Como calcular juros compostos online?
A calculadora de juros compostos está aberta aqui em cima. Você digita aporte, taxa e prazo, e ela devolve três números: total investido, total em juros e valor final.
Calculadora de juros compostos
Três modos no mesmo formulário: acumular, partir da meta e o lado da dívida. A conta roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado.
Selic, meta vigente em 28/08/2026 (série SGS 432); CDI em 27/08/2026 (série SGS 4389); IPCA acumulado em doze meses até julho de 2026 (série SGS 13522, IBGE via Banco Central); poupança para depósitos de 27/08/2026 a 27/09/2026 (série SGS 195). Nenhuma delas é o que o teu investimento vai render.
Aporte de R$ 500,00 por mês, valor inicial de R$ 0,00, taxa de 1% ao mês declarada como hipótese do exemplo, por 240 meses.
Aritmética sobre a premissa que você digitou, com taxa constante do primeiro ao último mês e aporte lançado no fim de cada mês. Não é projeção, previsão nem promessa de rentabilidade. Nada do que você digita é enviado ou salvo.
Com R$ 500,00 por mês a 1% ao mês de exemplo, em 240 meses a hipótese soma R$ 494.627,68: R$ 120.000,00 saíram do teu bolso e R$ 374.627,68 vieram da capitalização.
Ver a conta mês a mês
A tabela período a período é montada aqui a partir dos campos acima, separando em cada mês o que foi aporte do que foi rendimento. Sem JavaScript, os quadros já calculados desta página cobrem as mesmas contas.
Na primeira tela entram também o valor que você já tem hoje, que pode ficar zerado, e a escolha de unidade da taxa e do prazo.
Se você não sabe que taxa digitar, a premissa vem pronta e com a data colada: a Selic está em 14,00% ao ano, meta vigente em 28/08/2026, na série SGS 432 do Banco Central.
Nada do que você digita sai do teu navegador. Não existe cadastro, não existe campo de e-mail e o corpo desta página não vende nada: não tem curso, não tem link de afiliado e não tem botão de oferta no meio do texto — o único botão de oferta do site fica no cabeçalho, fora do conteúdo.
E a nota de premissa fica colada ao resultado, não no pé da página. O número que sai dali é aritmética sobre a premissa que você digitou, não projeção nem promessa de rentabilidade.
O quadro abaixo já vem calculado aqui na página, para você ler antes de digitar qualquer coisa.
| Hipótese da linha | Total investido | Total em juros | Valor final |
|---|---|---|---|
| R$ 300/mês, 1% ao mês de exemplo, 5 anos | R$ 18.000,00 | R$ 6.500,90 | R$ 24.500,90 |
| R$ 300/mês, 1% ao mês de exemplo, 10 anos | R$ 36.000,00 | R$ 33.011,61 | R$ 69.011,61 |
| R$ 300/mês, 1% ao mês de exemplo, 20 anos | R$ 72.000,00 | R$ 224.776,61 | R$ 296.776,61 |
| R$ 1.000/mês, 1% ao mês de exemplo, 5 anos | R$ 60.000,00 | R$ 21.669,67 | R$ 81.669,67 |
| R$ 1.000/mês, 1% ao mês de exemplo, 10 anos | R$ 120.000,00 | R$ 110.038,69 | R$ 230.038,69 |
| R$ 1.000/mês, 1% ao mês de exemplo, 20 anos | R$ 240.000,00 | R$ 749.255,37 | R$ 989.255,37 |
Aritmética de exemplo, não leitura de mercado nem expectativa de retorno. Valor inicial zero em todas as linhas e aporte lançado no fim de cada mês. Atualizado em agosto/2026.
O que colocar em cada campo?
Nos quatro campos vão valor inicial, aporte mensal, taxa e prazo. Cada um tem uma regra própria:
- Valor inicial: o que você já tem guardado hoje. Pode ficar zerado.
- Aporte mensal: o valor que entra todo mês.
- Taxa: exige escolher mensal ou anual antes de digitar.
- Prazo: aceita meses ou anos.
Duas escolhas de unidade, e a página não adivinha nenhuma das duas.
O erro que mais estraga a conta é digitar taxa anual no campo marcado como mensal.
Por quê? Porque Selic, CDI e CDB são divulgados ao ano, e quase todo exercício de matemática financeira é feito ao mês.
