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R$ 60 milhões na poupança rendem quanto por mês?

R$ 397.020 em um mês Poupança a 0,6617% ao mês · depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026 (série SGS 195 do Banco Central)

Quanto rende R$ 60 milhões na poupança?

Resposta direta

R$ 60 milhões na poupança rendem R$ 397.020 no aniversário de um mês.

A caderneta paga 0,6617% ao mês para depósitos feitos entre 06/10/2026 e 06/11/2026, já com a TR somada. É a taxa da série 195 do Banco Central. E esse rendimento é isento de imposto de renda.

Agora vamos dizer que essa taxa se mantenha por doze meses: a conta chega a cerca de R$ 4,94 milhões, ou 8,24% sobre o principal, com juros compostos a cada aniversário mensal.

A regra que produz esse número é curta e está na Lei 12.703/2012. Tem uma regrinha lá que fala o seguinte, se a taxa Selic estiver acima de 8,5% A poupança vai render 0,5%, mais a TR, que é a taxa de referência. É a TR desta janela que leva os 0,5% até os 0,6617% ao mês.

Isso é premissa, não é previsão: a TR é recalculada todo mês, e a janela seguinte tem a própria taxa, tá?

As premissas desta conta, abertas:

  • Poupança a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.
  • Meta Selic de 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central.
  • Rendimento isento de imposto de renda.

Logo abaixo, a calculadora refaz a conta com o teu valor e o teu prazo. Atualizado em out/2026.

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Quanto rende o teu valor na poupança?

A calculadora desta página refaz a conta do topo para qualquer valor e qualquer prazo em meses.

Você digita quanto tem e por quantos meses, e a gente aplica 0,6617% ao mês a cada aniversário mensal, com juros compostos. Essa é a taxa da poupança para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.

Calculadora da poupança
Rendimento do primeiro mês · taxa vigente de 0,6617% ao mês R$ 397.020,00
Ganho total no prazo · taxa vigente de 0,6617% ao mêsR$ 4.941.509,26
Saldo final · taxa vigente de 0,6617% ao mêsR$ 64.941.509,26
Rendimento do primeiro mês · TR zero, 0,5% ao mêsR$ 300.000,00
Ganho total no prazo · TR zero, 0,5% ao mêsR$ 3.700.668,71
Saldo final · TR zero, 0,5% ao mêsR$ 63.700.668,71
Patrimônio pelo rendimento nominalR$ 3.022.517,76
Patrimônio só pelo ganho acima do IPCAR$ 5.976.320,67

Premissas: poupança a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026 (fonte: Banco Central, série SGS 195), mantida fixa em todos os meses do prazo, com capitalização no aniversário mensal; a perna de TR zero é o piso de 0,5% ao mês da Lei 12.703/2012. A direção inversa pelo rendimento nominal é renda mensal dividida pela taxa mensal; a direção inversa pelo ganho acima da inflação usa o IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026 (fonte: IBGE via Banco Central, série SGS 13522). Atualizado em outubro de 2026. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

O resultado sai em duas colunas: a da taxa vigente e a de TR zero, que é o piso de 0,5% ao mês da regra da Lei 12.703/2012 enquanto a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Com R$ 90 mil, a taxa vigente dá R$ 595,53 no primeiro mês e R$ 7.412,26 em doze meses. Com R$ 3 mil, dá R$ 19,85 no primeiro mês.

O mesmo campo roda na direção inversa, que é a pergunta de quem quer viver do rendimento. Você digita a renda mensal que quer tirar e a página devolve quanto de principal essa renda exigiria à taxa da janela. A conta é renda mensal dividida pela taxa mensal, e a data da taxa vem colada ao resultado.

É a mesma ferramenta das outras simulações de poupança deste site. Ela roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado.

Se o JavaScript estiver desligado, a tabela abaixo já tem as contas prontas:

Valor Prazo Com a taxa vigente (0,6617% ao mês) Com TR zero (0,5% ao mês)
R$ 3 mil1 mêsR$ 19,85R$ 15,00
R$ 3 mil12 mesesR$ 247,08R$ 185,03
R$ 90 mil1 mêsR$ 595,53R$ 450,00
R$ 90 mil12 mesesR$ 7.412,26R$ 5.551,00
R$ 1 milhão1 mêsR$ 6.617,00R$ 5.000,00
R$ 1 milhão12 mesesR$ 82.358,49R$ 61.677,81
R$ 60 milhões1 mêsR$ 397.020,00R$ 300.000,00
R$ 60 milhões12 mesesR$ 4.941.509,25R$ 3.700.668,71

Taxa da poupança de 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central, mantida por doze meses como premissa. A coluna de TR zero fica no piso de 0,5% ao mês da Lei 12.703/2012. Doze meses = valor × (1 + taxa)¹² − valor, com capitalização no aniversário mensal, e a direção inversa é renda mensal dividida pela taxa mensal.

