Como calcular dividendos nos dois sentidos?
Esta calculadora de dividendos faz a conta nos dois sentidos: você escolhe a direção, digita o teu número e a página devolve o resultado na mesma tela.
O que a conta move é o provento. Dividendos é uma parcela do lucro líquido. Partindo do que você já tem, sai a renda mensal bruta estimada; partindo da renda que você quer, sai o capital que ela exige.
Calculadora de dividendos
Dois sentidos no mesmo formulário: do capital para a renda, e da renda para o capital. A conta roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado.
Todos os campos nascem vazios, e o de yield continua vazio até você digitar: o percentual que vale é o dos teus ativos. Na direção Tenho o capital quem manda no resultado é o valor aplicado; na direção Tenho a meta de renda é a renda mensal desejada. O que cada campo pede, com a unidade e o formato em real, está na seção O que colocar em cada campo?.
Exemplo declarado, enquanto os campos estão vazios: R$ 100 mil aplicados a um yield anual suposto de 6%, pela conta capital × yield suposto ÷ 12. Digita o teu valor e o teu percentual e o número passa a ser o teu.
Em quanto tempo eu chego lá — campo opcional, nada aqui é exigido
Exemplo declarado, enquanto os campos estão vazios: com um aporte de R$ 500 por mês partindo de zero, uma meta de R$ 1.000 por mês e um yield anual suposto de 6% — meta de capital de R$ 200 mil —, o prazo é de 221 meses com o provento reinvestido e de 400 meses com o provento gasto. Aritmética sobre hipótese declarada, não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
O prazo exige a direção Tenho a meta de renda, o yield suposto e o aporte mensal. Sem nenhum deles a conta principal continua fechando: este bloco é opcional.
Aritmética sobre a premissa que você digitou, com o yield suposto constante e sem desconto de imposto, corretagem, custódia ou taxa de administração. A linha de dinheiro de hoje usa o IPCA acumulado em 12 meses, em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do Banco Central, repetido como constante por hipótese. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade. Nada do que você digita é enviado ou salvo.
Com R$ 100 mil e um yield anual suposto de 6%, a conta devolve R$ 500 por mês brutos: capital × yield suposto ÷ 12, com a hipótese declarada na própria linha.
O campo de yield nasce vazio de propósito, porque o percentual que vale é o dos ativos que você escolheu. E o que esse campo pede tem definição fechada. É o dividendo que você recebeu nos últimos 12 meses da tua carteira sobre o valor de mercado da tua carteira hoje, tá? Esse número está no informe do fundo e no site de relações com investidores da empresa.
Nada do que você digita sai do teu navegador. Não existe cadastro, não existe campo de e-mail e não existe limite de usos por dia. E o corpo desta página não vende nada.
A nota fica colada no resultado, e ela não é decoração: o número é aritmética sobre a premissa que você digitou, não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Página atualizada em outubro/2026.
| Capital aplicado (hipótese redonda) | Renda mensal bruta a 4% ao ano (hipótese declarada) | Renda mensal bruta a 6% ao ano (hipótese declarada) |
|---|---|---|
| R$ 20 mil | R$ 66,67 | R$ 100,00 |
| R$ 50 mil | R$ 166,67 | R$ 250,00 |
| R$ 100 mil | R$ 333,33 | R$ 500,00 |
| R$ 250 mil | R$ 833,33 | R$ 1.250,00 |
| R$ 500 mil | R$ 1.666,67 | R$ 2.500,00 |
| R$ 1 milhão | R$ 3.333,33 | R$ 5.000,00 |
Toda célula desta tabela é aritmética sobre hipótese redonda declarada na própria coluna. Os 4% e os 6% são suposição do exemplo: não são faixa recomendada nem yield observado de mercado, e o resultado não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
O que colocar em cada campo?
Cada campo pede uma coisa só, e a unidade é a que aparece no app da tua corretora.
- Provento por cota ou por açãoo valor que o fundo ou a empresa pagou por unidade, em real. Não é a soma que caiu na conta. Escreve com vírgula, do jeito que o campo aceita: 4,13.
