Quanto rende R$ 2 milhões na poupança?
R$ 2 milhões na poupança rendem R$ 13.234,00 no aniversário de um mês.
A caderneta paga 0,6617% ao mês para depósitos feitos entre 06/10/2026 e 06/11/2026, já com a TR somada. É a taxa que o Banco Central publica na série SGS 195. Esse rendimento é isento de imposto de renda.
Agora vamos dizer que essa mesma taxa se mantenha pelos doze meses seguintes: a conta chega a cerca de R$ 164.716,98, ou 8,24% sobre o principal, com juros compostos a cada aniversário mensal.
A regra que produz esse número é de lei, e ela cabe numa frase. Tem uma regrinha lá que fala o seguinte, se a taxa Selic estiver acima de 8,5% A poupança vai render 0,5%, mais a TR, que é a taxa de referência. É a TR desta janela que leva esses 0,5% até os 0,6617% ao mês, e a meta Selic está em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central, bem acima do gatilho.
Isso é premissa, não é previsão: a TR é recalculada a cada janela mensal, e a janela seguinte tem a sua própria taxa, tá? Logo abaixo, a calculadora refaz a mesma conta para o valor e o prazo que você quiser.
Premissas desta conta, atualizado em out/2026:
- caderneta a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central;
- meta Selic de 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do mesmo Banco Central;
- rendimento isento de imposto de renda.
Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Quanto rende o teu valor na poupança?
A calculadora refaz a conta do topo para qualquer valor e qualquer prazo em meses.
Você digita quanto tem e por quantos meses, e a gente aplica 0,6617% ao mês a cada aniversário mensal, com juros compostos: a taxa da caderneta para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
Premissas: caderneta a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026 (fonte: Banco Central, série SGS 195), mantida fixa em todos os meses do prazo, com capitalização no aniversário mensal; a perna de TR zero é o piso de 0,5% ao mês da Lei 12.703/2012. A direção inversa pelo ganho acima da inflação usa o IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026 (fonte: IBGE via Banco Central, série SGS 13522). Atualizado em outubro de 2026. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
O resultado sai em duas colunas:
- Com a taxa vigente, 0,6617% ao mês: a taxa desta janela, com a TR já embutida.
- Com TR zero, 0,5% ao mês: o piso da regra da Lei 12.703/2012, que é o que a caderneta paga enquanto a Selic está acima de 8,5% ao ano.
Com R$ 2 milhões, a taxa vigente dá R$ 13.234,00 no primeiro mês e R$ 164.716,98 em doze meses.
O mesmo campo roda na direção inversa, da renda mensal para o patrimônio:
- Para retirar R$ 10 mil por mês do rendimento nominal, seriam cerca de R$ 1,51 milhão aplicados.
- Para retirar os mesmos R$ 10 mil sem encolher o poder de compra, seriam cerca de R$ 2,99 milhões. Aí a conta usa só o ganho que sobra acima do IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026, que o IBGE apura e o Banco Central publica na série SGS 13522.
A conta roda no teu navegador, sem cadastro e sem envio de dado, e toda saída traz a data da taxa usada.
Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
E se a calculadora não abrir no teu aparelho, os valores já prontos estão aqui:
| Valor | Prazo | Com a taxa vigente (0,6617% ao mês) | Com TR zero (0,5% ao mês) |
|---|---|---|---|
| R$ 100 mil | 1 mês | R$ 661,70 | R$ 500,00 |
| R$ 100 mil | 12 meses | R$ 8.235,85 | R$ 6.167,78 |
| R$ 500 mil | 1 mês | R$ 3.308,50 | R$ 2.500,00 |
| R$ 500 mil | 12 meses | R$ 41.179,24 | R$ 30.838,91 |
| R$ 2 milhões | 1 mês | R$ 13.234,00 | R$ 10.000,00 |
| R$ 2 milhões | 12 meses | R$ 164.716,98 | R$ 123.355,62 |
| R$ 10 milhões | 1 mês | R$ 66.170,00 | R$ 50.000,00 |
| R$ 10 milhões | 12 meses | R$ 823.584,88 | R$ 616.778,12 |
Taxa da poupança de 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central, mantida por doze meses como premissa; coluna de TR zero no piso de 0,5% ao mês da Lei 12.703/2012. Doze meses = valor × (1 + taxa)¹² − valor, com capitalização no aniversário mensal. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
De onde vem esse número?
