu leio todas antes de abrir uma vaga.

Preencher aplicação para a Mentoria

Turmas com número fixo de vagas · Aplicação sem compromisso · Resposta em até 3 dias úteis