Só para a gente ter noção aqui, vamos entender o que um ponto 25% ao mês gera de resultado ao ano. A taxa dessa frase é hipótese do exemplo, não leitura de mercado.
A tabela de conversão fica ao lado do campo, para conferir antes de digitar.
| Taxa ao mês (hipótese redonda) | Taxa equivalente ao ano |
|---|---|
| 0,5% | 6,17% |
| 1% | 12,68% |
| 1,1% | 14,03% |
| 1,5% | 19,56% |
| 2% | 26,82% |
A conta que leva de uma coluna para a outra é (1 + taxa mensal)^12 − 1. A coluna da esquerda é hipótese redonda do exemplo, não taxa observada em mercado nenhum. Voltar ao formulário
E tem um campo opcional a mais: o aporte crescente. Quando você liga, o valor do aporte sobe pelo percentual anual que você escolher, tá?
De onde eu tiro a taxa?
A taxa sai de uma premissa de referência pronta, não de chute: quatro botões preenchem o campo com um clique, e cada um carrega na própria linha a data da leitura.
- Selic: 14,00% ao anometa vigente em 28/08/2026, na série SGS 432 do Banco Central.
- CDI: 13,90% ao anoem 27/08/2026, na série SGS 4389 do Banco Central.
- IPCA: 4,44%acumulado em doze meses até julho de 2026, na série SGS 13522, do IBGE via Banco Central.
- Poupança: 0,67% ao mêspara depósitos de 27/08/2026 a 27/09/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
A data importa mais que o número.
Taxa muda, e uma calculadora que entrega "a Selic" sem dizer de quando entrega um chute com cara de dado.
Quando a leitura mais recente não está conferida, o botão não aparece e o campo nasce vazio. Campo em branco é melhor que número sem data.
E escolher a premissa não é escolher um resultado: nenhuma dessas quatro taxas é o que o teu investimento vai render. Elas servem de referência para a hipótese, e a hipótese continua sendo tua.
Como ler o resultado da calculadora?
Três saídas respondem três perguntas diferentes:
Separar as três é o que impede a leitura errada mais comum, que é olhar o valor final e achar que aquilo todo é ganho.
Agora a parte que quase nenhuma calculadora escreve em lugar nenhum. O resultado vale exatamente o que valem as premissas digitadas.
A conta assume a tua taxa constante do primeiro ao último mês, e taxa constante por vinte ou trinta anos não existe em mercado nenhum. Por quê? Porque a taxa muda a cada ciclo, e retorno passado não é régua para o futuro: projetar para o futuro uma sequência de acontecimentos do passado é apostar que a sorte se repita.
O resultado real anda em faixa, não em linha.
É por isso que a nota de premissa fica colada ao número: é simulação sobre as tuas premissas, não previsão nem promessa de rentabilidade.
E a tabela período a período que o widget devolve separa, mês a mês, o que foi aporte do que foi rendimento. Dá para acompanhar a conta linha por linha, em vez de confiar só no número do fim, beleza?
Quanto preciso guardar por mês?
O aporte mensal sai da conta invertida: você diz o valor que quer ter e a data, e a calculadora devolve quanto essa hipótese exige por mês.
Vamos pegar a nossa HP 12C. Aqui é uma calculadora científica e a gente vai botar aqui as informações. É a mesma lógica do modo inverso desta página. Você quer saber quanto que em 10 anos você tem que investir por mês para alcançar esse objetivo.
Vídeo: "COMO SE APOSENTAR COM UMA RENDA DE 10 MIL POR MÊS" (28/10/2025) — o bloco em que a inversão da conta é executada na HP 12C, nomeando os quatro registros.
Quatro registros, a mesma aritmética, a ordem trocada.
E tem um botão a mais: aporte crescente, um percentual de aumento por ano. Quem olha dez anos à frente sabe que congelar o mesmo valor todo mês é a parte mais difícil.
Com ele ligado, cada ano entra com um aporte maior que o do ano anterior, e esse aporte maior ainda capitaliza pelo prazo que sobra.
O que muda o número do fim é a série de aportes que você digitou, não a taxa.
