O blog do Tio Huli

Aqui o tio te explica. E não te vende nada.

Sou Hulisses Dias, analista de valores mobiliários certificado, no mercado desde 1999. Aqui eu explico investimento com calma e com número na mesa, do jeito que eu explico para a minha filha — inclusive opções, que é o assunto que eu mais estudo e o pior explicado do Brasil. Sem produto para empurrar do outro lado do balcão.

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Busque por assunto, por sigla ou pelo código do ativo. São 24 artigos aqui dentro.

Tudo aqui passa por três princípios
DiversificaçãoNenhuma posição pode te tirar do jogo sozinha.
Baixo custoTaxa é rendimento saindo da sua conta todo mês.
Liquidez altaDinheiro travado não é patrimônio, é promessa.
eu, Hulisses Dias, analista CNPI credenciado, no estúdio onde gravo o canal
Hulisses Dias Analista CNPI credenciado · APIMEC
O blog em quatro frentes

Entre por onde fizer sentido para você

Cada frente tem um guia que abre o assunto inteiro, e abaixo dele os textos que entram no detalhe.

02

Renda Fixa

4 artigos

Onde o retorno é contratado. O assunto que resolve a maior parte da vida financeira.

03

Ações, fundos imobiliários, ETFs e opções, com um texto por ativo relevante.

04

Ferramentas

4 artigos

Calculadoras e simuladores livres, sem cadastro, com as premissas na tela.

Comece por aqui

Me diz onde você está, que eu digo o que ler primeiro

O blog tem muita coisa, e ler na ordem errada atrapalha mais do que ajuda. Escolha a frase que mais parece com o seu momento agora.

Do lado de cá do balcão

Três princípios que a indústria preferia que você não aprendesse

Não é birra com banco. É que o incentivo de quem te atende do outro lado do balcão é diferente do seu, e isso aparece nos três lugares onde mais dói. Tudo que está escrito neste blog passa por esses três filtros antes de virar página.

01

Diversificação

Espalhar risco de verdade é ter classes diferentes, emissores diferentes e prazos diferentes. Não é ter três produtos do mesmo lugar.

O que te oferecem

O fundo da casa, o CDB do próprio banco e um COE "com capital protegido". Três nomes diferentes, um risco só: o da instituição que te vendeu.

O que eu defendo

Carteira montada para sobreviver ao pior cenário, e não para brilhar no melhor. Se uma posição sozinha consegue te tirar do jogo, ela está grande demais.

02

Baixo custo

Custo é a única variável do investimento que você controla por inteiro. Rentabilidade ninguém controla. Taxa, sim.

O que te oferecem

Dois por cento ao ano de administração, mais performance sobre o CDI, mais corretagem que ninguém lê. Parece pouco no extrato do mês. Em vinte anos não é.

O que eu defendo

Cada ponto percentual de taxa que você deixa de pagar é um ponto que fica na sua conta rendendo junto com o resto. Some no simulador aqui embaixo o que muda entre 8% e 10% ao ano.

03

Liquidez alta

Liquidez é o que te permite atravessar o mês ruim sem precisar vender nada no pior preço. É a diferença entre escolher e ser obrigado.

O que te oferecem

Carência de cinco anos, resgate em D+180 e multa se você precisar antes. O produto trava o seu dinheiro porque travar é bom para quem vendeu, não para quem comprou.

O que eu defendo

Dinheiro que você não consegue acessar na hora que precisa não é patrimônio, é promessa. Prazo longo pode entrar na carteira, mas com os olhos abertos e nunca na reserva.

Eu consigo escrever isso porque não vendo produto de ninguém. Analista credenciado não pode receber comissão para recomendar e precisa declarar conflito de interesse. O que a certificação muda na prática está explicado aqui embaixo.

O básico que move tudo

Três números explicam quase todo o resto

Antes de escolher onde investir, vale entender o que está decidindo o rendimento de tudo no Brasil hoje. São esses três, e eles conversam entre si.

Selic e CDI em 28/08/2026, fonte Banco Central. IPCA acumulado em 12 meses, fonte IBGE.

A conta que muda o jogo

Quanto do seu patrimônio é você e quanto é o tempo

Todo mundo já ouviu falar de juros compostos e quase ninguém viu a conta separada. Mexa nos controles e veja em que ano os juros passam a depositar mais do que você.

No fim do período
R$ 0
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Composição do patrimônio ao longo do tempo Área empilhada mostrando quanto do patrimônio veio dos seus depósitos e quanto veio dos juros acumulados.

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O que esta conta não inclui

Ela simula só a carteira: o quanto você aporta, o tempo que deixa lá e o rendimento. Em cima de uma carteira montada assim ainda existe o método de Ganhos Explosivos, que usa opções a favor da tendência e pode potencializar o retorno da carteira. Ele tem risco próprio e nenhuma garantia: cada operação pode terminar em prejuízo, e o resultado não chega numa curva lisa como esta. Por isso ele não está no gráfico, e por isso a ordem importa: primeiro a carteira, depois a aceleração. Como o método funciona, logo abaixo ↓

Simulação com rendimento constante e aporte no fim de cada mês, sem imposto e sem taxa, feita apenas para mostrar o efeito do tempo. Nenhum investimento rende de forma linear, e rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. A calculadora completa fica aqui.

