Renda Variável · Opções

Call e put: as duas pontas e quem assume cada risco

Quem compra perde no máximo o prêmio; quem vende descoberto não tem teto de perda. A tabela das quatro pontas, com exemplo hipotético.

Credenciado pela APIMEC desde 2020 Atualizado em agosto/2026

O que é call e put?

Resposta direta

Call é o direito de comprar um ativo-objeto pelo strike até o vencimento. Put é o direito de vender pelo strike até o vencimento. Quando você tem um direito, mas não tem obrigação, isso é uma opção, tá? A mecânica das duas é a mesma: congelar um preço por um prazo, em troca de um prêmio — o que muda é a direção.

Quem compra paga o prêmio e fica com a escolha de exercer ou não; quem vende recebe o prêmio e assume a obrigação de cumprir se for chamado. A Call é quando você tem o direito, mas sem a obrigação de comprar, tá? A Put é quando você tem o direito, sem a obrigação de vender. É essa escolha — exercer ou deixar o direito morrer no prazo — que o titular compra e que o lançador vende.

Trocar as duas pontas de lugar é o erro mais comum do assunto: duas das três páginas mais bem ranqueadas no Google para essa busca invertem call e put.

Quem assina sou eu, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020, com solicitação registrada em 18/02/2020, e no mercado desde 1999 como investidor. Nada aqui é indicação de comprar, vender ou manter: esta página é o mapa do instrumento, e cada pergunta de decisão dela é respondida como critério.

2020
Ano do credenciamento como analista na APIMEC, com solicitação registrada em 18/02/2020.
1999
Ano em que entrei no mercado como investidor. A credencial de analista é de 2020 — as duas datas não se confundem.

Conteúdo atualizado em agosto/2026.

Qual a diferença entre call e put?

A diferença entre call e put é de direção, não de mecânica. A call dá o direito de comprar pelo strike; a put dá o direito de vender pelo strike. As duas congelam um preço por um prazo e as duas custam um prêmio.

Ou seja, quando eu quero apostar na alta da bolsa, eu compro uma Call. Quando eu quero apostar na queda da bolsa, eu compro uma Put. Eu tenho que olhar o preço do ativo objeto. Nos dois casos a leitura é a do ativo-objeto, e só o sentido troca: quem compra call quer ele acima do strike antes do vencimento, quem compra put quer ele abaixo.

AspectoCallPut
Direção esperada Ativo-objeto acima do strike antes do vencimento Ativo-objeto abaixo do strike antes do vencimento
Direito do titular Comprar pelo strike Vender pelo strike
Obrigação do lançador Vender pelo strike, se for exercido Comprar pelo strike, se for exercido

Daí sai a consequência que mais confunde: a mesma faixa de strike que está dentro do dinheiro para uma está fora do dinheiro para a outra.

A simetria para na mecânica. O risco de cada ponta não é simétrico, e é isso que a tabela das quatro posições fecha mais abaixo.

Combinar as duas pontas numa operação só é o degrau seguinte, e ele não é assunto desta página. Ver as estratégias que combinam call e put.

Quem tem direito, quem tem obrigação?

O direito é de quem compra a opção e a obrigação é de quem vende. Na corretora isso aparece pelo sinal da posição: quando eu sou titular eu estou comprando, eu estou desembolsando dinheiro e estou ficando com uma custódia positiva lá na corretora e quando eu sou lançador eu acabo recebendo um dinheiro, entra um dinheiro no meu caixa e eu fico com uma custódia negativa. Custódia é o saldo daquele contrato na sua conta, e o sinal dele já diz qual dos dois papéis você está ocupando: o titular fica com a escolha de exercer, o lançador fica obrigado a cumprir se for chamado.

Aí eu vou no meu vizinho e pego lá três quilos de açúcar emprestado. Nesse caso, eu vou ser o que a gente chama de um lançador. E aí o que eu recebi? Eu recebi açúcar adiantado. É por isso que alguém aceita a obrigação: o dinheiro entrou antes, e a contrapartida é entregar o combinado no dia em que o outro lado quiser.

Direito

Titular

Pagou o prêmio, tem o direito, escolhe se exerce. O máximo que perde é o que pagou.

Obrigação

Lançador

Recebeu o prêmio, tem a obrigação, não escolhe nada. Quem escolhe é o outro lado.