O quadro abaixo traz seis combinações de meta e prazo já calculadas, a uma taxa redonda de exemplo, para a ordem de grandeza ficar visível antes de você digitar a tua.
| Meta de exemplo | Prazo | Aporte mensal que a hipótese exige | Total que sai do bolso |
|---|---|---|---|
| R$ 100 mil | 10 anos | R$ 434,71 | R$ 52.165,20 |
| R$ 100 mil | 20 anos | R$ 101,09 | R$ 24.261,60 |
| R$ 500 mil | 10 anos | R$ 2.173,55 | R$ 260.826,00 |
| R$ 500 mil | 20 anos | R$ 505,43 | R$ 121.303,20 |
| R$ 1 milhão | 10 anos | R$ 4.347,09 | R$ 521.650,80 |
| R$ 1 milhão | 20 anos | R$ 1.010,86 | R$ 242.606,40 |
Aritmética de exemplo a 1% ao mês, hipótese redonda. Não é leitura de mercado nem expectativa de retorno. Valor inicial zero em todas as linhas e aporte lançado no fim de cada mês.
O resultado continua sendo aritmética sobre a tua hipótese de taxa. Não é plano de aposentadoria e não é indicação de investimento.
Quanto sobra depois de imposto e inflação?
Valor final bruto não é o que cai na tua mão. A inflação tira poder de compra do mesmo número, e o imposto tira uma fatia do rendimento em quase todo produto de renda fixa.
A inflação tem referência datada para usar como premissa: o IPCA acumulou 4,44% em doze meses até julho de 2026, na série SGS 13522, do IBGE via Banco Central.
O campo de inflação serve para ler o resultado em valor de hoje, em vez de em valor nominal de 2046. Valor nominal no fim do prazo não é poder de compra equivalente ao de hoje — inflação é queima do dinheiro em câmera lenta ao longo do tempo, e o mesmo número na tela compra menos coisa.
E a inflação do teu custo de vida tende a ser diferente da do índice.
O imposto é o segundo desconto. Sobre rendimento de renda fixa ele segue a tabela regressiva instituída pela Lei 11.033/2004, art. 1º, e a alíquota cai conforme o prazo da aplicação.
Esta página não publica a alíquota de cada faixa, não publica o prazo-limite e não lista quais produtos têm enquadramento diferente. Número de regra fiscal só entra aqui com a data em que a regra foi conferida ao lado, e essa conferência ainda não foi feita.
Confere o enquadramento do teu caso na Receita Federal e no informe da tua corretora. Isso é procedimento, não planejamento tributário, e não substitui contador.
O que o prazo muda na conta?
O prazo muda a conta de forma desproporcional: dobrar o tempo não dobra o resultado, porque a capitalização incide sobre um saldo que já cresceu.
O quadro abaixo já vem calculado aqui na página, então você lê antes de digitar qualquer coisa. Vamos dizer que são aportes redondos de exemplo, a uma taxa redonda de exemplo, em 5, 10, 20 e 30 anos, e cada linha declara a hipótese na própria linha.
| Hipótese da linha | Total investido | Total em juros | Valor final |
|---|---|---|---|
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, 5 anos | R$ 30.000,00 | R$ 10.834,83 | R$ 40.834,83 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, 10 anos | R$ 60.000,00 | R$ 55.019,34 | R$ 115.019,34 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, 20 anos | R$ 120.000,00 | R$ 374.627,68 | R$ 494.627,68 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, 30 anos | R$ 180.000,00 | R$ 1.567.482,07 | R$ 1.747.482,07 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, começando hoje, até o mês 240 | R$ 120.000,00 | R$ 374.627,68 | R$ 494.627,68 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, começando em 12 meses, até o mês 240 | R$ 114.000,00 | R$ 319.329,42 | R$ 433.329,42 |
| R$ 500/mês, 1% ao mês de exemplo, começando em 24 meses, até o mês 240 | R$ 108.000,00 | R$ 270.930,31 | R$ 378.930,31 |
Nenhuma linha é leitura de mercado nem expectativa de retorno: é a mesma aritmética da calculadora, com números escolhidos para a conta ficar fácil de acompanhar. Rodar a tua hipótese no formulário
Duas leituras saem daí.
A primeira é o efeito do prazo. A partir do momento que eu posso investir por longo prazo, eu estou fazendo juros compostos trabalhar ao meu favor: a diferença entre um prazo e o dobro dele é exponencial, não linear, e quem faz o trabalho pesado é o número de períodos.
A segunda é o preço do atraso. As três últimas linhas mantêm a mesma hipótese e a mesma data final, e mudam só o mês em que o primeiro aporte entra: hoje, em 12 meses e em 24 meses.