- Período do proventodoze meses somados ou o último pagamento multiplicado. São dois números diferentes, e a página diz qual está usando em cada linha de saída.
- Valor aplicado hojeo total que você já tem na carteira, quando a conta parte do capital.
- Renda mensal desejadaa renda em dinheiro de hoje, quando a conta parte da meta.
- Yield anual supostoo percentual que você supõe, em porcentagem ao ano. A página não preenche esse campo com número nenhum, tá?
- Preço médio pago pela cotao que você efetivamente pagou por unidade, em real. Não é a cotação de hoje: cotação é o preço da tela agora, preço médio é o teu custo.
- Aporte mensalopcional, e só entra na conta de prazo.
Um desses campos se refaz a cada compra. Aí após você adicionar o ativo na carteira, você faz o quê? Você calcula o novo preço médio. É esse valor atualizado que entra no campo, não o preço da primeira compra.
Sobre o período, que é o que mais gera divergência: somar os proventos dos últimos doze meses dá um valor, pegar só o último pagamento e multiplicar por doze dá outro.
Nenhum dos dois está errado, e é por isso que o rótulo de cada saída diz qual base entrou na conta.
Onde eu leio o meu número?
O número que vale é o dos teus ativos, e ele está em três lugares. Nenhum deles é esta página.
- Fundo imobiliário: o provento por cota está no comunicado mensal de distribuição e no informe de rendimentos que o administrador manda. É o que preenche o campo de provento por cota.
- Empresa: o provento por ação está no site de relações com investidores e no comunicado de proventos. É o que preenche o mesmo campo quando a conta é de ação.
- Corretora: o que efetivamente caiu na tua conta está no extrato e no informe anual que ela emite. É de lá que sai também o teu preço médio.
E tem um atalho para chegar na regra de distribuição sem ler o relatório inteiro. Vai lá no estatuto que você encontra no site de RI de todas as empresas e procura lá, bota o control F, bota dividendos mínimos, provavelmente vai aparecer mais rápido para você, você não vai ter que ler todas as páginas desse relatório, tá?
Nenhum dos três documentos é desta página, e a página não intermedia o acesso a eles.
Antes de confiar em qualquer número, apura ele na própria tela: abre o documento, confere o valor por cota e só depois digita.
Esta página não publica yield de ativo nem cotação, porque eu não tenho fonte datada para isso. Ela ensina a ler o número na origem e deixa a conta para a ferramenta.
Quanto preciso ter juntado?
A conta da meta é uma divisão, e ela cabe em uma linha: renda mensal que você quer × 12 ÷ yield anual que você supôs = capital.
renda mensal que você quer × 12 ÷ yield anual que você supôs = capital
Com R$ 1.000 por mês e um yield hipotético de 6% ao ano, o capital é R$ 200 mil. Com os mesmos R$ 1.000 e 4%, sobe para R$ 300 mil.
É a mesma regra que eu rodo em voz alta no vídeo de 29 de março de 2020, numa conta de padeiro: hipótese declarada como hipótese, número redondo e a conta aberta na frente de quem está assistindo.
Vídeo: "Chama Tio Huli #32 - Tudo sobre Renda Passiva" (29/03/2020) — o episódio em que a conta da meta de renda é rodada nos dois sentidos em voz alta, com a hipótese declarada como hipótese.
No mesmo vídeo vem a ressalva que a calculadora não tem campo para receber. Você precisa criar uma margem de segurança para a tua renda passiva para que caso haja uma interrupção, uma diminuição, uma ruptura nos teus dividendos, nos teus proventos, você continue com o mesmo estilo de vida, beleza? É muito importante que você entenda isso, você não pode viver apertado. Ou seja: o capital que a divisão devolve é o piso da conta, nunca a folga.