E aqui entra a distinção que decide a conta: lançar call tendo as ações em carteira e lançar call sem tê-las são duas operações diferentes. A versão coberta tem página própria em lançamento coberto.

A ponta vendida descoberta exige margem. A descoberta exige margem depositada na corretora, pode gerar chamada de margem e não é ensinada nesta página como operação a montar.

Onde essas posições aparecem na tela, você vê em home broker.

Qual o risco de cada ponta?

As quatro pontas não carregam o mesmo risco. Quem compra call ou put perde no máximo 100% do prêmio pago e nada além disso. Quem vende tem ganho limitado ao prêmio recebido e perda que depende do lado. É daqui que podem nascer os prejuízos ilimitados nas opções, tá? Você ser lançador de call ou lançador de put pode ser muito perigoso.

100%
do prêmio pago — perda máxima de quem compra call ou put, e nada além disso.

O desenho das duas pontas tem nome. Você está titular, você está convexo e quando você está lançador, você está côncavo nessa operação, partindo do princípio que você está seco — seco é a ponta sozinha, sem a ação em carteira e sem a outra ponta travada. O que é convexidade? Pequeno potencial de perda, grande potencial de lucro. Côncavo é o desenho invertido: ganho pequeno e conhecido de um lado, perda que pode ser grande do outro. E convexo não quer dizer barato — o titular paga por esse formato todo dia em que nada acontece.

Posição Direito ou obrigação Leitura de mercado Ganho máximo Perda máxima Margem
Comprar call (long call) Direito de comprar pelo strike Ativo-objeto acima do strike antes do vencimento Teoricamente ilimitado, porque o preço da ação não tem teto 100% do prêmio pago Não exige
Vender call descoberta (short call) Obrigação de vender pelo strike, sem ter a ação em carteira Ativo-objeto parado ou em queda Limitado ao prêmio recebido Sem teto: cresce junto com a alta da ação Exige margem depositada e pode gerar chamada de margem
Comprar put (long put) Direito de vender pelo strike Ativo-objeto abaixo do strike antes do vencimento Cresce conforme a ação cai, até o limite de a ação valer zero 100% do prêmio pago Não exige
Vender put (short put) Obrigação de comprar pelo strike Ativo-objeto parado ou em alta Limitado ao prêmio recebido Vai até o strike, por ação, descontado o prêmio recebido Exige margem depositada e pode gerar chamada de margem

Ler a tabela em pares ajuda: as duas primeiras linhas são o mesmo contrato visto dos dois lados, e as duas últimas também. Em cada par, o que o titular paga é o que o lançador recebe, e o que o titular pode ganhar é o que o lançador pode perder.

A call vendida a descoberto não tem teto de perda, porque o preço da ação não tem teto. A put vendida perde até o strike, por ação, e é esse limite inferior que faz a operação parecer mais mansa do que é.

As duas pontas vendidas exigem margem depositada e podem gerar chamada de margem, e é por isso que eu não sugiro que você seja lançador sozinho, isto é, com a ponta vendida solta, sem a ação em carteira e sem a outra ponta travada. Nenhuma delas é apresentada aqui como operação a montar.

E nenhuma é renda previsível: prêmio recebido é remuneração por um risco que acontece, não aluguel de ação.

A tabela fecha as quatro linhas em mecânica, sem cotação, sem prêmio em reais e sem preço-alvo.

Como fica a conta de cada lado?

A conta de cada lado sai do ponto de virada. Para quem compra call, o resultado começa acima do strike mais o prêmio pago. Para quem lançou a mesma call, o prêmio recebido é o ganho máximo, e a valorização acima do strike fica na mesa.

Exemplo hipotético

Vamos dizer que uma ação hipotética esteja a R$ 30, que exista uma call de strike R$ 32 custando R$ 1 de prêmio e uma put de strike R$ 30 custando R$ 1. São números redondos inventados para a conta fechar na cabeça, não cotação de um papel numa data.

R$ 32Strike da call do exemplo
R$ 1Prêmio pago no exemplo
R$ 33Ponto de virada no vencimento — hipótese do exemplo, nunca cotação observada

Quem compra essa call só começa a ganhar acima de R$ 33. Se a ação terminar o vencimento em R$ 31, o direito não vale nada e a perda é o R$ 1 inteiro.