Os R$ 13.234,00 que R$ 2 milhões rendem em um mês na poupança saem de três entradas, e as três estão abertas nesta página. Mas vamos calcular aqui, numa conta de padeiro, quanto seria o rendimento da taxa poupança? Vou pela ordem:
A meta Selic, de 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central. Está acima do gatilho de 8,5% ao ano, e nessa faixa vale a regra de 0,5% ao mês mais TR da Lei 12.703/2012.
A TR, a taxa referencial que o Banco Central recalcula todo mês. É ela que leva o piso de 0,5% até a taxa da janela. Esta página não publica valor isolado de TR, porque não tem fonte datada para ele; quem quiser o número isolado lê a série pública do Banco Central.
A taxa resultante, de 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central. Sobre R$ 2 milhões, a parcela que a TR acrescenta ao piso de 0,5% vale R$ 3.234,00 no mês, e é recalculada a cada janela mensal.
O que fica de fora da conta: custo de instituição, imposto de renda (a caderneta é isenta), IOF de resgate antes de 30 dias, que vem do Decreto 6.306/2007, e qualquer movimentação no meio do ciclo.
A fórmula, escrita por extenso: rendimento do mês = saldo × 0,6617%, creditado no aniversário. Doze meses = saldo × (1 + 0,6617%)¹² − saldo.
Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Como a poupança calcula o rendimento?
A poupança calcula o rendimento por uma regra única, fixada em lei, e é por isso que ela rende igual em qualquer banco.
A regra tem duas pernas, e a mais citada é a de baixo. E aí, como é que a gente calcula o retorno da poupança? 70% da Selic mais TR. Essa é a perna da Lei 12.703/2012 para quando a Selic está em 8,5% ao ano ou menos, e não é a que vale hoje.
Com a meta Selic em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central, quem manda é a outra perna: 0,5% ao mês mais TR. É o que produz os 0,6617% ao mês da janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195.
E a TR que entra aí não tem mistério. TR é taxa de referência, beleza? Quem recalcula ela, mês a mês, é o próprio Banco Central, e é ela que leva o piso de 0,5% até os 0,6617% desta janela.
| Faixa do gatilho da Selic | Como a caderneta remunera |
|---|---|
| Selic acima de 8,5% ao ano, que é a faixa vigente, com a meta em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central | 0,5% ao mês mais a TR, pela Lei 12.703/2012. É esta faixa que produz os 0,6617% ao mês da janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central |
| Selic em 8,5% ao ano ou menos | 70% da Selic ao ano mais a TR, pela Lei 12.703/2012. Esta página não publica cifra para esta faixa: ela dependeria de uma Selic e de uma TR hipotéticas, que não existem como dado datado |
Fonte das duas linhas: Banco Central, série SGS 432 (meta Selic em 07/10/2026) e série SGS 195 (remuneração da caderneta, janela de 06/10/2026 a 06/11/2026); a regra das duas faixas está na Lei 12.703/2012.
Como a regra é de lei, ela vale para toda instituição. E aí vem a pergunta que me fazem muito: qual o melhor banco para eu ter a poupança que rende mais? E a resposta já está aqui, todas as poupanças elas rendem igual.
O que muda de um banco para outro não é a taxa. É o risco do emissor e o teto da garantia, que é o assunto da seção do FGC.
A poupança rende todo dia?
Não. A poupança credita rendimento uma vez por mês, no aniversário do depósito, e sobre o menor saldo do período.
E esse detalhe decide o mês inteiro: uma coisa importante que as pessoas tem que lembrar também, a poupança ela rende no aniversário, tá? Sobre R$ 2 milhões isso quer dizer que os R$ 13.234,00 do primeiro ciclo só existem no dia do aniversário, e não um dia antes. Quem resgata no dia anterior leva zero daquele ciclo, qualquer que seja o valor, e a caderneta está a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
O ciclo mensal tem três marcos:
- O depósito. É ele que define a data de aniversário do dinheiro.
- Os dias entre um aniversário e o outro. Nenhum crédito acontece aqui, por mais dias que passem.
- O aniversário. O rendimento do ciclo entra, calculado sobre o menor saldo do período.