Os dois números são hipótese do exemplo, não leitura de mercado. É por isso que esta página não publica faixa de yield nenhuma: quem define o percentual é você, a partir dos ativos que você já tem.
| Renda mensal desejada | Capital a 4% ao ano (hipótese declarada) | Capital a 6% ao ano (hipótese declarada) | Capital a 8% ao ano (hipótese declarada) |
|---|---|---|---|
| R$ 500 | R$ 150 mil | R$ 100 mil | R$ 75 mil |
| R$ 1.000 | R$ 300 mil | R$ 200 mil | R$ 150 mil |
| R$ 2.400 | R$ 720 mil | R$ 480 mil | R$ 360 mil |
| R$ 3.000 | R$ 900 mil | R$ 600 mil | R$ 450 mil |
| R$ 5.000 | R$ 1,5 milhão | R$ 1 milhão | R$ 750 mil |
O que a tabela mostra é a sensibilidade: trocar o yield suposto muda o capital exigido na mesma proporção.
Toda célula é aritmética renda × 12 ÷ yield sobre hipótese redonda declarada na própria coluna. Os 4%, 6% e 8% são suposição do exemplo e não são faixa recomendada nem yield observado. O resultado é estimativa sobre a tua premissa, não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Quantas cotas ainda faltam comprar?
A renda que ainda falta, dividida pelo provento por cota, dá quantas cotas faltam comprar. Multiplicada pelo preço de hoje, essa quantidade dá o cheque.
Então a gente vai conseguir comprar um total de 71 ações e isso vai gerar aqui um caixa para a gente de R$ 42. Foi essa mesma divisão que eu fechei na tela no episódio 214 da Carteira da Olívia, em 6 de outubro de 2025. É exemplo passado, não recomendação.
A conta tem três linhas:
Partindo do capital é a mesma divisão em outra ordem, e o que não fecha uma unidade sobra em caixa, porque cota não se compra pela metade.
A ferramenta arredonda para baixo e mostra a sobra, em vez de devolver um número quebrado que não existe na corretora. É simples assim o processo. Tá bom? Não é um processo complexo, não é um processo difícil.
A aula do provento está em /blog/renda-variavel/dividendos/proventos.
Quanto sobra depois do imposto?
O resultado bruto não é o que cai na conta, e os três tipos de provento chegam por caminhos diferentes.
Dividendo de ação, rendimento de fundo imobiliário e juros sobre capital próprio têm ritmo, documento e tratamento tributário próprios, e é por isso que a ferramenta separa os três em linhas de entrada.
Warren Buffett ficou bilionário em um ambiente onde os dividendos são tributados, tá? Foi assim que eu abri o episódio 214 da Carteira da Olívia, em 6 de outubro de 2025, e é o que vale para quem chega aqui com medo do desconto.
O que esta página não publica é alíquota, porque a regra está em movimento. No mesmo episódio, em 6 de outubro de 2025, o quadro era este. Então a Câmara aprovou a tributação de dividendos, isso ainda não foi confirmado pelo Senado, mas isso aí deixa muitos investidores que estão começando no mercado apreensivos. E eu não escrevo percentual de imposto sem a norma e a data em que o texto foi conferido.
O teu número líquido está no informe de rendimentos da corretora e no informe do fundo.
| Tipo de provento | Quem paga e com que ritmo | O que decide o que cai na conta | Onde eu leio o meu número |
|---|---|---|---|
| Dividendo de ação | A empresa, no calendário que o estatuto dela fixa; o ritmo trimestral é o caso que eu uso no vídeo de 13/11/2020 | A regra está em movimento: a tributação de dividendos foi aprovada na Câmara e, no episódio de 06/10/2025, ainda não tinha passado pelo Senado. Esta página não publica percentual nenhum sem a norma e a data em que o texto foi conferido. | Informe de rendimentos da corretora e comunicado de proventos no site de relações com investidores da empresa |
| Rendimento de fundo imobiliário | O fundo, no ritmo que ele mesmo anuncia; a obrigação que eu nomeio no vídeo de 13/11/2020 é a distribuição semestral | O tratamento do rendimento depende de condições que a lei fixa para o fundo e para o cotista, e esta página não reproduz nenhuma delas sem a norma datada. | Comunicado mensal de distribuição e informe de rendimentos que o administrador manda |
| Juros sobre capital próprio | A empresa, junto com ou em lugar do dividendo, no calendário dela | A retenção acontece na fonte: o que chega na conta já vem descontado, e o percentual retido aparece no informe, não aqui. | Informe de rendimentos da corretora, na linha de juros sobre capital próprio |
Nenhuma linha desta tabela é indicação de produto, e nenhuma célula carrega alíquota. A aula de cada regra vai por link: /blog/renda-variavel/dividendos/proventos, /blog/renda-variavel/dividendos/jcp e /blog/aprender/imposto-de-renda/dividendos.