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

De onde vem esse número?

Os R$ 397.020 saem de uma conta com três entradas, e as três estão abertas nesta página: a faixa do gatilho da Selic, a TR do mês e a taxa da caderneta que sai das duas.

Sobre R$ 60 milhões, essa taxa é de 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.

Mas vamos calcular aqui, numa conta de padeiro, quanto seria o rendimento da taxa poupança?

As entradas são estas:

01

A meta Selic, de 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central. Está acima do gatilho de 8,5% ao ano, e nessa faixa vale a regra de 0,5% ao mês mais TR da Lei 12.703/2012.

02

A TR, a taxa referencial que o Banco Central recalcula todo mês. É ela que leva o piso de 0,5% até a taxa da janela. Esta página não publica valor isolado de TR porque não tem linha datada para ele. Quem quiser o número isolado lê a série pública do Banco Central.

03

A taxa resultante, de 0,6617% ao mês, a do topo desta seção. Sobre R$ 60 milhões, a TR desta janela vale R$ 97.020 por mês a mais que o piso de 0,5%.

04

O que fica de fora da conta: custo de instituição, imposto de renda (a caderneta é isenta), IOF de resgate antes de 30 dias, pelo Decreto 6.306/2007, e qualquer movimentação no meio do ciclo.

0,5% ao mês o piso da regra da Lei 12.703/2012 enquanto a Selic está acima de 8,5% ao ano
+
a TR da janela recalculada todo mês pelo Banco Central; esta página não publica o valor isolado dela
=
0,6617% ao mês depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, série SGS 195 do Banco Central

Ou seja, entre a taxa da janela e o piso da regra há R$ 97.020 por mês de diferença, e é só a TR que separa os dois números, tá?

R$ 97.020
por mês: a diferença, sobre R$ 60 milhões, entre a taxa da janela (0,6617% ao mês) e o piso de 0,5% da regra (fonte: Banco Central, série SGS 195, janela de 06/10/2026 a 06/11/2026)

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Como a poupança calcula o rendimento?

A poupança calcula o rendimento por uma regra única, fixada em lei, e é por isso que ela rende igual em qualquer banco.

A regra da Lei 12.703/2012 tem duas faixas. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 0,5% ao mês mais TR. Com a Selic em 8,5% ao ano ou menos, rende 70% da Selic mais TR.

Com a meta em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central, vale a primeira. E ela chega a 0,6617% ao mês na janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195.

É a pergunta que mais me chega sobre a caderneta: qual o melhor banco para eu ter a poupança que rende mais? E a resposta já está aqui, todas as poupanças elas rendem igual. A regra é a mesma para toda instituição, e é a faixa da Selic que a decide.

Faixa do gatilho da Selic Como a caderneta remunera
Selic acima de 8,5% ao ano. É a faixa vigente, com a meta em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central 0,5% ao mês mais a TR, pela Lei 12.703/2012. É esta faixa que produz os 0,6617% ao mês da janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central
Selic em 8,5% ao ano ou menos 70% da Selic ao ano mais a TR, pela Lei 12.703/2012. Esta página não publica cifra para esta faixa: ela dependeria de uma Selic e de uma TR que não existem como dado datado

Fonte das duas linhas: Banco Central, série SGS 432 (meta Selic em 07/10/2026) e série SGS 195 (remuneração da poupança, janela de 06/10/2026 a 06/11/2026); a regra das duas faixas está na Lei 12.703/2012.

Então não tem um banco que vai render mais poupança do que o outro. O que muda de um para outro não é a taxa: é o risco do emissor e o teto da garantia, que é o assunto da seção do FGC.

A poupança rende todo dia?

Não. A poupança credita rendimento uma vez por mês, no aniversário do depósito, e é por isso que a taxa desta página vem com uma janela colada nela.

O crédito tem data marcada: a poupança ela rende no aniversário, tá? Então eu tenho que esperar fazer o aniversário de mês. A regra é a da Lei 12.703/2012, e a janela é a da linha datada: os 0,6617% valem para depósitos feitos entre 06/10/2026 e 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.