Entre começar hoje e começar em 12 meses a diferença é de R$ 61.298,26; contra começar em 24 meses, de R$ 115.697,37.
Aritmética da mesma hipótese redonda, não previsão. O mecanismo é esse: quem começa muito depois não alcança quem começou antes nem dobrando o aporte, porque o tempo de capitalização que o outro já acumulou não se compra depois.
Quando o juro composto trabalha contra você?
Juro composto trabalha contra você sempre que o saldo que cresce é uma dívida. No cartão ele roda mais rápido, porque a taxa é maior.
No terceiro modo do widget você põe o saldo em aberto, a taxa que o teu contrato cobra e o número de meses, e lê o saldo em 6, 12 e 24 meses se nada for pago.
A taxa não vem preenchida, e isso é de propósito: taxa de rotativo e de parcelamento muda por emissor e por mês, e eu não tenho fonte datada para carimbar um número aqui.
O teu número está na fatura e no contrato, no campo de custo efetivo total. É esse que você digita.
O quadro abaixo roda a mesma conta com uma taxa redonda declarada como hipótese do exemplo, só para a ordem de grandeza ficar visível.
| Saldo em aberto (hipótese) | Taxa ao mês (hipótese redonda) | Meses sem pagamento | Saldo ao fim |
|---|---|---|---|
| R$ 2.000,00 | 10% | 6 | R$ 3.543,12 |
| R$ 2.000,00 | 10% | 12 | R$ 6.276,86 |
| R$ 2.000,00 | 10% | 24 | R$ 19.699,47 |
| R$ 5.000,00 | 10% | 6 | R$ 8.857,81 |
| R$ 5.000,00 | 10% | 12 | R$ 15.692,14 |
| R$ 5.000,00 | 10% | 24 | R$ 49.248,66 |
Taxa redonda de exemplo, não é a taxa do teu contrato e não é leitura de mercado. O teu número está no custo efetivo total da fatura. Abrir o modo "lado da dívida"
Vídeo: "LEMBRETE RACIONAL - EPISÓDIO 65 - INVESTIR OU PAGAR DÍVIDA" (25/10/2025), episódio inteiro sobre a decisão do devedor entre amortizar e investir.
Duas coisas que essa conta não é. Saldo em aberto não é aporte: o que cresce aqui é o que você deve. E o número que sai não é plano de pagamento, nem indicação de aceitar ou recusar o parcelamento que te ofereceram.
É o tamanho do buraco, em reais, para você decidir com número na mesa. Comparar amortizar e investir costuma dar errado por um motivo só: o tempo de capitalização dos dois lados fica de fora da comparação.
Onde o juro composto acontece de verdade?
A capitalização que a calculadora assume acontece onde o rendimento é reinvestido todo período, e não onde ele é pago em dinheiro no caminho.
Acumulam sozinhos até o resgate
- Título público
- reinveste sozinho
- CDB
- reinveste sozinho
- LCI e LCA
- reinveste sozinho
- Fundo de renda fixa
- a cota incorpora o rendimento diário
Só continuam compostos se você reinvestir
- Dividendo de ação
- cai na conta
- Cupom semestral de título
- cai na conta
- Rendimento mensal de fundo imobiliário
- cai na conta
Nesses três o dinheiro sai da aplicação e cai na conta, então a decisão de voltar a aplicar é tua. Se você não tiver a capacidade de reinvestir para o longo prazo e fazer os juros compostos trabalharem ao teu favor, você vai estar muito atrás de quem consegue fazer isso: quem recebe e gasta roda juros simples com nome de composto.
A frequência também muda a conta: rendimento diário em dia útil não dá o mesmo número que rendimento mensal. A base que o Banco Central usa para converter taxa anual em diária é de 252 dias úteis por ano, convenção das séries SGS 4389 e SGS 1178.
Para saber o que é cada um desses veículos, o caminho é tipos de investimentos; para simular um título público específico em vez da aritmética genérica, o simulador do Tesouro Direto.
Aqui a conversa é periodicidade de capitalização, e nada disso escolhe produto nem dá veredito sobre nenhum deles, tá?
Quer a fórmula ou quer a conta?
Se o que você quer é a fórmula, o caminho é outra página.