Esse yield é sobre que preço?
O yield sai sobre os dois preços, e por isso esta linha da calculadora devolve dois percentuais em vez de um: o provento dividido pela cotação de hoje e o mesmo provento dividido pelo que você pagou pela cota. Os dois estão certos e respondem perguntas diferentes.
O numerador é o mesmo nos dois casos. Eu pego todos os dividendos, todos os proventos que a empresa me pagou nos últimos 12 meses. O que muda é o denominador, e é o denominador que separa as duas leituras.
Yield sobre a cotação de hoje
provento dos últimos doze meses ÷ preço de hoje. Responde quanto o ativo paga para quem compra agora.
Yield sobre o teu preço médio
o mesmo provento ÷ o que você pagou pela cota. Responde quanto a tua posição paga.
A calculadora devolve a leitura sobre o teu custo direto do campo de preço médio. Para a outra, digita no mesmo campo a cotação que você está lendo na tela da tua corretora: o denominador troca e a leitura passa a ser a de quem compra agora. Esta página não publica cotação de ativo nenhum.
Total investido em relação à minha quantidade total de cotas gera aqui um preço médio de 4,68. Foi assim que eu apurei o preço médio na tela no episódio 214 da Carteira da Olívia, em 6 de outubro de 2025. É esse o número que a calculadora pede no campo, e o episódio é exemplo passado, não recomendação.
É também por isso que o teu número não bate com o da tabela do portal: a tabela não conhece o teu preço médio.
Qual dos dois olhar para decidir é assunto da página do indicador, em /blog/renda-variavel/dividendos/dividend-yield.
Yield de dois dígitos é oportunidade?
Quase sempre não é oportunidade, e a razão é aritmética: quando o yield aparece em dois dígitos, o mais comum é o denominador ter caído. Ou seja, o preço desabou, em vez de o provento ter melhorado.
Yield é uma fração, e fração sobe de dois jeitos: porque o numerador cresceu ou porque o denominador caiu.
No vídeo de 29 de março de 2020 eu fechei a regra assim: todas as empresas que pagam dividendos maiores do que os lucros elas estão formando ali um armadilha para aquele investidor, porque ela não será capaz sustentar esses dividendos por um longo prazo.
O percentual que você leu numa tabela é histórico, e histórico não é promessa. Lembrando, isso são dados passados, não significa que isso vai se repetir para o futuro.
Antes de digitar um percentual alto no campo de yield, passa por três perguntas:
O pagamento se repete?
Olha o histórico de distribuição, não o último pagamento.
O pagamento cabe no lucro?
A conta é esta: se a empresa pagou, vamos dizer aqui por exemplo, 1 bilhão de reais de dividendo, você tem que comparar isso com o que ela teve de lucro líquido naquele período.
O que mudou no preço?
Se a fração subiu porque o preço caiu, a pergunta passa a ser por que ele caiu.
Esta página não tem tabela de faixas dizendo o que é alto e o que é baixo: faixa sem fonte e sem data é chute com cara de régua, e nenhuma delas explica o que acabou de acontecer com o denominador.
Se o teu yield suposto está em dois dígitos, a pergunta não é quanto ele paga, é por que ele subiu.
Em quanto tempo eu chego lá?
O prazo até a meta sai de três números: o que você já tem, o quanto entra por mês e o destino do provento. A calculadora devolve esse prazo com e sem reinvestimento.
Esta parte é opcional: quem já tem o capital na mão pula a seção e o resultado continua saindo.
O número de partida pode ser pequeno: eu decidi que eu ia investir 50 dólares por semana. Foi o aporte que eu declarei no episódio 214 da Carteira da Olívia, em 6 de outubro de 2025. É relato passado, não recomendação.