Dia do depósito Dias sem crédito nenhum Aniversário de mês: é aqui que os R$ 397.020 são creditados

Na prática fica assim: se eu ficar 20 dias com o dinheiro na poupança não vai render nada porque tem que fazer um mês inteiro. Sobre R$ 60 milhões isso quer dizer que os R$ 397.020 do primeiro ciclo só existem no dia do aniversário. Um resgate um dia antes leva zero daquele ciclo, qualquer que seja o valor.

R$ 397.020
o rendimento do ciclo que se perde ao resgatar R$ 60 milhões um dia antes do aniversário (fonte: Banco Central, série SGS 195, janela de 06/10/2026 a 06/11/2026)

É também por isso que os números da primeira página de busca não batem entre si. Quem divide um rendimento anual por doze chega a um valor mensal que a caderneta não paga assim.

A janela seguinte tem a própria taxa, porque a TR é recalculada todo mês, tá?

E se a Selic cair?

Se a Selic cair a 8,5% ao ano ou menos, a regra da caderneta muda de faixa. Se a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a poupança vai render 70% da taxa Selic mais a taxa TR.

Nessa faixa de baixo, cada queda da taxa básica leva o rendimento mensal com ela, porque o 0,5% ao mês deixa de ser o piso da conta. Na faixa de cima, a de hoje, o 0,5% ao mês é piso e quem mexe na conta é a TR.

Com a meta Selic em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central, vale a faixa de cima. Uma queda da taxa básica chega à conta pela TR, não pelos 0,5%.

Vídeo: a Selic a 5,25% ao ano e o que a queda da taxa básica faz com a regra da poupança
O meu vídeo é de agosto de 2021, gravado com a Selic a 5,25% ao ano. As taxas desta página são as de outubro de 2026, com a janela e a série ao lado de cada número.

O que empurra a taxa básica para baixo é a inflação. E quando a inflação está controlada e o governo quer incentivar crescimento, crescimento do PIB, o aumento do consumo, o que ele faz? Ele diminui a taxa Selic. É nesse movimento que o gatilho de 8,5% ao ano sai do rodapé e passa a mexer na conta de quem vai conviver com o valor por anos.

Sobre R$ 60 milhões, a distância dentro da faixa vigente é esta: do piso de R$ 300.000 por mês, com TR zero, aos R$ 397.020 da janela corrente, na série 195 do Banco Central.

8,5% ao ano
O gatilho da regra da poupança

Acima dele a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR; nele ou abaixo, 70% da Selic ao ano mais a TR (Lei 12.703/2012). A meta Selic está em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central.

Esta página não publica cifra para a faixa de baixo, porque isso exigiria uma Selic e uma TR hipotéticas.

A próxima reunião do Copom é em 04/11/2026, lida em 07/10/2026 na linha de Selic do Banco Central, série 432. A validade da conta é a da janela de depósito datada, e não a da data em que você leu a página.

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Poupança, Tesouro Selic, CDB ou LCI?

A comparação entre a caderneta e a renda fixa alternativa só fecha no líquido, e a razão é o imposto.

Para quem ainda é leigo nesse assunto, a poupança, ela não tem imposto de renda e o Tesouro Selic, ele tem uma tributação regressiva.

Sobre R$ 60 milhões em doze meses, a conta fica assim:

Aplicação Taxa usada + data IR em doze meses Custo Rendimento líquido em doze meses
Poupança 0,6617% ao mês, depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, série 195 do Banco Central Isenta Nenhum cerca de R$ 4,94 milhões
Título pós-fixado a 100% do CDI 13,65% ao ano em 06/10/2026, série 4389 do Banco Central 17,5% sobre o rendimento, faixa de 361 a 720 dias da Lei 11.033/2004 Nenhum declarado nesta conta cerca de R$ 6,76 milhões
Tesouro Selic Selic efetiva de 13,65% ao ano em 06/10/2026, série 1178 do Banco Central 17,5% sobre o rendimento, faixa de 361 a 720 dias da Lei 11.033/2004 0,20% ao ano de custódia na B3, isenta só até R$ 10 mil de estoque cerca de R$ 6,64 milhões

O pós-fixado a 100% do CDI dá cerca de R$ 8,19 milhões brutos nessa premissa, e são os 17,5% da tabela regressiva que levam o número para cerca de R$ 6,76 milhões. O percentual de 100% do CDI entra aqui como premissa declarada, não como oferta que exista na tua tela.

LCI e LCA são isentas, e a isenção pode virar a ordem desta tabela. Mas a taxa delas é negociada emissor por emissor e costuma vir com carência, então não há cifra de LCI nem de CDB nesta página.