- Juros compostos: a fórmula explicada abre M = C × (1 + i)^t variável por variável, com a comparação juros simples × juros compostos e calculadora própria. É a página do conceito, e aqui a explicação não se repete.
- Simulador do Tesouro Direto serve para simular um título específico em vez da aritmética genérica.
- Ferramentas reúne as outras contas da casa, todas abertas do mesmo jeito.
- Como escolher corretora é para quem ainda não tem conta aberta.
- Tipos de investimentos é para quem ainda não sabe que produtos existem.
Cinco caminhos possíveis, e nenhum deles é de venda: nenhum link desta lista leva a curso, a cadastro ou a link de afiliado.
FAQ: dúvidas comuns sobre juros compostos
A calculadora salva ou envia os meus dados?
Não. A conta roda no teu navegador, não existe campo de e-mail e nada do que você digita sai da tua máquina.
Fecha a aba e não sobra registro de nada. Também não existe cadastro, muro de captura nem botão de exportar: a página entrega o número na tela e para aí.
É a mesma regra das outras ferramentas daqui: calculadora e simulador rodam no navegador do leitor, sem cadastro e sem envio de dado.
Que taxa eu digito se eu não tenho ideia de quanto rende?
Usa uma das premissas prontas e olha a data ao lado.
- Selic: 14,00% ao anometa vigente em 28/08/2026, na série SGS 432 do Banco Central.
- Poupança: 0,67% ao mêspara depósitos de 27/08/2026 a 27/09/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
Nenhuma dessas taxas é o que o teu investimento vai render: elas servem de referência para a hipótese, e a hipótese é tua.
Se o que você quer é comparar, roda a conta duas vezes com duas taxas diferentes e olha a distância entre os dois resultados. É isso que mostra o quanto a premissa manda no número.
O resultado já vem com imposto e inflação descontados?
O valor bruto aparece primeiro, e a alternância ao lado dele mostra o mesmo número em poder de compra de hoje.
O imposto sobre rendimento de renda fixa segue a tabela regressiva instituída pela Lei 11.033/2004, art. 1º, com alíquota que cai conforme o prazo da aplicação. Mas esta página não publica a alíquota de cada faixa nem o prazo-limite, porque a conferência da regra ainda não tem data registrada aqui, e número de regra fiscal sem data de conferência não entra.
Confere o enquadramento do teu caso na Receita Federal e no informe da tua corretora. Isso é procedimento, não planejamento tributário, e não substitui contador.
Por que o resultado aqui deu diferente da minha conta na mão?
Na maioria das vezes é unidade: taxa anual digitada com mensal marcado, ou prazo em anos lido como meses.
Confere na tabela de conversão desta página. Então aqui está 1% ao mês, que dá 12,68 ao ano, pela identidade (1 + taxa mensal)^12 − 1. E confere também a periodicidade, porque capitalização mensal e capitalização diária na base de 252 dias úteis não dão o mesmo número.
A terceira causa comum é o momento do aporte: aporte lançado no fim do mês rende um mês menos que aporte lançado no começo, e a diferença já aparece no primeiro ano.
Dá para usar a mesma conta para ver quanto a minha dívida cresce?
Dá, no terceiro modo do widget: saldo em aberto, taxa mensal do teu contrato e número de meses.
A taxa não vem preenchida porque muda por emissor e por mês, e eu não vou carimbar aqui um número que não tenho como datar. O teu está na fatura e no contrato, no campo de custo efetivo total.
O número que sai é o tamanho do saldo na hipótese que você digitou, não um conselho sobre aceitar ou recusar o parcelamento que te ofereceram. E o quadro da seção da dívida já traz a mesma conta rodada com uma taxa redonda declarada como hipótese do exemplo.
Quanto rende R$ 1.000 em juros compostos?
Depende da taxa e do prazo que você digitar, e é por isso que a resposta certa é a tua, não a minha.
Como exemplo rotulado: vamos dizer que R$ 1.000 fiquem aplicados a 1% ao mês, sem nenhum aporte novo.
- Em 12 mesesR$ 1.126,83.
- Em 5 anosR$ 1.816,70.
- Em 20 anosR$ 10.892,55.
Os três números são aritmética sobre uma hipótese redonda escolhida para a conta ficar fácil de acompanhar, não leitura de mercado e não expectativa de retorno: troca a taxa por outra e os três mudam juntos.
Hulisses Dias
Analista independente · No mercado desde 1999 como investidor
No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