Na put a conta inverte: o comprador protege abaixo de R$ 29, e o lançador compra a R$ 30 um papel que pode estar valendo menos que isso.

Nenhum desses números é projeção de retorno: é a aritmética de um exemplo, e trocar o strike ou o prêmio muda o ponto de virada.

Por que o prêmio sobe e desce?

O prêmio sobe e desce porque ele é feito de duas partes. Valor intrínseco é o quanto o strike já está favorável ao titular neste instante. Valor extrínseco é o que você paga por tempo e por incerteza. Então quanto mais tempo eu tenho para essa opção vencer, mais ela vale, porque isso me dá alternativas — prazo é alternativa, e alternativa tem preço.

Já ouviu aquela historinha? O mercado sobe de escada e cai de elevador. É na queda rápida que a volatilidade aparece, e ela não é um detalhe do preço. A gente tem o tempo, a gente tem o preço e a volatilidade é a terceira dimensão. Quanto mais volátil for o ativo que a gente está negociando opção, mais essa opção vai valer, mais inchada ela vai ficar.

VariávelEfeito no prêmio da callEfeito no prêmio da put
Preço do ativo-objeto sobeSobeDesce
Preço do ativo-objeto caiDesceSobe
Volatilidade aumentaSobeSobe
Tempo até o vencimento encurtaDesceDesce
Chegada do vencimentoValor extrínseco vai a zeroValor extrínseco vai a zero

O valor extrínseco vai a zero no vencimento. É por isso que uma opção derrete sem a ação sair do lugar.

Esse derretimento cobra pedágio do titular na mesma proporção em que favorece o lançador. Quem compra opção paga por tempo; quem lança vende tempo, e essa troca anda todo dia, mesmo com o mercado parado.

As séries brasileiras são curtas, e o calendário de cada uma está na especificação da série publicada pela B3.

A tabela acima traz direção de movimento, não magnitude. As medidas que quantificam cada efeito ficam em gregas.

A opção pode virar pó?

Pode, e virar pó é o desfecho normal de uma opção comprada que chega ao vencimento fora do dinheiro. Quem compra entra na operação sabendo disso.

Fora do dinheiro no vencimento: o direito deixa de existir, o prêmio pago some inteiro e não há nada a exercer.

Dentro do dinheiro no vencimento: do outro lado, o lançador exercido entrega o combinado: as ações, se lançou call, ou o dinheiro para comprar pelo strike, se lançou put. E precisa ter esse lastro na conta antes do dia, não depois.

Pensa numa passagem de avião: se eu não for nesse voo, o que eu perdi? Não perdi nada, perdi só o dinheiro da passagem. O prêmio é o teto da perda e é também a perda inteira quando o prazo acaba do lado errado — não é erro de execução nem azar, é como o contrato termina quando a tese não se confirma no prazo.

Confira também o prazo da série: em algumas o exercício só acontece na data do vencimento; em outras, pode acontecer antes.

O calendário, o lote padrão e o exercício automático estão na especificação publicada pela B3, e o dia do vencimento em detalhe fica em vencimento.

Como identificar call e put no código?

O tipo e o mês da opção estão na letra que vem depois das quatro letras do ativo-objeto. Ela diz, ao mesmo tempo, se o contrato é call ou put e qual é o mês de vencimento. Nas calls essa letra acompanha o calendário: um mês de janeiro sendo A, um mês de fevereiro sendo B, um mês de março sendo C, e assim por diante.

  1. As quatro primeiras letras: identificam o ativo-objeto sobre o qual o contrato foi escrito.
  2. A letra seguinte: diz se é call ou put e qual o mês de vencimento. As puts usam a faixa de letras seguinte à das calls.
  3. Os números finais: indicam o strike daquela série.

E o strike também entra no código: cada um desses strikes vai gerar um código diferente lá no home broker, e é por isso que dois papéis quase idênticos na tela podem ser contratos muito diferentes.

Antes de enviar ordem, você confere tipo, mês e strike na especificação da série publicada pela B3, que é quem define essas regras. Não na memória, e não no código parecido que apareceu na busca da plataforma. O caminho até essa tela está em home broker.

Quanto custa entrar e sair da posição?

O custo de entrar e sair de uma posição em opção tem quatro linhas, e nenhuma delas é o prêmio: a corretagem por ordem, os emolumentos e taxas da bolsa, a diferença entre o preço de compra e o de venda da série (que é custo mesmo sem aparecer na nota) e o imposto sobre o ganho.