É também por isso que os números da primeira página de busca não batem entre si: quem divide um rendimento anual por doze chega a um valor mensal que a caderneta não paga assim. A taxa vale para a janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, e a janela seguinte tem a sua própria.
Vinte dias de aplicação não rendem dois terços do mês: se eu ficar 20 dias com o dinheiro na poupança não vai render nada porque tem que fazer um mês inteiro
E se a Selic cair?
Se a Selic cair até 8,5% ao ano ou menos, a regra da poupança muda de faixa.
Com a meta Selic em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central, hoje vale a faixa de cima, a de 0,5% ao mês mais TR. A virada pesa para quem vai conviver com o valor por anos, e não por um mês.
Na faixa de baixo a conta troca de âncora. Se a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, a poupança vai render 70% da taxa Selic mais a taxa TR. Cada queda da taxa básica leva o rendimento mensal com ela, por quê? Porque o 0,5% ao mês deixa de ser o piso da conta.
Acima dele a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR; nele ou abaixo, 70% da Selic ao ano mais a TR (Lei 12.703/2012). A meta Selic está em 13,75% ao ano em 07/10/2026, na série SGS 432 do Banco Central — bem acima do gatilho.
Esta página não publica cifra para essa faixa, porque isso exigiria uma Selic e uma TR hipotéticas.
A próxima reunião do Copom é em 04/11/2026, lida em 07/10/2026 na linha de Selic do Banco Central, série SGS 432. É ela que pode mexer de faixa. A validade desta conta continua ancorada na janela de depósito de 06/10/2026 a 06/11/2026, que é o que muda o número desta página.
Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
Poupança, Tesouro Selic ou CDB?
A comparação entre a poupança e a renda fixa de liquidez parecida só faz sentido no líquido, e a razão é o imposto.
E a assimetria começa no básico. Para quem ainda é leigo nesse assunto, a poupança, ela não tem imposto de renda e o Tesouro Selic, ele tem uma tributação regressiva. Na prática, uma das duas chega ao bolso inteira e a outra chega com desconto, e é depois desse desconto que os números podem ficar lado a lado.
Sobre R$ 2 milhões em doze meses, a caderneta rende cerca de R$ 164.716,98 isentos, e as duas alternativas rendem mais do que isso mesmo depois do imposto: cerca de R$ 225.225,00 num título pós-fixado a 100% do CDI e cerca de R$ 221.245,00 no Tesouro Selic.
| Aplicação | Taxa usada + data | IR em doze meses | Custo | Rendimento líquido |
|---|---|---|---|---|
| Poupança | 0,6617% ao mês, depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026 (Banco Central, série SGS 195) | Isenta | Nenhum | cerca de R$ 164.716,98 |
| Título pós-fixado a 100% do CDI | 13,65% ao ano em 06/10/2026 (Banco Central, série SGS 4389) | 17,5% sobre o rendimento, faixa de 361 a 720 dias (Lei 11.033/2004) | Nenhum declarado nesta conta | cerca de R$ 225.225,00 |
| Tesouro Selic | Selic efetiva de 13,65% ao ano em 06/10/2026 (Banco Central, série SGS 1178) | 17,5% sobre o rendimento, faixa de 361 a 720 dias (Lei 11.033/2004) | 0,20% ao ano de custódia na B3, isenta só até R$ 10 mil de estoque | cerca de R$ 221.245,00 |
Premissas: R$ 2 milhões, doze meses corridos (365 dias, por isso a faixa de 361 a 720 dias da tabela regressiva), as taxas acima mantidas por todo o período e lidas em base de 252 dias úteis. Fora da conta: IOF de resgate antes de 30 dias, do Decreto 6.306/2007, custo de instituição e movimentação no meio do ciclo. Nenhuma linha é indicação de produto. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
No bruto o pós-fixado a 100% do CDI dá R$ 273.000,00 sobre R$ 2 milhões, e é o imposto de 17,5% que tira dali os cerca de R$ 225.225,00 da última coluna — a diferença de taxa é maior do que o imposto, e por isso as duas alternativas terminam acima da caderneta mesmo no líquido.
Esta página não publica taxa de CDB nem de LCI e LCA. O percentual do CDI da oferta que chegou para você está na ficha do produto, no app do emissor ou na tela de renda fixa da corretora.
Quanto sobra depois da inflação?