O que mais muda o prazo é o destino do provento, e os dois cenários são estes:
Provento reinvestido
cada provento compra mais cotas, e mais cotas pagam mais provento. Olha só a metáfora que eu usei no vídeo de 10 de junho de 2021. Imagina que eu te dou uma semente e com essa semente você vai lá e planta. Nasce uma árvore, essa árvore vai dar vários frutos e dentro desses frutos tem novas sementes.
Provento gasto
a carteira para de crescer sozinha. No caminho oposto, eu fechei o vídeo de 13 de novembro de 2020 assim: você achar que dividendo é um presente que você pode gastar à vontade, talvez possa ser uma ilusão, tem que reinvestir o máximo para essa bola de neve crescer.
Todo cenário é hipótese declarada, com a premissa escrita na própria linha, e não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
A base da renda passiva está em /blog/aprender/renda-passiva, e a conta do reinvestimento isolada está em /blog/ferramentas/calculadora-juros-compostos.
O que a inflação faz com essa renda?
A renda que a conta devolveu está em dinheiro de hoje, e dinheiro de hoje não compra o mesmo daqui a dez anos.
Muita gente não sabe diferenciar retorno nominal e retorno real, não sabe diferenciar retorno bruto e retorno líquido. O que é o retorno nominal? É o retorno com a inflação. Retorno real é aquele retorno onde você desconta a inflação. A renda que a calculadora devolve é a nominal, e o cenário que aparece ao lado dela é a leitura real.
A referência de inflação desta página é o IPCA acumulado em 12 meses, em 4,22% até agosto de 2026, lido na série SGS 13522 do Banco Central, com dado do IBGE. Esse percentual aparece ao lado do resultado com a data da leitura, não escondido em metodologia.
A conta do poder de compra é uma divisão: a renda nominal dividida por um mais a inflação, elevado aos anos. Com 4,22% ao ano repetido como premissa constante, uma renda parada perde pouco mais de um terço do poder de compra em dez anos.
| Prazo | Premissa de inflação (IPCA acumulado em 12 meses, 4,22% até agosto de 2026, repetido como constante) | Poder de compra de R$ 3.000 por mês em dinheiro de hoje |
|---|---|---|
| 5 anos | 4,22% ao ano | R$ 2.439,87 |
| 10 anos | 4,22% ao ano | R$ 1.984,33 |
| 20 anos | 4,22% ao ano | R$ 1.312,54 |
A premissa de 4,22% é a leitura do IPCA acumulado em 12 meses até agosto de 2026, na série SGS 13522 do Banco Central, repetida como constante por hipótese: ninguém conhece a inflação futura. Toda célula é aritmética renda ÷ (1 + 0,0422)^anos sobre a renda hipotética de R$ 3.000. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
É por isso que a ferramenta mostra o cenário de provento que cresce ao lado do cenário de provento parado: se o crescimento do provento empata com a inflação, o poder de compra fica constante.
O que esta calculadora não faz
Esta calculadora faz aritmética sobre a hipótese que você digitou, e é bom dizer em voz alta o que ela não faz.
E tem um limite que é anterior a todos os outros. Eu acredito que olhar somente para os dividendos é uma visão míope do que é o mercado financeiro e das melhores oportunidades. Uma calculadora de provento responde uma pergunta só, e essa pergunta não é a da carteira inteira.
- Não sabe se o provento vai se repetir.Pagamento pode ser cortado, reduzido ou suspenso, e nenhum número desta página garante o contrário.
- Não sabe qual vai ser o yield de amanhã.Yield depende de preço, e preço muda todo dia.
- Não acompanha mudança de lei.A regra tributária do provento está em movimento, e esta página não antecipa texto que ainda não foi publicado.
- Não desconta corretagem, custódia nem taxa de administração.O que a conta devolve está bruto desses custos.
- Não conhece o calendário do teu ativo.A data de pagamento está no comunicado do fundo e no site de relações com investidores da empresa.
- Não diz em que ativo você deve colocar o dinheiro, nem monta carteira para o teu caso.O credenciamento de analista autoriza elaborar e assinar relatório de análise, e recomendação individual é outra atividade, com registro próprio.