A especialidade da casa

Opções: o assunto que eu mais estudo e o pior explicado do Brasil

Pesquise "opções" no Google e você acha plataforma de dados e vídeo de "comecei com mil reais". O que quase não aparece é alguém credenciado explicando, com calma, o que acontece de cada lado do contrato. Essa lacuna é a razão de existir da seção de opções que eu escrevo aqui.

Titular · quem compra

Paga o prêmio e fica com o direito

Compra o direito de comprar ou vender a ação num preço combinado. Se não quiser exercer, não exerce. Ninguém o obriga a nada.

O que faz
Paga
Perda máxima
O prêmio pago
Margem na corretora
Não precisa
O tempo
Joga contra
Lançador · quem vende

Recebe o prêmio e fica com a obrigação

Recebe o dinheiro na hora e assume o dever de honrar o negócio se o titular exercer. É de onde vem a renda de quem já tem a ação, e também o risco que exige método.

O que faz
Recebe
Perda máxima
Depende se está coberto
Margem na corretora
Bloqueada
O tempo
Joga a favor
O mito que mais atrapalha

"Opção é cassino" é a frase preguiçosa do mercado. Risco em opções não é uma característica do instrumento, é uma escolha de posição. Comprar uma opção tem perda limitada ao que você pagou. Vender coberto, com a ação na mão, tem risco parecido com o de já ter a ação. O que não tem teto é a venda a descoberto — uma operação específica, entre várias. Quem confunde as duas coisas ou tem medo demais, ou tem coragem demais.

Ganhos Explosivos, o meu método, em duas linhas

Perder pequeno, ganhar grande. Eu opero a favor da tendência que já está na tela, e não da previsão que está na minha cabeça. Cada tentativa entra com a perda limitada ao que eu paguei por ela, e boa parte delas dá errado mesmo — o que sustenta o resultado é a minoria que acerta, quando a tendência vem forte. Isso é assimetria, e ela só funciona com tamanho de posição pequeno e regra de saída definida antes.

Por isso essa camada vive em cima de uma carteira montada, e nunca no lugar dela. Sem base embaixo, deixa de ser aceleração e vira aposta — que é exatamente o erro que faz as pessoas acharem que o problema estava nas opções.

Abrir o guia de opções
As dúvidas que mais chegam

O que o Brasil mais pergunta sobre investimento

Escolhi essas seis pelas buscas reais no Google, e não pelo que eu acho interessante de escrever.

Fora do blog

Duas séries que eu mantenho no canal

O blog é onde eu escrevo com calma. O canal é onde eu mostro. Essas duas são as que têm mais gente acompanhando de semana em semana.

Grupo gratuito

Novidades e dicas, direto no WhatsApp

Eu mando por lá o que muda no mercado e o que isso significa para quem tem dinheiro aplicado. Sem indicação de produto, sem "oportunidade imperdível" e sem gatilho de urgência.

Entrar no grupo

É de graça e você sai quando quiser. É conteúdo educacional e não constitui recomendação de investimento.

Quem assina

Por que eu posso dizer que a poupança rende pouco

eu, Hulisses Dias, de frente para a câmera

Meu nome é Hulisses Dias e eu sou analista de valores mobiliários certificado, CNPI credenciado pela APIMEC. Estou no mercado desde 1999 e escrevi o livro Investir é Sobre Gente, que resume o que eu penso sobre isso tudo: dinheiro é meio, e a conversa de verdade é sobre tempo e sobre as pessoas que você ama.

A certificação importa aqui por um motivo bem prático. Um analista credenciado não pode receber comissão para recomendar produto e precisa declarar conflito de interesse sempre que fala de um ativo em que tem posição. É por isso que este blog pode dizer que a poupança rende pouco, que aquele CDB do seu banco paga mal e que tem produto famoso que não vale a pena. Quem ganha comissão do outro lado do balcão não pode escrever isso, e você percebe isso lendo os blogs por aí.

O assunto em que eu mais me aprofundei nesses anos foi opções. Não porque seja o mais rentável, mas porque é o mais mal explicado: metade do mercado trata como cassino e a outra metade vende como atalho. Nenhuma das duas leituras está certa, e a seção de opções do blog existe para mostrar o porquê, começando pela diferença entre quem compra e quem vende.

Não significa que você deva concordar comigo. Significa que você sabe de onde vem o que está lendo, o que já é mais do que a maioria oferece.

Analista CNPI · APIMEC · No mercado desde 1999 · Autor de Investir é Sobre Gente

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Você já entendeu a teoria. O difícil é executar.

A Mentoria Master é o acompanhamento próximo para quem quer decidir com método. O acesso é por aplicação e eu leio todas antes de abrir uma vaga.

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