Dos cerca de R$ 164.716,98 que R$ 2 milhões rendem em doze meses na poupança, R$ 84.400,00 apenas repõem a inflação. Sobram cerca de R$ 80.316,98 de poder de compra, em reais do fim do período.
A subtração, linha por linha:
Rendimento nominal de doze meses: R$ 164.716,98. Caderneta a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
Parcela que repõe o IPCA: R$ 84.400,00. IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026, apurado pelo IBGE e publicado pelo Banco Central na série SGS 13522.
Ganho acima da inflação: cerca de R$ 80.316,98, em reais do fim do período.
Toda taxa de renda fixa é nominal, inclusive a da caderneta. A inflação do período é o desconto que vem antes de qualquer conclusão: você vai subtrair isso do valor total e você vai ter o teu rendimento real, que é exatamente aquilo que você gerou de riqueza, que você ganhou de riqueza, tá bom? É essa subtração que separa saldo crescendo de poder de compra crescendo.
As duas premissas estão na mesa: a taxa da poupança é a da janela corrente mantida por doze meses, e o IPCA é o acumulado que já passou. Então a conta de doze meses à frente é premissa, e não previsão.
Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
A mesma subtração se repete a cada doze meses, e o que sobra acima da inflação é o único pedaço do rendimento que vira poder de compra.
R$ 2 milhões dão quanto por mês?
R$ 2 milhões na poupança sustentam R$ 13.234,00 por mês se o rendimento nominal inteiro for retirado. Nesse ritmo o principal fica igual em reais e menor em poder de compra.
Para retirar sem encolher o poder de compra, a conta usa só o ganho acima do IPCA e cai para cerca de R$ 6.693,08 por mês.
As duas saem da caderneta a 0,6617% ao mês na janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central, e do IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026, que o IBGE apura e o Banco Central publica na série SGS 13522.
O método é a divisão da renda desejada pela taxa mensal, e eu já fiz essa conta em voz alta, antes de pegar a HP 12C. 10 mil divididos por 0,01 25, eu preciso ter o quê? 800 mil reais. Então, esse é o valor que eu preciso ter para gerar 10 mil de renda. Aquele 0,0125 ao mês é a taxa de uma carteira diversificada em outubro de 2025, não a da caderneta.
Por isso a conta desta página roda com os 0,6617% da janela declarada acima, e a calculadora da Seção 2 faz a mesma pergunta para a renda que você tem em mente.
Mecânica de retirada, não plano de aposentadoria e não orientação individual. Simulação. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
R$ 2 milhões cabem no FGC?
Não cabem. A garantia do Fundo Garantidor de Créditos vai até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos. É o que o regulamento do próprio FGC estabelece, lido em 07/10/2026.
Num emissor só, isso deixa R$ 1.750.000,00 de um saldo de R$ 2 milhões fora da cobertura.
Fonte: regulamento do Fundo Garantidor de Créditos — teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro, com limite de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos, lido em 07/10/2026.
São duas regras, e as duas mordem um saldo de sete dígitos:
- Teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro. A caderneta entra nesse mesmo teto, porque é depósito bancário igual ao CDB e ao RDB. O selo não vale mais por ser poupança.
- Teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Ele limita o pagamento mesmo de quem fatia o valor: oito fatias de R$ 250 mil somam os R$ 2 milhões, e a garantia pagaria no máximo R$ 1 milhão no período.
Dinheiro no banco corre o risco do banco, mas eu tenho uma coisa chamada fundo garantidor de crédito, que é um seguro dos bancos, que é privado, não é algo governamental, que segura até 250 mil reais por CPF. Título público não depende dele, porque o risco é do Tesouro Nacional.
Explicação geral da regra, não orientação individual de alocação.
Como saber quando a taxa mudar?
A taxa desta página tem validade de um mês: os 0,6617% valem para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, e a janela seguinte tem a sua própria taxa, na série SGS 195 do Banco Central.
A meta Selic está em 13,75% ao ano desde 17/09/2026 e a próxima reunião do Copom é em 04/11/2026, lida em 07/10/2026 na linha de Selic do Banco Central, série SGS 432.
Se você quiser que eu te avise quando a Selic, a TR ou a regra da poupança mudar, entra no grupo gratuito de novidades e dicas no WhatsApp: é curto, é de graça e nada ali é oferta de produto financeiro. Nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.