O resultado desta ferramenta não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Eu não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. Quem quiser conferir a credencial encontra o caminho na caixa de autor, logo abaixo.
Para continuar no assunto, as páginas publicadas do sub-pilar são /blog/renda-variavel/dividendos/proventos, /blog/renda-variavel/dividendos/jcp e /blog/renda-variavel/dividendos/dividend-yield.
FAQ: perguntas frequentes sobre a calculadora
A calculadora de dividendos salva ou envia os meus dados?
Não. A conta roda no teu navegador, não existe campo de e-mail e nada do que você digita sai da tua máquina.
Não existe cadastro, não existe limite de usos por dia e não existe muro de captura antes do resultado. Fecha a aba e não sobra registro de nada.
É posição editorial, não detalhe de implementação: ferramenta que cobra o teu e-mail para fazer uma divisão está vendendo o teu e-mail, não a divisão.
Que yield eu digito se eu não tenho ideia de quanto os meus ativos pagam?
O percentual é teu, e eu não preencho ele por você: não tenho fonte datada de yield observado para publicar aqui, e faixa sem fonte e sem data é chute com cara de régua.
O caminho é somar os proventos que os teus ativos pagaram nos últimos doze meses e dividir pelo que eles valem hoje. Esses dois números estão no informe do fundo e no site de relações com investidores da empresa.
Se você quiser só ver a sensibilidade antes de ter o teu número, a tabela da seção "Quanto preciso ter juntado?" roda a conta com três percentuais supostos e declarados.
Por que o yield que eu calculei não bate com o do portal de dados?
Porque quase sempre a base é outra. O portal divide o provento pela cotação de hoje; se você dividiu pelo preço médio que você pagou, o resultado é o yield sobre o teu custo, e os dois estão certos.
O período também muda o número: doze meses somados dá um valor, o último pagamento multiplicado dá outro. A aula de qual dos dois olhar para decidir está em /blog/renda-variavel/dividendos/dividend-yield.
O resultado já vem com o imposto descontado?
A ferramenta separa dividendo de ação, rendimento de fundo imobiliário e juros sobre capital próprio em linhas próprias, porque os três não chegam na conta do mesmo jeito.
O que ela não faz é publicar alíquota, porque a regra está em movimento. No episódio de 6 de outubro de 2025 eu tratei da tributação de dividendos aprovada na Câmara e ainda não confirmada pelo Senado, e eu não escrevo percentual de imposto aqui sem a norma e a data em que o texto foi conferido.
O teu número líquido está no informe de rendimentos da corretora e no informe do fundo.
Dá para simular fundo imobiliário e ação na mesma conta?
Dá, e é por isso que as linhas são separadas em vez de somadas.
O que muda entre as duas classes é o ritmo com que o dinheiro cai, o documento onde você lê o provento e o tratamento tributário de cada uma.
O que a página não faz é dizer qual das duas é melhor para o teu caso, nem apontar fundo ou empresa: isso é recomendação individual, que é outra atividade, com registro próprio.
A inflação está dentro da conta?
Está, como cenário ao lado do resultado nominal. A referência é o IPCA acumulado em 12 meses, em 4,22% até agosto de 2026, na série SGS 13522 do Banco Central, com dado do IBGE, e a premissa aparece com essa data ao lado do número.
A premissa é constante por hipótese: ninguém conhece a inflação futura, e a conta serve para mostrar o tamanho do efeito, não para prever. Nada disso é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Preciso preencher o aporte mensal?
Não. A fase de acumulação é modo opcional, recolhido por padrão, e a conta principal fecha sem ela: quem já tem o capital na mão digita o valor aplicado e recebe a renda mensal estimada, sem passar por nenhum campo de aporte.
O aporte entra só para quem quer o prazo até a meta. E aí ele aceita número pequeno, porque o que decide o prazo é a regularidade, não o tamanho da primeira parcela.
Nenhum campo desta calculadora é obrigatório além do que a direção escolhida exige.
Hulisses Dias
Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor
No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.
O caminho para conferir a credencial é como conferir a credencial, e o resto está em sobre o analista.