Numa operação de prêmio pequeno, essas quatro linhas decidem se ela faz sentido.

O que entra na contaQuem cobraOnde você confere
Corretagem por ordem enviada A sua corretora Tabela de tarifas da corretora
Emolumentos e taxas de negociação, registro e liquidação A bolsa Tabela de preços publicada pela B3
Diferença entre o preço de compra e o de venda da série Ninguém cobra na nota: é custo de mercado Boletim de opções da B3 e a tela do home broker
Imposto sobre o ganho da operação A Receita Federal Fonte primária da regra e o informe da corretora

Nenhuma alíquota, nenhum prazo e nenhuma isenção entra aqui sem o ato normativo que a institui nomeado ao lado: a regra em detalhe está em tributação de opções.

Um ponto em que errar é caro: a isenção mensal de vendas é do mercado à vista de ações e não se transfere automaticamente para operação com opções. O enquadramento da sua operação você confere na fonte primária, no site da Receita Federal e no informe da corretora.

Apurar, recolher, declarar e compensar prejuízo é procedimento, não planejamento tributário, e não substitui contador.

O que olhar antes de entrar

Antes de entrar, você olha três coisas na série exata que pretende negociar.

  • Volume negociado e número de negócios daquela sérienão do ativo-objeto, e não da série vizinha.
  • Distância do strike em relação ao dinheiroquanto mais longe, mais fina a negociação fica.
  • Diferença entre o preço de compra e o de vendaé o que você paga para entrar e sair no mesmo instante.

A forma mais comum de encerrar uma posição comprada é revender a opção, não exercer o direito. E isso depende de existir alguém do outro lado naquele strike e naquele vencimento.

A liquidez se concentra em poucos ativos-objeto e, dentro deles, nos strikes próximos do dinheiro. Fora dessa faixa, a diferença entre compra e venda se abre e a posição fica difícil de desmontar.

Esse dado muda todo dia: ele está no boletim de opções da B3 e na tela da corretora.

As linhas que entram na conta

As linhas da tabela acima incidem sobre a operação encerrada, não sobre a entrada. Você paga para entrar e paga de novo para sair. O imposto é o último a aparecer: ele só existe depois que a operação fechou e o resultado existe.

A tabela de três colunas da seção acima fecha as quatro linhas sem nenhuma coluna de valor, tá? É de propósito: tarifa muda por instituição, emolumento é publicado pela bolsa e regra fiscal exige a norma nomeada.

O lugar de conferir é a tabela de tarifas da sua corretora e a da bolsa. O imposto em detalhe está em tributação de opções.

Onde outra página carimba um número, aqui você fica sabendo por que aquele número envelhece e onde achar o atual.

Em que caso cada uma não serve?

A put deixa de servir como seguro quando o prêmio pago ao longo do ano fica grande em relação à carteira protegida. A call deixa de ser tese quando o movimento que ela exige até o ponto de virada não cabe no prazo que falta.

Eu sou contra o seguro de carteira. Por quê? Isso aí é meio que jogar dinheiro fora. E tem um detalhe que explica a minha posição: você compra o carro, sai dele da concessionária querendo bater ele para receber o dinheiro máximo do seguro? Não. Proteção é custo aceito, não operação que se espera usar — e custo aceito todo mês vira custo grande.

A posição é minha e está declarada. O que eu entrego aqui é critério para você chegar à sua, não indicação de comprar, vender ou manter, sem preço-alvo e sem carteira sugerida.

01

Quando a put não funciona como seguro

Proteção recorrente custa prêmio todas as vezes, e quando a volatilidade já subiu o prêmio sobe com ela. Seguro caro demais deixa de ser seguro. Meça esse custo contra o tamanho da carteira.

02

Quando a call é só aposta

O strike está tão longe do dinheiro que a ação precisaria de um movimento que o prazo não comporta; o prêmio é pequeno porque a probabilidade é pequena.

Alavancagem é mecânica, não promessa: o mesmo dinheiro controla mais ação, então o percentual da posição oscila muito mais que o da ação, nas duas direções.

O que significa strike, ITM e OTM?