O percentual da tua oferta está na ficha do produto, no app do emissor ou na tela de renda fixa da corretora.

Premissas da tabela: R$ 60 milhões e doze meses corridos, ou 365 dias, que é o que coloca a conta na faixa de 361 a 720 dias da tabela regressiva. As taxas acima ficam mantidas por todo o período e lidas na convenção de 252 dias úteis. Fora da conta: o IOF de resgate antes de 30 dias do Decreto 6.306/2007, custo de instituição e movimentação no meio do ciclo.

Nenhuma linha desta comparação é indicação de produto.

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

Quanto sobra depois da inflação?

Dos cerca de R$ 4,94 milhões que R$ 60 milhões rendem em doze meses na caderneta, cerca de R$ 2,53 milhões apenas repõem a inflação. Sobram cerca de R$ 2,41 milhões de poder de compra, em reais do fim do período.

A subtração, linha por linha:

  1. Rendimento nominal de doze meses: cerca de R$ 4,94 milhões, à taxa de 0,6617% ao mês da janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.
  2. Parcela que repõe o IPCA: cerca de R$ 2,53 milhões, pelo IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026, medido pelo IBGE e publicado na série 13522 do Banco Central.
  3. Ganho acima da inflação: cerca de R$ 2,41 milhões.

Toda taxa de renda fixa é nominal, inclusive a da caderneta.

E o risco de longo prazo não é o saldo parar de crescer: é chegar ao fim de uma vida inteira de acumulação com menos poder de compra do que se tinha no começo.

É essa subtração que separa saldo crescendo de poder de compra crescendo.

cerca de R$ 2,41 milhões
o que sobra acima da inflação em doze meses sobre R$ 60 milhões na poupança (fonte: Banco Central, séries SGS 195 e SGS 13522; IPCA de 4,22% até agosto de 2026)

A mesma conta mede o que fica na mesa. Contra um pós-fixado a 100% do CDI datado, líquido na faixa de 17,5%, a diferença é de cerca de R$ 1,82 milhões em doze meses, ou cerca de R$ 151 mil por mês, em média.

As duas premissas estão na mesa: a taxa da caderneta é a da janela corrente mantida por doze meses, e o IPCA é o acumulado que já passou.

Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

R$ 60 milhões cabem no FGC?

Não cabem.

Um garantidor de crédito, o FGC, ele segura até 250 mil reais por instituição, por CPF, tá bom?

A regra registrada é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. São duas regras, e as duas valem ao mesmo tempo:

01

Teto por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro: R$ 250 mil.

02

Teto por quadriênio: R$ 1 milhão a cada quatro anos, somando todas as instituições.

Sobre R$ 60 milhões num emissor só, R$ 59,75 milhões ficam fora da cobertura. A garantia alcança 0,42% do valor, que passa 240 vezes o limite.

R$ 60 milhões num emissor só R$ 250 mil cobertos · 0,42% do total R$ 59,75 milhões fora da cobertura · 99,58% do total
A fatia verde é o teto de R$ 250 mil, desenhada na mesma escala dos R$ 60 milhões; o traço marca onde ela acaba.

Fonte: FGC, regra lida em 07/10/2026 — R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Fatiar em pedaços de R$ 250 mil exigiria 240 conglomerados, e mesmo aí o teto por quadriênio limitaria o que a garantia pagaria no período.

R$ 59,75 milhões
o que fica fora da garantia do FGC com R$ 60 milhões num emissor só (fonte: FGC, regra lida em 07/10/2026 — R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos)

Título público não depende do FGC, porque o risco é do Tesouro Nacional. E a caderneta carrega o risco do banco emissor, como qualquer CDB.

Explicação geral da regra, não orientação individual de alocação.

Os produtos simulados aceitam R$ 60 milhões?

Em R$ 60 milhões o limitante deixa de ser a taxa e passa a ser a capacidade. São três:

  1. O limite de compra do Tesouro Direto, por investidor e por mês. A regra existe, e o valor vigente está na própria página do Tesouro Direto, não aqui: esta página só publica número com data e linha própria.
  2. A oferta de cada emissor, em CDB e em LCI. Quanto cada um aceita captar de uma vez não é tabelado.
  3. O teto do FGC, o da seção anterior, que nesta escala cobre 0,42% do valor num emissor só.