E logo abaixo estão as contas já feitas para outros valores, cada uma refazendo a conta para o próprio valor:
FAQ: Perguntas frequentes sobre a poupança
Quanto rende R$ 2 milhões na poupança por mês?
R$ 13.234,00 no aniversário de um mês, com a caderneta a 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central.
Esse rendimento é isento de imposto de renda. A taxa é recalculada a cada janela mensal, então a janela seguinte pode ter outra. Simulação, não é promessa de rentabilidade.
A poupança rende todo dia?
Não. O crédito acontece uma vez por mês, no aniversário do depósito, e sobre o menor saldo do período.
Quem resgata um dia antes do aniversário leva zero daquele ciclo, qualquer que seja o valor. É também por isso que dividir um rendimento anual por doze dá um valor mensal que a caderneta não paga assim.
A poupança rende 6,17% ao ano?
Não como rendimento da caderneta hoje. Os 6,17% são a conversão anual da perna de 0,5% ao mês da regra da Lei 12.703/2012, sem a TR.
A taxa que vale de fato é a da janela: 0,6617% ao mês para depósitos de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central, o que dá 8,24% em doze meses se ela se mantiver. Esta página não publica 6,17% como rendimento da poupança, porque a TR entra na conta e é recalculada todo mês.
A poupança rende igual em todo banco?
Sim. A regra está na Lei 12.703/2012 e vale para toda instituição: 0,5% ao mês mais TR com a Selic acima de 8,5% ao ano.
O que muda de um banco para outro não é a taxa, é o risco do emissor e o teto da garantia do FGC, de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado.
R$ 2 milhões num banco só estão protegidos pelo FGC?
Só R$ 250 mil. A garantia do Fundo Garantidor de Créditos cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por conglomerado financeiro, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos, pelo regulamento do próprio FGC, lido em 07/10/2026. Isso deixa R$ 1.750.000,00 fora da cobertura num emissor só.
A caderneta entra nesse mesmo teto, porque é depósito bancário igual ao CDB e ao RDB, e o teto por quadriênio limita o pagamento mesmo de quem fatia o valor. Título público não depende do FGC, porque o risco é do Tesouro Nacional.
Explicação geral da regra, não orientação individual de alocação.
Quanto R$ 2 milhões dão de renda por mês sem encostar no principal?
R$ 13.234,00 por mês se o rendimento nominal inteiro for retirado, à taxa de 0,6617% ao mês da janela de 06/10/2026 a 06/11/2026, na série SGS 195 do Banco Central. E aí o principal fica igual em reais e menor em poder de compra.
Para retirar sem encolher o poder de compra, a conta usa só o ganho acima do IPCA de 4,22% acumulado em doze meses até agosto de 2026, que o IBGE apura e o Banco Central publica na série SGS 13522, e cai para cerca de R$ 6.693,08 por mês.
As duas contas são simulação com as taxas mantidas como premissa. Não é projeção, promessa nem garantia de rentabilidade.
A poupança paga IOF ou imposto de renda no resgate curto?
Não paga nenhum dos dois. A caderneta é isenta de imposto de renda para pessoa física e não tem IOF, e é essa assimetria que a comparação do meio da página mede.
Um título privado ou público pago pela tabela regressiva recolhe de 22,5% do rendimento até 180 dias a 15% acima de 720 dias, pela Lei 11.033/2004. E um resgate antes de 30 dias ainda paga IOF, que pelo Decreto 6.306/2007 incide sobre o rendimento numa escala que cai dia a dia: 96% do rendimento no 1º dia, 50% no 15º e 0% a partir do 30º.
Na poupança o que decide o resgate curto não é imposto, é a data de aniversário.
Hulisses Dias
No mercado desde 1999 como investidor, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020 e sujeito à regulação da CVM. Não custodia dinheiro de cliente, não recebe corretagem e não distribui produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.
Invisto desde 1999, e a credencial de analista veio em 2020. Escrevi o livro Investir é Sobre Gente, publicado pela Interminds em 2025, ISBN 9786583317377.
Não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros. É isso que me deixa abrir esta conta inteira, com a taxa, a janela e a fonte na mesa. Nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la.
Declaração de independência, como o art. 21, I da Resolução CVM nº 20/2021 exige: o que está aqui é explicação geral de regra e de cálculo, não recomendação individual.