Strike é o preço combinado para exercer o direito: o strike é o preço no qual você acordou com a outra parte de que você vai comprar ou vender. Dentro do dinheiro é quando esse preço combinado já está do lado favorável a quem tem o direito — na call, a ação acima do strike. Isso é pra call, pra put é só inverter tudo, e é aqui que um dos três resultados da primeira página do Google inverte os dois, sem separar call de put.

  • Strikeo preço combinado no contrato. Cada strike gera um código próprio na tela.
  • Ativo-objetoa ação sobre a qual o contrato foi escrito.
  • Vencimentoa data em que o contrato termina.
  • Prêmioo preço da opção, o que o titular paga e o lançador recebe.
  • Titularquem pagou o prêmio e tem o direito.
  • Lançadorquem recebeu o prêmio e tem a obrigação.
  • Dentro do dinheiro (ITM)call com a ação acima do strike; put com a ação abaixo do strike. A definição muda com o tipo, e trocar isso é o erro clássico.
  • Fora do dinheiro (OTM)o inverso, também por tipo. Call com a ação abaixo do strike, put com a ação acima do strike.
  • Long call, short call, long put, short putas quatro posições como aparecem na plataforma, compra e venda de call, compra e venda de put.

Um esclarecimento de vocabulário: no mercado financeiro, "call" também é o nome informal de uma reunião ou de uma chamada telefônica, nada a ver com o contrato de opção desta página.

Perguntas frequentes sobre call e put

O que acontece se eu não exercer a minha opção?
Se ela chegar ao vencimento fora do dinheiro, não há nada a exercer: o direito deixa de existir e o prêmio pago some inteiro. Esse é o desfecho normal de uma ponta comprada, não um acidente. Dentro do dinheiro, o exercício segue a regra da série publicada pela B3.
O que quer dizer "a opção virou pó"?
Virar pó é terminar o vencimento sem valor, porque o strike ficou do lado desfavorável ao titular. Quem comprou perde 100% do prêmio pago; quem lançou fica com o prêmio e sem obrigação a cumprir. É desfecho frequente desse mercado, não anomalia.
Preciso ter a ação para comprar uma put?
Não. Comprar put é comprar o direito de vender pelo strike, e ele existe com ou sem a ação em carteira: com a ação, protege o que você já tem; sem ela, ganha na queda, com risco limitado ao prêmio pago. Quem lança put é que assume obrigação, margem e chamada de margem.
Comprar call é mais arriscado que vender call?
As duas têm formatos de risco opostos, e comparar sem dizer o formato é o erro que circula por aí. Quem compra call perde no máximo o prêmio pago e tem ganho teoricamente ilimitado. Quem vende call descoberta ganha no máximo o prêmio, não tem teto de perda e mantém margem.
Como eu sei, olhando o código, se é call ou put?
A letra depois das quatro letras do ativo-objeto diz se o contrato é call ou put e qual o mês de vencimento. Nas calls essa letra acompanha o calendário a partir de janeiro; as puts usam a faixa seguinte, e os números finais indicam o strike. Confira os três na especificação da série da B3 antes de enviar ordem.
Esse assunto cai nas provas de certificação?
Derivativos é bloco de conteúdo em várias certificações do mercado brasileiro, e o peso muda de exame para exame. O lugar de conferir é o programa oficial publicado pela entidade certificadora: esta página explica o instrumento, não o edital.
eu no estúdio onde gravo as aulas de opções
Analista CNPI · APIMEC

Hulisses Dias

Sou o Hulisses Dias, o Tio Huli, analista de valores mobiliários credenciado pela APIMEC desde 2020, sujeito à regulação da CVM, no mercado desde 1999 como investidor.

Opções é o assunto em que mais me aprofundei. No meu canal eu classifico ele como assunto avançado, não porque seja difícil, mas porque exige uma capacidade de abstração que leva tempo para construir, tá?

Não custodio dinheiro de cliente, não recebo corretagem e não distribuo produto de terceiros, o que significa que nada nesta página muda de acordo com o que você decidir fazer depois de lê-la. É isso que a declaração de independência exige, e é o que me deixa dizer quando um instrumento não serve.

Escrevo no YouTube e no Instagram, nos dois como @tiohuli, e sou autor de Investir é Sobre Gente (Interminds, 2025, ISBN 9786583317377).

O que eu publico aqui é análise, não recomendação individual: a credencial CNPI me autoriza a elaborar e assinar relatório de análise, não a dar conselho sobre a sua carteira.

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