No Tesouro Selic entra ainda a custódia de 0,20% ao ano da B3 sobre o estoque acima de R$ 10 mil: cerca de R$ 120 mil ao ano nesta escala.

cerca de R$ 120 mil
ao ano: a custódia de 0,20% ao ano da B3 sobre R$ 60 milhões em Tesouro Selic, já descontada a isenção dos primeiros R$ 10 mil de estoque (fonte: B3, taxa de custódia do Tesouro Direto lida em 07/10/2026)

Nesta faixa um valor desse tamanho entra em parcelas: uma por janela mensal no Tesouro Direto, uma por emissor em CDB e em LCI. E é esse fracionamento que cobra tempo e atenção de quem aplica.

Ou seja, simular uma aplicação só nesta faixa é aritmética, não retrato: o assunto aqui é distribuição.

Como saber quando a taxa mudar?

A taxa desta página tem validade de uma janela mensal. Os 0,6617% valem para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central, e a janela seguinte tem a própria taxa.

A meta Selic está em 13,75% ao ano desde 17/09/2026 e a próxima reunião do Copom é em 04/11/2026, lida em 07/10/2026 na linha de Selic do Banco Central, série 432.

Se você quiser que eu te avise quando a Selic, a TR ou a regra da caderneta mudar, entra no grupo gratuito de novidades e dicas no WhatsApp. É de graça e nada ali é oferta de produto financeiro.

E logo abaixo estão as contas já feitas para outros valores, cada uma refazendo a conta para o próprio valor:

FAQ: Perguntas frequentes sobre a poupança

Quanto rende R$ 60 milhões na poupança por mês?

R$ 397.020 no aniversário de um mês, com a caderneta a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.

Esse rendimento é isento de imposto de renda. A taxa é recalculada a cada janela mensal, porque a TR entra na conta todo mês, então a janela seguinte pode dar outro valor. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.

A poupança rende igual em todo banco?

Sim. A regra está na Lei 12.703/2012 e vale para toda instituição: 0,5% ao mês mais TR com a Selic acima de 8,5% ao ano.

Com a meta Selic em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central, essa é a faixa vigente. O que muda de um banco para outro não é a taxa: é o risco do emissor e o teto da garantia do FGC, de R$ 250 mil por CPF e por conglomerado financeiro.

A poupança rende todo dia?

Não. O crédito acontece uma vez por mês, no aniversário do depósito, e é por isso que a taxa vem com uma janela colada nela: os 0,6617% valem para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série 195 do Banco Central.

Um resgate um dia antes do aniversário leva zero daquele ciclo, qualquer que seja o valor. É também por isso que dividir um rendimento anual por doze dá um valor mensal que a caderneta não paga assim.

E se a Selic cair para 8,5% ao ano ou menos?

A regra muda de faixa: a caderneta passa a render 70% da Selic mais TR, e aí cada queda da taxa básica leva o rendimento mensal com ela.

Com a meta Selic em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série 432 do Banco Central, vale hoje a outra faixa, a de 0,5% ao mês mais TR. A próxima reunião do Copom é em 04/11/2026, lida em 07/10/2026 na mesma linha de Selic, série 432. Esta página não publica cifra para a faixa de baixo.

R$ 60 milhões num banco só estão protegidos pelo FGC?

Só R$ 250 mil. A garantia cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Num emissor só, isso deixa R$ 59,75 milhões fora da cobertura, ou 0,42% do valor, que passa 240 vezes o limite. Título público não depende do FGC, porque o risco é do Tesouro Nacional. Explicação geral da regra, não orientação individual de alocação.

Dá para colocar R$ 60 milhões no Tesouro Direto?

Não de uma vez. O Tesouro Direto tem limite de compra por investidor por mês, e o valor vigente está na própria página do Tesouro Direto, não aqui, porque esta página só publica número com data e linha própria.

Além do limite há a custódia de 0,20% ao ano da B3 sobre o estoque acima de R$ 10 mil, cerca de R$ 120 mil ao ano nesta escala, e o custo de montar a posição em parcelas. Explicação geral da mecânica, não orientação individual de alocação.

eu, Hulisses Dias, em retrato de estúdio
Analista CNPI · APIMEC
Quem assina

Hulisses Dias

No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

Invisto desde 1999, e a credencial de analista veio em 2020. Em 2025 escrevi o livro Investir é Sobre Gente, pela Interminds, ISBN 9786583317377.

Não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. É isso que me deixa abrir esta conta inteira, com a taxa, a janela e a fonte na mesa. Nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.

Declaração de independência, pelo art. 21, I da Resolução CVM nº 20/2021: o que está aqui é explicação geral de regra e de cálculo, não recomendação individual.

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